Aum ॐ Meu Recanto de Paz: 2014

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Momento Decisivo

Filhas e filhos da alma!
Abençoe-nos o Senhor com a sua paz.
Estes são dias de turbulência.
A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento grave na historiografia do processo evolutivo, quando se operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus.
Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso modelo e guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período
não muito distante.
Quando Jesus veio ter conosco, a humanidade experimentava a grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes arbitrários.
O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e, confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades libertadoras do Evangelho.
Com a conquista do conhecimento científico e o vazio existencial, surgem as distrações de vário porte para poder diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante, considerando serem servidores da última hora, permitem-se os desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.
Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!
É um momento de siso, de decisões, para a paz no período
do porvir.
Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades.
A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então.
No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.
Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre. Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não dividir, para não gerar fossos profundos ou abismos aparentemente intransponíveis.
Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.
O amor é o instrumento hábil para todas as decisões. Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do ideal da Era Nova.
Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o comando do Senhor.
Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.
Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em perfeita identificação com os benfeitores da humanidade, especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando o Mestre inolvidável.
Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.
Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto ainda se faz necessário.
Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra, decodificado pelos Imortais.
Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e que foi Jesus quem o denominou Consolador.
Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo, a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à expectativa do Senhor da Vinha, substituindo-os por outros melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.
Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para apressar a chegada da Era Nova.
Abençoados servidores!
Abençoadas servidoras da Causa!
Amai! Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes lutado no bom combate.
Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.
Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória não seja postergada.
E ide de volta, seareiros da luz!
O mundo necessita de Jesus, hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para mantermos sintonia plena com aquele que é o nosso guia de todos os dias e de todas as horas.
Muita paz, filhas e filhos do coração!
São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui conosco nesta hora.
Muita paz!...

Bezerra
 
 
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, DF, na manhã de domingo, em 9 de novembro de 2014.)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Amor...

O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.

Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresenem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.

Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.

O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS.
 
 
Joanna de Ângelis

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Livrando-se das Mágoas

As mágoas são feridas que não cicatrizaram, vivem infeccionando a nossa mente e influenciando o nosso comportamento. Livrar-se delas é possível e não faltam métodos terapêuticos que possam prestar um eficiente auxílio. Entretanto, a pergunta que deveríamos fazer é justamente aquela que não fazemos: por que nos magoamos?
É humanamente impossível passarmos pela vida sem nos mag

oarmos; seja na infância, adolescência ou mesmo na fase adulta, estamos absolutamente vulneráveis a decepções, traições, indignidades e tantas outras coisas indigestas que tratamos de inconscientizar ou mesmo, alimentamos conscientemente.

Resolver pendências emocionais alivia, mas não resolve o problema. É preciso conhecer os pontos vulneráveis que nos tornam magoáveis. Mesmo que tenhamos êxito em nossos tratamentos, mesmo que possamos enfrentar e dissolver todos os conteúdos emocionais que nos envenenam, não significa que estaremos livres de futuros dissabores.

A Vida irá se encarregar de nos conduzir a situações onde estaremos expostos novamente a esse tipo de situação. É claro, meu amigo, não poderia ser diferente! Você já se perguntou o que estamos fazendo aqui? Qual o propósito da aventura humana na Terra? Acha mesmo que estaremos isentos de provas e enfrentamentos? Pensa que uma vez livres de um problema não teríamos que enfrentar outros?

O descanso, a paz, a tranquilidade desejada por todos, só serão conquistados quando alcançarmos a iluminação, enquanto isso, para nos aperfeiçoarmos, estaremos sujeitos aos imperativos do Universo. É importante salientarmos que conduzidos por essa Dinâmica Evolutiva não existe a menor possibilidade de estarmos isentos de experiências constrangedoras, portanto, estejam certos que seremos novamente testados. As provas são mecanismos naturais que são indispensáveis no processo do desenvolvimento humano e a única forma de nos livrarmos dessa ação é nos graduando emocionalmente.

Enquanto você lutar em defesa da própria imagem, orientado pela vaidade e pelo orgulho, preocupado com o verniz social, estará atraindo pessoas e situações que irão magoá-lo, portanto, não adianta procurar culpados para as suas decepções, você é que precisa crescer, deixar de ser tão vulnerável, mudar essa natureza de cristal para avançar.

As pessoas são como são, fugir ou evitar situações desconfortáveis também não resolve, é preciso mais do que isso, é preciso desenvolver os poderes que deverão ser usados em sua defesa. Esses poderes existem em estado de latência no seu interior e dentre eles, há aquele que servirá de escudo contra qualquer investida externa, trata-se da humildade.

