Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Junho 2014

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Aprendendo o Perdão


Quem pensa que o perdão não é algo que se aprende, está enganado. O perdão não é como o amor, que vem de uma hora pra outra e se instala. O perdão não é simplesmente uma decisão que se toma. Não. Carregar em si o dom do perdão é aprender a deixar de lado ressentimentos. Taí duas coisas que nunca caminharão juntas: perdão e ressentimento são inimigos mortais e onde um morar o outro não poderá habitar. Primeiro, devemos ter consciência que de perdão todos nós precisamos. A falta de humildade e orgulho demasiados nos impedem de ver que somos necessitados de perdão. É normal e perfeitamente humano ser "imperfeito". E seres imperfeitos magoam, ferem, agem e dizem coisas que atingem outros. Saber reconhecer-se assim tão humano e ter a coragem de assumir é um grande passo na direção do caminho que o grande Mestre deseja pra nós. Chegar para a pessoa de quem precisamos de perdão e transformar esse reconhecimento em palavras é uma atitude bonita. Nem sempre é fácil, pois precisamos deixar de lado nossa capa orgulhosa e dizer: "eu errei, você me perdoa?" E vamos agora ao outro lado da moeda: é do nosso perdão que alguém carece. Nos magoaram profundamente e somos nós que precisamos perdoar. E muitas vezes queremos sinceramente fazer isso. Mas aí bate à nossa porta o tal do ressentimento que fica martelando na nossa cabeça e alma todo o mal que nos fizeram. E enquanto esse estiver presente não adianta, por mais que amemos o outro, o amigo, irmão, companheiro, pais, não conseguiremos perdoar. Há pessoas que conscientemente dizem "eu não perdoo" e vivem a vida inteira sendo ruídos por essa doença que mais faz mal a elas mesmas. É enganoso pensar que não perdoando estaremos ferindo o outro e fazendo com que pague o mal, pois nos ferimos a nós mesmos, impedindo que a ferida se cicatrize. A única maneira de se liberar completamente e ter uma vida de paz é construir em si mesmo um poço de esquecimentos, onde jogaremos todas as nossas mágoas. É um trabalho longo e delicado e que exige de nós paciência, coragem, fé e, principalmente, amor, muito amor. Só mesmo um amor incondicional pelo próximo poderá extinguir do dicionário da nossa vida a palavra ressentimento. Quando Jesus estava para ser morto, Ele olhou para o céu e disse: "Pai, perdoa-lhes." Ele conhecia a necessidade e incapacidade humana de reconhecer os próprios erros. Ele intercedeu a favor dos que o matavam e tenho a íntima convicção que intercede por nós a cada instante. Mas é tempo de acordar e crescer. É tempo de evoluir. As pessoas que se recusam a aprender ficam sempre pequenininhas. Se você acha que é incapaz de perdoar, olhe para o céu. Nossa alma estaria perdida se Deus fosse incapaz de perdoar. Receber perdão é ser agraciado; dar perdão é dar a graça. Só as grandes almas são capazes de grandes e nobres atitudes. A essas pessoas Deus aprova. E tenho certeza que nesses momentos Ele sorri, feliz.
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Despertando a Consciência

 
Segundo a visão Espírita, a Reforma Íntima é o renovar das esperanças interiores, tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser. Diante disto, não fica difícil relembrarmos dos sábios conselhos de "Francisco de Assis" em "O Livro dos Espíritos", na questão 919-a, que nos dá um passo a passo interessante, de como efetivarmos nossas mudanças internas, obtendo os benefícios da Reforma Íntima.

Ele comenta sobre a importância de antes de dormirmos, realizarmos mentalmente uma viagem interior, questionando-nos sobre nosso dia, o que fizemos desde o momento que abrimos nossos olhos ao despertar. Acordamos agradecendo por mais um dia ou reclamando da preguiça de ter que levantar, do tempo chuvoso, do calor, de ter que levar as crianças para escola etc.? Qual nossa atitude, diante dos desafios diários: a fila do Banco, o mau humor do lojista, o trânsito caótico, as pessoas mal educadas etc.? Somos propensos à crítica, ao julgamento, à arrogância e prepotência, tão comum nos dias de hoje?

Todos estes questionamentos são respondidos através da nossa consciência, à medida que fazemos uma avaliação sincera daquilo que experienciamos durante o dia - é o balanço final do que fizemos, dissemos e a forma como reagimos diante das pessoas e situações apresentadas.

Lembraremos de coisas boas, porém, também recordaremos de alguns pequenos deslizes; muitas vezes, ocasionados por nossas atitudes egoístas e temperamento difícil. Somos humanos, portanto, passíveis de erros mas, é muito importante, que possamos obter de nós mesmos esta visão mais ampla, especialmente, sobre a forma como estamos vivendo nossas vidas e de que forma poderemos nos melhorar aprendendo mais sobre a tolerância, a compaixão pelo outro, a paciência, a gentileza tão escassa, a aceitação e, sobretudo, a amar nossos semelhantes como a nós mesmos.

Se nos reportarmos ao Evangelho Segundo o Espiritismo, iremos encontrar a célebre frase de Jesus mencionando a importância de "Fazermos aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem". Vivenciar esta prática, requer maturidade, consciência e, acima de tudo, sabedoria para compreender que tudo o que fizemos de negativo, de alguma forma, retornará a nós. Portanto, o seu oposto também é verdadeiro: fazer o bem nos faz tão bem, que acabamos atraindo por questão de afinidade e sintonia a tão desejada harmonia e a paz de espírito.

E uma vida de acordo com o Espiritismo é idêntica a uma vida cristã. Uma vida pautada no exercício do bem, do perdão, da caridade, da tolerância e, especialmente, do sentimento mais nobre que o ser humano tem: a GRATIDÃO.

Muitas vezes, passamos a vida reclamando de tudo: reclamamos dos filhos, mas esquecemos de agradecer pela alegria que nos proporcionam; reclamamos do(a) companheiro(a), porém, esquecemos que temos alguém ao nosso lado; reclamamos da chuva, do tempo nublado, não lembrando de que ela vem para ajudar a natureza a florir e nutrir-se; reclamamos da doença e esquecemos que diante dela é que surge a cura e os tantos aprendizados para nossa vida.

Em tempos de internet e acesso à informação de todo tipo, não é preciso ser especialista para saber que a principal característica do hipertenso é o ressentimento. O ressentimento crônico, comum a tantas pessoas do nosso convívio, gera a hipertensão crônica e as doenças cardíacas. Todos sabem que rancor provoca úlceras no estômago, que a raiva persistente causa uma série de distúrbios.

É importante ter a percepção de que problemas fazem parte da trajetória de vida do ser humano, porém, esquecemo-nos de que sempre haverá recursos interiores à nossa disposição, que virão, sobretudo, nos fortalecer ajudando-nos a compreender que mesmo diante da dor e do sofrimento, poderemos buscar o que nos cabe aprender, fazendo o nosso melhor.

Quando vivemos uma vida dentro da harmonia do SER, estamos plenos, calmos e serenos; não há nenhum esforço, nenhuma pressa ou ansiedade a respeito de coisa alguma. Viver em harmonia, em sintonia com o Bem Maior, requer esforço, persistência e, acima de tudo, sabedoria.
Sejamos gratos, esta é a chave para a harmonia interior e uma vida plena.
Tânia Paupitz

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