Aum ॐ Meu Recanto de Paz: 2015

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A PAZ: SUPRIMIR PRIMEIRO EM SI AS CAUSAS DE GUERRA


Inúmeras pessoas dizem que trabalham para a paz no mundo! Por enquanto, esse trabalho consiste sobretudo em se acusarem umas às outras de serem causadores de guerra. Para uns, os culpados são os ricos; para os outros, são os intelectuais, ou os homens políticos, ou os cientistas. Os crentes acusam os descrentes de conduzirem a humanidade para a sua perda, os descrentes acusam os crentes de fanatismo, e por aí adiante… Observem-se e verão que é sempre suprimindo estas ou aquelas pessoas que os humanos julgam poder instalar a paz. E é nisso que se enganam: mesmo que se suprimissem os exércitos e os canhões, no dia seguinte as pessoas teriam inventado outros meios para se combaterem. A paz, na realidade, é um estado interior e nunca se conseguirá obtê-lo suprimindo alguém ou alguma coisa no exterior. É dentro de nós próprios, em primeiro lugar, que é preciso suprimir as causas da guerra.

A partir do momento em que alimenta em si certos estados interiores, como o descontentamento, a revolta, a inveja, o desejo de possuir sempre mais, o homem não pode estar em paz, faça o que fizer. Pelos seus pensamentos e pelos seus sentimentos, ele não só introduz no seu íntimo os germes da desordem e da guerra, como semeia esses germes por toda a parte à sua volta.

Imaginem alguém que come e bebe o que calha: essa pessoa introduz no seu organismo certos elementos nocivos que a tornarão doente. E que paz se pode ter quando se perturba o funcionamento do seu organismo, do estômago, do fígado, dos rins, dos intestinos?… Pois bem, no plano psíquico existe a mesma lei: não se deve comer o que calha, senão fica-se doente.

A paz é, pois, consequência de um saber profundo sobre a natureza dos elementos de que o homem se alimenta em todos os planos. Ela só pode instalar-se naqueles que decidiram manifestar-se com bondade, generosidade, desapego. Só esses seres podem espalhar a paz ao seu redor.

Com o pretexto de que criam associações ou militam em movimentos pacifistas, muitas pessoas imaginam que trabalham para a paz. Não, porque a sua vida não é uma vida para a paz: elas nunca pensaram que primeiro são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz e da harmonia, a fim de emanarem essa paz para a qual elas pretendem trabalhar. Enquanto falam da paz e escrevem acerca da paz, continuam a alimentar a guerra em si e à sua volta, pois estão incessantemente a lutar contra uma coisa ou outra… A paz, o homem tem primeiro de instalá-la em si mesmo, nos pensamentos, nos sentimentos e nos atos da sua vida quotidiana. Só então é que ele trabalha verdadeiramente para a paz.

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Confiança em Deus - Divaldo Franco


Diante dos aberrantes comportamentos de cidadãos que pareciam irrepreensíveis na conduta moral, seja na administração do país, tanto quanto em grandes empresas comerciais e esportivas, não podemos ocultar os sentimentos de desconfiança e preocupação que a quase todos os brasileiros nos assaltam. A criminalidade atinge índices jamais previstos, fruto espúrio da miséria socioeconômica e moral, pela falta de escolas, de assistência hospitalar, de trabalho, de recreação, com excesso de tempo para os jovens, que é malbarato na violência, causando-nos horror.

O medo de ser a próxima vítima toma conta de cada um de nós, que vive a guerra não declarada dos assaltos e dos homicídios chocantes pela perversidade, fazendo que modifiquemos os hábitos que adquirimos com o direito de ir e vir agora interrompido pelo terrorismo urbano. Nesse quadro de desrespeito total aos valores éticos, o cristão pergunta-se como agiria Jesus se estivesse convivendo conosco neste terrível contexto? E a resposta seria a mesma que Ele deu ao fariseu que o interrogou com desfaçatez, tentando embaraçá-lo, quando Ele se referiu aos nossos deveres para com o próximo, interrogando-o: E quem é o meu próximo?

Com sabedoria exemplar, Ele narrou-lhe a Parábola do bom samaritano, que socorreu um judeu que lhe era inimigo, e fora desprezado por um sacerdote e um levita, auxiliando-o na estrada em que estava abandonado após ser assaltado, oferecendo-lhe socorro imediato e responsabilizando-se pelas despesas na hospedaria para onde o levou. Outra não pode ser a nossa atitude diante dos assaltantes e criminosos que enxameiam na sociedade, fazendo a melhor parte e confiando em Deus, trabalhando pelo retorno da dignidade e da honradez aos arraiais humanos. Apenas comentar o mal não é atitude saudável. Que, nesse báratro aparvalhante, não percamos a confiança em Deus, mantendo-nos honrados apesar dos exemplos degradantes que temos diante de nós.


Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião em 19-06-2015.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Coragem para sermos nós mesmos!

A caminhada neste mundo de aparências e máscaras nos leva, muitas vezes, a pensarmos que somos aquilo que não somos ou que já não somos. Cada situação exige uma postura, cada grupo nos exige assumir um papel, cada vivência nos traz uma nova máscara, e nós, sem nos darmos conta, perdemos o contato conosco mesmo, perdemos a referência de quem realmente somos e para quê estamos aqui.