Ninguém consegue magoar uma pessoa humilde, só é possível magoar pessoas orgulhosas, vaidosas, arrogantes, enfim, pessoas que desconhecem a própria natureza divina, pessoas presas à ilusão de um personagem impermanente conhecido por ego.

Para lidar com as situações indigestas do cotidiano sem se ferir, será preciso expandir a consciência, olhar o próximo com outros olhos, enxergar além do evento em si, buscar uma compreensão mais profunda dos condicionamentos humanos e aceitar os padrões mentais que levam as pessoas a se comportarem daquela forma que (aos seus olhos) parece tão negativa. Não estamos aqui para julgar, classificar, separar, discriminar, nada disso! Estamos aqui para aprendermos a viver de forma orgânica e sistêmica, pois somos todos "farinha do mesmo saco". Será preciso partir de pressupostos diferentes para não sofrermos tanto com os outros, por exemplo, será necessário rever o entendimento que temos acerca daquilo que consideramos certo e errado, bom e mal etc.. Não se pode continuar julgando as pessoas pelo entendimento que elas têm, cada um está dentro de um patamar de consciência, enxerga o mundo de forma distinta e o mais curioso é que a grande maioria age acreditando que suas ações são as mais coerentes, muitos não fazem o mal por simples opção, agem apenas de acordo com o entendimento que alcançaram, fazem aquilo que acreditam, muitas vezes, ser o correto, por isso é muito difícil julgar.

Não podemos continuar na escravidão de um programa emocional desatualizado, agindo de forma automática, sem questionamentos, conduzidos por emoções e hábitos, precisamos refazer todas a nossas crenças, deixar de se preocupar com avaliações, parar de mendigar afeto, livrar-se de modelos estúpidos de perfeição e parar de buscar a aprovação das pessoas.

Não fique magoado, é hora de acordar!
 
 
Autor: Paulo Tavarez

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Amor é uma Flor Rara


O amor é uma flor rara. Ele só acontece às vezes. Milhões e milhões de pessoas vivem na falsa atitude de que amam. Elas acreditam que amam, mas isso é só uma crença.

O amor é uma flor rara. Às vezes ele acontece. É raro porque só pode acontecer quando não existe medo, nunca antes disso.

Isso significa que o amor só pode acontecer a uma pessoa profundamente espiritualizada, religiosa.

O sexo é possível para todos. A familiaridade é possível para todos. Não o amor.

Quando você não tem medo, não há o que esconder; então você pode se abrir, pode pôr abaixo todas as fronteiras. E então pode convidar o outro a tocar a sua essência.

E, lembre-se, se você deixa que alguém o toque profundamente, o outro também deixará que você o toque, pois, quando deixa que alguém o toque, você inspira confiança.

Quando você não tem medo, o medo da outra pessoa também desaparece.

No amor de vocês, o medo está sempre presente. O marido teme a mulher, a mulher teme o marido. As pessoas que se amam sempre têm modo uma da outra. Então não é amor. É só um arranjo entre duas pessoas medrosas, que dependem uma da outra, brigam, exploram-se, manipulam, controlam, dominam, possuem uma a outra - mas não é amor.

Se você conseguir deixar que o amor aconteça, não precisará de prece, não precisará de meditação, não precisará de igreja nenhuma, de templo nenhum.

Se amar, você pode se esquecer completamente de Deus - porque, por meio do amor, tudo terá acontecido a você: meditação, prece, Deus, tudo terá acontecido a você.

É isso que Jesus quis dizer quando falou que Deus é amor.

Mas o amor é difícil. O medo tem que ser superado. E é isto que é estranho, vocês têm tanto medo e, ao mesmo tempo, não têm nada a perder.
 

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Fraternidade

Nunca o mundo esteve tão necessitado de fraternidade como agora... e nunca nós estivemos tão alheios a ela como hoje...

Cruzamos com ela, todos os dias, nas ruas e praças onde se abriga algum deserdado da vida e não lhe damos atenção...

Ouvimos seu apelo frequente nas notícias que nos chegam através do rádio e da televisão e não lhe atendemos o chamado...

Lemos sua história triste contada em páginas e páginas de jornais a todo instante e não apreendemos seu sentido mais profundo...

Passeamos ao lado dela quando percorremos rapidamente alguma favela nos trajetos do nosso dia a dia e nem sequer lhe dirigimos um olhar...

Convivemos com a sua súplica, minuto a minuto, nos atos impensados do filho ainda inexperiente que nos magoa e não a socorremos...

Percorremos anos a fio amparados em seus braços, vendo a displicência do cônjuge mais perturbado que nos atinge, e não lhe aceitamos o convite...

