Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Meditação, Lucidez e Iluminação - Parte I

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Meditação, Lucidez e Iluminação - Parte I


Só conseguimos perceber e sentir a vida de forma saudável quando estamos centrados no presente, em contato com a realidade. Estar no passado não nos permite sentir as emoções de vida provenientes de tudo o que está acontecendo no presente. Estar no futuro não nos permite perceber a vida fluindo. Em consequência, é não estar aproveitando a experiência humana.

O passado e o futuro não existem. Um já passou e acabou. O outro ainda não aconteceu. Ambos são ilusões, perda de tempo, perda de energia.

O passado é uma lembrança que trazemos para o presente e nos faz reviver todas as emoções provenientes dela, agradáveis ou não. Trata-se de apego, marasmo mental.

O futuro fala de conjeturas, castelos mentais, construídos pelo medo ou desejo que criamos em função do que tememos ou aspiramos. Trata-se de uma PRÉ OCUPAÇÃO. Desperdiçamos nossas energias com emoções antecipadas de algo que não existe ainda, e que nem mesmo há certeza de que acontecerá.

O presente é real e representa a somatória de tudo o que criamos ao longo da vida. O futuro será portanto, uma consequência da maneira como vivemos cada minuto do nosso presente.

Os pensamentos representam importante função em nosso mundo interno. A nossa maneira de pensar faz com que nos identifiquemos com ela, e direcionemos nossa energia para aquela finalidade. Aqui reside a importância de mantermos o domínio sobre a mente, e de não permitirmos que os pensamentos nos dominem.

A mente é passiva, mas se não a dominarmos, ela nos domina. A força ativa do pensamento ocorre sobre nós porque nos tornamos passivos mentalmente, quando permitimos que o meio em que vivemos nos causem forte impressão. Toda vez que nos impressionamos com algo, aumentamos seu valor, e agimos de maneira condizente a essa supervalorização.

Quando dominamos nossa mente, colocando ordem e disciplina nos pensamentos, passamos a dar maior atenção ao que estamos fazendo, e com isso percebemos cada instante de nossa vida, sentindo as menores nuances das sensações internas.

Quando atingimos este estado de lucidez, estamos inteiros e presentes a cada momento. Somos capazes de estar no aqui e agora, e não sermos influenciados pela nossa mente, nem pelo meio ambiente. Esse estado permite mantermos um bom relacionamento com a realidade da vida. Isso é o que verdadeiramente chamamos de viver a vida, pois estamos ligados a ela, notando-a, sentindo-a e verdadeiramente vivendo-a.

Se estivermos muito ligados ao mundo psíquico, grandes detalhes do dia a dia passarão desapercebidos e deixaremos de notar até mesmo os bons momentos que estão acontecendo, pois estamos sonhando com eles e não vivendo-os.

Quando estamos em equilíbrio interior, acontece uma harmonia com a expressão, a mente e os sentimentos. As emoções fluem normalmente, o prazer é sentido nas devidas proporções, a alegria sem euforia. Assim sendo, todas as sensações agradáveis serão prolongadas e curtidas por mais tempo. Sem desequilíbrios.

Ao atingirmos essa fase, podemos afirmar que estamos no centro. Estar centrado é ter condições e estrutura emocional e psicológica adequadas para direcionar positivamente as experiências de vida.

Desde que nascemos nossa mente recebe e grava impressões questionáveis como: Eu mereço? Eu consigo? Estou preparada? Essas atitudes dissipam nossas energias e nos mantêm sempre distantes dos nossos mais puros anseios.

Para superar, devemos agir no presente, que é a única realidade tangível, e concentrar nele o raio azul da fé: eu creio, eu mereço, eu posso, estou preparada, eu sou divinamente poderosa!


Autor: Conceição Trucom
Texto extraído do site "Somos Todos Um"

5 comentários:

  1. É certeza que precisamos dominar a nossa mente e com ela realizar coisas que possa nos fazer bem..a meditação é uma ótima alternativa.
    Abraços,
    Sandra

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  2. oi Mari,

    que texto lindo,
    vir aqui é me abastecer de coisas boas,
    obrigada minha amiga...

    beijinhos

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  3. Olá, Mari.

    Importante reflexão sobre o tempo.

    É como escreveu William Faulker: "Ontem só acabará amanhã, e amanhã começou há dez mil anos"...

    Um abraço!

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  4. Mari, texto muito interessante e oportuno. É muito difícil ser centrado, mas é o que nos faz progredir. Muita paz!

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