Onde ficamos nós, os verdadeiros nós, escondidos, em meio a todo este cenário?
Onde fica a nossa verdadeira essência misturada a todas estas personagens que nos são atribuídas ou que nós mesmos assumimos, sem perceber? Onde fica a nossa real história, abafada por tanta ilusão e tanto espetáculo?

Cada um de nós tem, dentro de si, um universo de emoções, sentimentos e ideias, mas falta interesse em conhecer este universo, falta coragem para encará-lo de frente e conhecê-lo de fato, falta coragem para entrarmos em nossos próprios porões para caçar nossos próprios fantasmas.

Aqui e agora somos apenas uma ínfima parte de tudo o que trazemos em nossa essência e não podemos nos basear no que vemos e sentimos nessa situação para calcular tudo o que faz parte da consciência que realmente somos, para muito além da personalidade que assumimos hoje.

O que somos hoje, ou o que vemos e percebemos de nós hoje, representa tão pouco da riqueza que trazemos em nossa essência, que qualquer conclusão, qualquer dedução que façamos, com base apenas em dados presentes, será incompleta, injusta e parcial.

A única verdade de que podemos estar seguros é a de que somos ESPÍRITOS e, como tais, passamos por inúmeras encarnações, tentando resgatar aquilo que realmente somos: seres espirituais.

Somos todos como imensos quebra-cabeças, cujas peças são todas as encarnações que já tivemos a oportunidade de experimentar. E, em cada peça, há um segredo, uma chave que nos permitirá encaixá-la perfeitamente ao conjunto, tornando-o cada vez mais harmônico e compreensível.

Muitas vezes, as peças parecem não se encaixar; em outras, parecem-nos estranhas e alheias, partes de outros quebra-cabeças; e há ocasiões em que sentimos como se todas as peças estivessem com defeito e já não servissem para mais nada.

No entanto, nenhuma delas é inútil, nenhuma se perde. Todas elas são parte do todo e nenhuma pode faltar para que haja coerência e coesão naquilo que verdadeiramente somos.

É fato que vivemos parcialmente alheios a este conjunto imenso e quase que completamente esquecidos do que representa cada peça no contexto maior, mas as peças estão lá, todas, muitas vezes escondidas por outras, ou imperceptíveis à nossa visão mais ampla, e outras vezes também prontas para serem encaixadas, sem que possamos enxergar a posição correta ou o local exato onde devem ser postas.

Aceitando que somos um caleidoscópio de personalidades, podemos compreender melhor nossas tendências e impulsos, percebendo, de forma mais nítida, que não viemos a este mundo completamente livres de qualquer influência ou determinante anterior. Somos, hoje, reflexo e consequência do que fomos ontem. E seremos, amanhã, reflexo e consequência do que estamos sendo hoje.

Não há salto, não há milagre, não há novidade. Tudo se encadeia de tal modo que somos todos herdeiros de nós mesmos. Física, mental e espiritualmente. Herdamos de nós mesmos o que vivenciamos. E, no futuro, continuaremos a herdar aquilo que criamos e guardamos em nós mesmos.

Cada passagem pela vida física, não importa quanto tempo dure, é apenas um trecho da vida espiritual. É preciso compreender que somos espíritos vivendo diversas experiências carnais, que não passam de estágios de aprendizado, aperfeiçoamento e crescimento ESPIRITUAL. Jamais fomos seres carnais tentando alcançar a vida espiritual, pois a vida espiritual é a nossa origem, a nossa essência, de tal modo que nascemos espíritos e, quando encarnamos pela primeira vez neste mundo, já éramos espíritos. E quando desencarnamos neste mundo, continuamos vivendo como espíritos, no mundo espiritual.

Assim, tudo o que precisamos hoje, para sermos melhores e nos sentirmos mais felizes, já está dentro de nós, dentro da nossa essência espiritual, dentro do nosso verdadeiro eu. Não há nada que possamos buscar fora, onde quer que seja, que já não esteja dentro de nós mesmos, ainda que temporariamente esquecido ou ignorado. O que falta é apenas coragem para acessar, encarar e trabalhar este conteúdo de forma consciente e equilibrada, participando ativamente do processo, sem que o conteúdo nos possua e determine as nossas ações por impulso.

A vida é uma só: a espiritual. E nela vivenciamos vários papéis, de forma tão intensa que julgamos ser as personagens que representamos. No entanto, as personagens não passam de pequenas parcelas, de diminutos momentos de algo muito maior, mais amplo e mais profundo. É como se, em nós, coexistissem todas as pessoas que já fomos, mais a que somos hoje, cada uma com seu perfil psicológico, sua história, seus sucessos e fracassos, mas todas se mesclando para "inventar" a pessoa que seremos amanhã.

O ator não é a própria personagem que representa, mas torna-se diferente a cada nova personagem, incorporando, à sua própria vida e atuação, aquilo que experimentou em cada papel.

Assim também o espírito, que não é nenhuma das personalidades que assume aqui na Terra, mas que se torna diferente a cada nova personalidade, acrescentando, à sua própria essência e conduta, aquilo que experimentou em cada encarnação.


- Maísa Intelisano -

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