E quando, enfim, a tormenta de nossa existência se torna mais forte e ela, sempre presente e atenta, nos traz o sorriso doce e a mão suave de um amigo bondoso, choramos emocionados e reconhecidos por, apesar de tudo, não termos sido esquecidos por ela nessa imensa ciranda que é a Vida...

Somos irmãos na imortalidade e, desse modo, somos eternos e iguais diante de nosso Pai que não abandona ninguém e a todos agasalha com seu Amor infinito.

Sejamos, pois, realmente unidos para podermos nos considerar verdadeiros irmãos, pois se não tivermos irmãos para amar, como chegaremos a ser verdadeiramente eternos e imortais como Deus deseja?

Maísa Intelisano

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Os Tempos Preditos por Jesus

 
Amados irmãos, muita paz!

Queridos amigos, eis os tempos preditos por Jesus e pelos profetas: O tempo da grande renovação espiritual.

Almas luminosas reencarnaram na Terra e almas tormentosas também. As primeiras, para imprimirem um novo tempo de renovação e esperança; as segundas, como última oportunidade para renovarem-se, retomando o caminho evolutivo no bem.

O momento é espiritual. Os desencarnes coletivos, que vós testemunhais, são os caminhos escolhidos para o retorno ao plano espiritual, à cada um segundo as suas necessidades.

Jesus vos disse, que naqueles dias haveriam casamentos, comércio, indústria...enfim, tudo como é normalmente, mas avisou: ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras. Não temeis, os tempos preditos começaram, e se não fordes escolhidos para aqui permanecerdes, é porque sereis necessários em outros orbes, para a vossa própria melhora e para serdes úteis auxiliares aos irmãos do caminho menos evoluídos do que vós.

“Buscai, primeiramente, as coisas que são de Deus”, significa que o que é divino venha antes, mas não vos esqueçais que o pão é necessário. O que importa, é não ligar mais importância a este, como frequentemente vós fazeis sobre a Terra. Sim, porque necessitamos de tantos sapatos? Tantas gravatas? Tantos veículos? Tantas propriedades? O que levarás contigo para o túmulo? Sabeis a hora que partirás? A hora é esta.

Trabalho, oração, caridade e fé.

Fiquem com Deus.


                  Um amigo.



PSICOGRAFIA DO DIA DO MÉDIUM TRABALHADOR, RECEBIDA NA SOCIEDADE BENEFICENTE ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES (PORTO ALEGRE), EM 31 DE JULHO DE 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A Hora Escura Antes do Amanhecer

É muito triste assistir ao que está acontecendo no mundo. Judeus e palestinos se matando, mais uma vez, como se através de tanta violência pudessem resolver problemas tão antigos.
Custa-me a acreditar que alguém ainda possa iniciar uma guerra, nos dias de hoje. Será que nunca aprenderemos?

O Mestre Jesus, perfeita expressão do amor do Pai, veio nos dar um exemplo, mostrando o caminho do perdão, do entendimento... Mas poucos aprenderam.
E nós, que nos dizemos cristãos, o que estamos fazendo em momentos tão dolorosos? Será que nos lembramos de orar por todos os que estão vivenciando tão grande provação?

Independente de julgamentos, de avaliação de razões que possam explicar o assassinato de um irmão, o que estamos vivendo, mais uma vez, como humanidade, nos envergonha e revolta!
Não somos nós que proibimos a briga de galos? Como justificar, então, uma guerra tão monstruosa?
Infelizmente, isso demonstra o pouco que temos aprendido, pois NADA justifica uma guerra.

Sim, somos donos de um considerável desenvolvimento tecnológico que, ao invés de estar sendo usado apenas para nos fazer mais felizes, torna as guerras ainda mais devastadoras.
Homens constroem, com sacrifício, cidades inteiras e as destroem, sem dó. Andamos pra frente e retrocedemos, para recomeçar. A história está cheia de eventos assim...
Abate-se um avião com irmãos a bordo, pra fazer valer uma crença ideológica. Os que morrem são seres humanos como nós, que produzem, amam, sonham! A comunidade mundial fica inerte, pouco se manifesta... Não me refiro aqui aos políticos, mas ao povo.
Será que todos fomos hipnotizados e nos tornamos insensíveis? Que já não nos tocamos com o sentimento do outro?
Será que ainda não acreditamos que somos todos um e que, portanto, o que lhe faz sofrer me atinge também?

Se lançamos bombas na atmosfera poluímos tudo, mesmo os recantos mais distantes...
Se faço alguém sofrer, mesmo que não me aperceba, levo o sofrimento a toda a comunidade global.
Que vergonha, Pai, sermos ainda tão ignorantes!
O que virá a acontecer, como consequência de tanta maldade? Certamente que não seremos mais felizes e nossas vidas não serão mais fáceis.
O que podemos fazer, além de orar? Denunciar, se insurgir contra uma realidade absurda, para que não continuemos a repetir o erro, sempre de forma pior.

Sim, a Nova Era está se iniciando, com os primeiros raios do Sol de um novo dia surgindo no horizonte. Mas - Pai querido - está difícil viver nesta escuridão que prenuncia um novo amanhecer!
Ajude-nos, Pai, a viver o Amor.
Perdoe a todos aqueles que não querem aprender e impõem suas ideias sem se importarem com o sofrer.
Faça com que finalmente compreendamos a importância da Luz e da Paz.
Que eu olhe meu irmão com as lentes do coração, sem buscar pra tudo uma razão, uma explicação.

ESTAMOS CANSADOS DE MATANÇAS, VIOLÊNCIA, GUERRA, ÓDIOS.
Queremos viver na paz simples do dever bem cumprido. Apenas isso!
 
 
Maria Cristina Tanajura

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Não Desanime!

Não deixemos que o desânimo tome conta de nossa vida.
O desânimo demonstra que não estamos mais acreditando nas
coisas boas nem no futuro. Sabemos que no planeta em que
vivemos há muitas dificuldades a serem superadas pelos
seus habitantes, mas quando criou a Terra, nosso Pai Celestial
sabia de tudo isso. O que Ele espera de nós é que aprendamos
a vencer os obstáculos utilizando-nos de nossa inteligência
e do livre-arbítrio de que nos dotou. As dificuldades existem
para serem vencidas e nos tornar espíritos fortalecidos.
Por isso, entregar-se ao desânimo é não confiar na
Providência Divina. Cada filho de Deus tem um valor
imensurável para Ele, e, sendo assim, como acreditar
que estamos sozinhos e que nossos problemas não têm solução? 
Acreditemos: o mal que muitas vezes nos aflige é lição a ser
aprendida por nós. Cada um tem uma necessidade de aprender
determinada lição, portanto, aceitemos a nossa
e busquemos resolvê-la dando o máximo de nós mesmos
e acima de tudo confiando em nosso Pai Celestial.
Lembremo-nos sempre de que tudo passa, e que o mal é 
passageiro, pois Deus é o próprio bem, amor e alegria
e somente isso espera por nós na eternidade.
 
Do site "Gotas de Paz"
  

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Alma Querida


"Alma querida nos ideais renovadores, é natural que sofras inquietação por nutrires objetivos transformadores.

Ante a penúria de teus valores, declaraste sem mérito para receber a ajuda Divina.

Perante a extensão de tuas falhas, açoitas a consciência com lancinante sentimento de hipocrisia ao repetires os mesmos desvios dos quais já gostarias de não se permitir. Essa é a estrada da perfeição, não te martirizes.

Tudo isso é compreensível, parte integrante de quantos se candidatam aos serviços reeducativos de si próprios portanto, não sejas demasiadamente severo contigo.

Sem lástima e censura, perdoa-te e prossegue sempre.

Confia e trabalha cada vez mais.

Por mais causticantes as reações íntimas nos refolhos conscienciais, guarda-te na oração e na confiança e enriquece tua fé nas pequenas vitórias.

A angústia da melhora é impulso para promoção. O remédio salutar para amenizá-la é a aceitação incondicional de ti mesmo.

Aceitando-te humildemente como és e fazendo o melhor que possas, vitalizar-te-ás com mais fortes apelos interiores para a continuidade do projeto de melhoria e corrigenda. Por outro lado, se te punes estarão assinando um decreto de desamor contra ti.

Afeiçoa-te com devotamento e sensatez aos exercícios que te são delegados pelas tarefas renovadoras do bem, aprimorando-te em regime de vigilância e paciência.

Sem alimentar fantasias de saltos evolutivos, dá um passo atrás do outro.

Sem ansiar pela grandeza das estrelas, ama-te na condição de singelo pirilampo que esforça por fazer luz na noite escura.

Faça as pazes com suas imperfeições.

Descubra suas qualidades, acredite nelas e coloque-as a serviço de suas metas de crescimento, essa é a fórmula da verdadeira transformação.

O tempo concederá valor e experiência a seus esforços, ajustando teus propósitos aos limites de tuas possibilidades, libertando-te da angústia que provém dos excessos.

Caminha um dia após o outro na certeza de que Deus te espera sempre com irrestrito respeito pelas tuas mazelas, guardando o único direito de um Pai zeloso e bom que é a esperança de que amanhã sejas melhor que hoje, para tua própria felicidade."



Do livro "Reforma Íntima Sem Martírio - As dores psicológicas do crescimento interior", pelo Espírito Ermance Dufaux, psicografia de Wanderley Soares de Oliveira.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Energia Purificadora da Paz


A paz é uma força, uma purificação que dá tranquilidade, nos cura interiormente e exteriormente. Para ter paz é preciso aprender tudo sobre a disciplina que possibilita o desenvolvimento da consciência. É necessário tomar as rédeas nas mãos para disciplinar e controlar conscientemente o ser inferior que reside em cada um de nós, inquilino esse que só nos causa infelicidade. Só teremos paz quando aprendermos a controlar nossas emoções e sentimentos inferiores que nos jogam de lá para cá, que delineiam os altos e baixos dos difíceis e tortuosos caminhos que nós mesmos escolhemos para nossas vidas.

Passamos nossa vida praticando o que nos foi ensinado desde o nascimento. É a partir do nascimento que tem início o esquecimento da nossa voz interior que tudo nos ensina. Deixamos de escutar nossa voz interior. Passamos a nos rejeitar, a nos sentir culpados e a cultivar o veneno emocional que em outras palavras é a infelicidade. Precisando extravasar isso despejamos através de nossas atitudes e de nossa fala aquilo que estamos “cozinhando” interiormente. E como não poderia deixar de ser, tornamo-nos infelizes e doentes.

O forte e contínuo desejo de viver em paz e ser feliz é o início de nosso retorno para casa, para nossa morada interior. Tal continuidade, entretanto, além de muita disciplina necessita de uma dose diária de alegria que é um purificador da alma e do corpo. Quando damos início à nossa faxina interior nossa alma passa a irradiar alegria. A alegria pode ser comparada a um fogo solar que queima as energias negativas que tentam chegar até nós. Para manter o estado de alegria precisamos de disciplina, aliás, como tudo na vida. Mantendo-nos alegres impedimos os ataques dos dardos venenosos das forças densas que podemos denominar como a raiva, a mágoa, o ciúme, a auto piedade, enfim, de energias negativas que impedem nossa evolução espiritual. Temos, pois, que zelar pelo brilho de nossa aura.

Como temos conhecimento, nossa aura é construída através de nossa vivência espiritual e pelo modo que expressamos as virtudes da alma, das ideias divinas, bem como de tudo que é belo e repousante em nossa vida diária. Uma aura radiante, com luz e cores puras é como um soldado que empunha um escudo que impede a entrada em nosso corpo de sentimentos e atitudes provenientes das frequências mais baixas. Com disciplina irradiaremos alegria, serenidade e paz.

Para ter paz, é necessário que primeiro se aprenda a ser humilde. Para sermos humildes necessitamos conquistar o poder e a sabedoria de não contra-atacar o agressor, mas, compreender que ele ainda desconhece o prazer de ter eliminado de seu interior o ego exacerbado.

Nossa consciência é formada com o conhecimento da lei de Deus, alimentada com a prática das virtudes, com a prece, com nossas petições de conselhos espirituais e na disciplina mental para que sejamos sempre otimistas, alegres e puros de coração. Só assim, meu irmão, tua aura poderá ser chamada de “aura da paz”.
 
Irmão Y
Extraído do site "Universo Natural"

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Aprendendo o Perdão


Quem pensa que o perdão não é algo que se aprende, está enganado. O perdão não é como o amor, que vem de uma hora pra outra e se instala. O perdão não é simplesmente uma decisão que se toma. Não. Carregar em si o dom do perdão é aprender a deixar de lado ressentimentos. Taí duas coisas que nunca caminharão juntas: perdão e ressentimento são inimigos mortais e onde um morar o outro não poderá habitar. Primeiro, devemos ter consciência que de perdão todos nós precisamos. A falta de humildade e orgulho demasiados nos impedem de ver que somos necessitados de perdão. É normal e perfeitamente humano ser "imperfeito". E seres imperfeitos magoam, ferem, agem e dizem coisas que atingem outros. Saber reconhecer-se assim tão humano e ter a coragem de assumir é um grande passo na direção do caminho que o grande Mestre deseja pra nós. Chegar para a pessoa de quem precisamos de perdão e transformar esse reconhecimento em palavras é uma atitude bonita. Nem sempre é fácil, pois precisamos deixar de lado nossa capa orgulhosa e dizer: "eu errei, você me perdoa?" E vamos agora ao outro lado da moeda: é do nosso perdão que alguém carece. Nos magoaram profundamente e somos nós que precisamos perdoar. E muitas vezes queremos sinceramente fazer isso. Mas aí bate à nossa porta o tal do ressentimento que fica martelando na nossa cabeça e alma todo o mal que nos fizeram. E enquanto esse estiver presente não adianta, por mais que amemos o outro, o amigo, irmão, companheiro, pais, não conseguiremos perdoar. Há pessoas que conscientemente dizem "eu não perdoo" e vivem a vida inteira sendo ruídos por essa doença que mais faz mal a elas mesmas. É enganoso pensar que não perdoando estaremos ferindo o outro e fazendo com que pague o mal, pois nos ferimos a nós mesmos, impedindo que a ferida se cicatrize. A única maneira de se liberar completamente e ter uma vida de paz é construir em si mesmo um poço de esquecimentos, onde jogaremos todas as nossas mágoas. É um trabalho longo e delicado e que exige de nós paciência, coragem, fé e, principalmente, amor, muito amor. Só mesmo um amor incondicional pelo próximo poderá extinguir do dicionário da nossa vida a palavra ressentimento. Quando Jesus estava para ser morto, Ele olhou para o céu e disse: "Pai, perdoa-lhes." Ele conhecia a necessidade e incapacidade humana de reconhecer os próprios erros. Ele intercedeu a favor dos que o matavam e tenho a íntima convicção que intercede por nós a cada instante. Mas é tempo de acordar e crescer. É tempo de evoluir. As pessoas que se recusam a aprender ficam sempre pequenininhas. Se você acha que é incapaz de perdoar, olhe para o céu. Nossa alma estaria perdida se Deus fosse incapaz de perdoar. Receber perdão é ser agraciado; dar perdão é dar a graça. Só as grandes almas são capazes de grandes e nobres atitudes. A essas pessoas Deus aprova. E tenho certeza que nesses momentos Ele sorri, feliz.
 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Despertando a Consciência

 
Segundo a visão Espírita, a Reforma Íntima é o renovar das esperanças interiores, tendo por meta o fortalecimento da fé, a solidificação do amor, a incessante busca do perdão, o cultivo dos sentimentos positivos e a finalização no aperfeiçoamento do ser. Diante disto, não fica difícil relembrarmos dos sábios conselhos de "Francisco de Assis" em "O Livro dos Espíritos", na questão 919-a, que nos dá um passo a passo interessante, de como efetivarmos nossas mudanças internas, obtendo os benefícios da Reforma Íntima.

Ele comenta sobre a importância de antes de dormirmos, realizarmos mentalmente uma viagem interior, questionando-nos sobre nosso dia, o que fizemos desde o momento que abrimos nossos olhos ao despertar. Acordamos agradecendo por mais um dia ou reclamando da preguiça de ter que levantar, do tempo chuvoso, do calor, de ter que levar as crianças para escola etc.? Qual nossa atitude, diante dos desafios diários: a fila do Banco, o mau humor do lojista, o trânsito caótico, as pessoas mal educadas etc.? Somos propensos à crítica, ao julgamento, à arrogância e prepotência, tão comum nos dias de hoje?

Todos estes questionamentos são respondidos através da nossa consciência, à medida que fazemos uma avaliação sincera daquilo que experienciamos durante o dia - é o balanço final do que fizemos, dissemos e a forma como reagimos diante das pessoas e situações apresentadas.

Lembraremos de coisas boas, porém, também recordaremos de alguns pequenos deslizes; muitas vezes, ocasionados por nossas atitudes egoístas e temperamento difícil. Somos humanos, portanto, passíveis de erros mas, é muito importante, que possamos obter de nós mesmos esta visão mais ampla, especialmente, sobre a forma como estamos vivendo nossas vidas e de que forma poderemos nos melhorar aprendendo mais sobre a tolerância, a compaixão pelo outro, a paciência, a gentileza tão escassa, a aceitação e, sobretudo, a amar nossos semelhantes como a nós mesmos.

Se nos reportarmos ao Evangelho Segundo o Espiritismo, iremos encontrar a célebre frase de Jesus mencionando a importância de "Fazermos aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem". Vivenciar esta prática, requer maturidade, consciência e, acima de tudo, sabedoria para compreender que tudo o que fizemos de negativo, de alguma forma, retornará a nós. Portanto, o seu oposto também é verdadeiro: fazer o bem nos faz tão bem, que acabamos atraindo por questão de afinidade e sintonia a tão desejada harmonia e a paz de espírito.

E uma vida de acordo com o Espiritismo é idêntica a uma vida cristã. Uma vida pautada no exercício do bem, do perdão, da caridade, da tolerância e, especialmente, do sentimento mais nobre que o ser humano tem: a GRATIDÃO.

Muitas vezes, passamos a vida reclamando de tudo: reclamamos dos filhos, mas esquecemos de agradecer pela alegria que nos proporcionam; reclamamos do(a) companheiro(a), porém, esquecemos que temos alguém ao nosso lado; reclamamos da chuva, do tempo nublado, não lembrando de que ela vem para ajudar a natureza a florir e nutrir-se; reclamamos da doença e esquecemos que diante dela é que surge a cura e os tantos aprendizados para nossa vida.

Em tempos de internet e acesso à informação de todo tipo, não é preciso ser especialista para saber que a principal característica do hipertenso é o ressentimento. O ressentimento crônico, comum a tantas pessoas do nosso convívio, gera a hipertensão crônica e as doenças cardíacas. Todos sabem que rancor provoca úlceras no estômago, que a raiva persistente causa uma série de distúrbios.

É importante ter a percepção de que problemas fazem parte da trajetória de vida do ser humano, porém, esquecemo-nos de que sempre haverá recursos interiores à nossa disposição, que virão, sobretudo, nos fortalecer ajudando-nos a compreender que mesmo diante da dor e do sofrimento, poderemos buscar o que nos cabe aprender, fazendo o nosso melhor.

Quando vivemos uma vida dentro da harmonia do SER, estamos plenos, calmos e serenos; não há nenhum esforço, nenhuma pressa ou ansiedade a respeito de coisa alguma. Viver em harmonia, em sintonia com o Bem Maior, requer esforço, persistência e, acima de tudo, sabedoria.
Sejamos gratos, esta é a chave para a harmonia interior e uma vida plena.
Tânia Paupitz

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Retomando o Caminho de Casa

 
Uma coisa maravilhosa que acontece nessa vida é que sempre que caímos ou nos desviamos da Luz, o Universo se movimenta para nos mostrar a direção certa que deveríamos tomar. Pode ser que tenhamos nos envolvido com sentimentos de baixa vibração e deixado de lado o caminho do coração. Talvez tenhamos nos embrenhado em caminhos tortuosos cultivando sentimentos de raiva, inveja ou até mesmo de baixa autoestima. Caminhos que com certeza nos levaram à dor e ao sofrimento...

Bem, em qualquer um desses casos, o Plano Divino sempre irá cuidar de nos mostrar o caminho de volta para casa, pois o seu Amor Infinito está sempre pronto a nos dar novas oportunidades de entendimento. O Universo reage ao desequilíbrio gerado por nós através da lei do karma, dando-nos a chance de viver as consequências geradas pelas más escolhas que fizemos, que certamente foram baseadas na ilusão da separatividade, no nosso egoísmo.

Assim, o Plano Divino nos mandará recados que podem se manifestar de diversas formas, como advertências ou impulsos... portas que se fecham, outras que se abrem, pessoas que se vão, outras que chegam... doenças, convites, acidentes, perdas etc..

Apesar da linguagem espiritual às vezes ser um pouco metafórica, todos nós temos a capacidade de perceber os sinais que o Universo nos envia, e geralmente logo após nos recuperarmos de uma queda ou de um desvio tendemos a seguir os conselhos do nosso coração, a caixa de ressonância entre nós e o Todo; o problema é que, lá adiante, podemos ser enganados novamente pelo nosso ego e ter novas recaídas.

Então, é importante perceber o recado, compreender com profundidade as lições que o Universo preparou para nós e retomar o caminho de volta com a determinação de não cair novamente. Precisamos estar atentos e não nos deixarmos levar novamente pelo nosso ego. Algumas chaves para isso são: em primeiro lugar a humildade, a aceitação de nós mesmos, o desapego em relação à nossa personalidade, depois precisamos aprender a ouvir o outro, a aceitá-lo como ele é, aprendendo assim a somar as diferenças. Outros pontos importantes são: pensar e expressar apenas coisas positivas, dar mais de si mesmo sem esperar nada em troca, fazer as coisas por amor não ambicionando reconhecimento ou agradecimentos... tentar ver a vida sempre como uma dádiva, uma grande oportunidade de nos lembramos de quem somos realmente como seres espirituais.

Se seguirmos esses exercícios ficaremos mais fortalecidos e com a mente limpa... tornando-nos mais capazes para seguir adiante corajosamente pelos altos e baixos da vida...

Quando realmente aprendemos com os tropeços e desvios, retomamos o caminho com mais alegria, paz, equilíbrio e a nossa volta pra casa se torna leve e clara. Tomamos a simplicidade como uma forma de viver mais significativa e gratificante. Aos poucos, vamos perdendo a necessidade de buscar fora, compreendendo que tudo o que nos acontece tem o mesmo objetivo: elevar-nos. Isso significa que podemos perceber a espiritualidade em tudo o que existe, desde o momento em que nascemos até o momento do nosso último expirar.

E outra coisa que nos causa imensa paz é que podemos sentir que somos amparados e acompanhados pelo Amor Divino desde sempre em toda a nossa trajetória eterna de volta pra casa... em direção à Harmonia Universal...
Autoria: Marta Magalhães

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Aprender a Esperar


Um dos maiores desafios para o ser humano é aprender a aceitar o tempo da existência para o alcance de seus objetivos. Geralmente, o ego nos leva a querer materializar nossas metas de maneira imediata, sejam elas quais forem. Entretanto, a vida se encarrega de nos fazer entender que, na maior parte das vezes, nosso agir não é direcionado pela sensatez, a maturidade e a confiança.

Ao contrário, é guiado pela ansiedade, a angústia e a impaciência. Quanto mais vemos frustrados nossos desejos, mais facilmente corremos o risco de nos entregar ao desânimo, à depressão e ao sentimento de vítimas do destino.

Entretanto, se conseguirmos mudar nossa maneira de enxergar a dinâmica da vida, teremos a oportunidade de aprender importantes lições. Não alcançar a realização de uma determinada meta pode se revelar uma bênção, uma vez que nem todos possuem a sabedoria necessária para saber do que necessitam para serem felizes.

Este aprendizado só se torna possível para os que já alcançaram algum grau de consciência, e conseguem perceber, a cada momento, qual o propósito da existência ao colocar em seu caminho um determinado obstáculo.

Visto que o crescimento só acontece nos momentos desafiadores, se estivermos plenamente atentos, seremos capazes de saber em cada um deles, qual a lição que aquela circunstância pretende nos ensinar.

Assim, ao invés das queixas, poderemos ofertar à vida, um profundo sentimento de gratidão.

"Não há céu e não existe inferno. Eles não são geográficos, eles são parte de sua psicologia. Eles são psicológicos. Viver uma vida de espontaneidade, verdade, amor e beleza é viver no céu. Viver uma vida de hipocrisia, mentiras e compromissos, para viver de acordo com os outros, é viver no inferno. Viver em liberdade é o céu, e viver na escravidão é o inferno.

.... A minha ideia de céu não é sobrenatural. O céu é aqui - você apenas tem que saber como vivê-lo. E o inferno também está aqui, e você sabe muito bem como vivê-lo. É apenas uma questão de mudar sua perspectiva, a sua abordagem em relação à vida.

A terra é linda. Se você começar a viver a sua beleza, apreciando suas alegrias sem culpa em seu coração, você está no paraíso. Se você condena tudo, cada pequena alegria, se você se tornar um condenador, um envenenador, então a terra mesmo se transforma em um inferno - mas só para você. Depende de onde você mora, é uma questão de sua própria transformação interior. Não é uma mudança de lugar, é uma mudança de espaço interior.

Viva com alegria, sem culpa, viva totalmente, viva intensamente. E então o céu não é mais um conceito metafísico, é sua própria experiência."
OSHO - O Livro da Sabedoria

Elisabeth Cavalcante

terça-feira, 1 de abril de 2014

Doações Espirituais


Feliz daquele que destaca uma parcela do que possui, a benefício dos semelhantes! Bem-aventurado aquele que dá de si próprio!

Através de todos os filtros do bem, o amor é sempre o mesmo, mas, enquanto as dádivas materiais, invariavelmente benditas, suprimem as exigências exteriores, as doações de espírito interferem no íntimo, dissipando as trevas que se acumulam no reino da alma.


Dolorosa a tortura da fome, terrível a calamidade moral. Divide o teu pão com as vítimas da penúria, mas estende fraternas mãos aos que vagueiam mendigando o esclarecimento e o consolo que desconhecem.

Não precisas procurá-los, de vez que te cercam em todos os ângulos do caminho .... São amigos e por vezes te ferem com supostas atitudes de crueldade, quando apenas te esmolam conforto, comunicando-te, em forma de intemperança mental, as chamas de sofrimento que lhes calcinam os corações;categorizam-se por adversários e criam-te problemas, não por serem perversos, mas porque lhes faltam ainda as luzes do entendimento; aparecem por pessoas entediadas, que dispõem de todas as vantagens humanas para serem felizes, mas a quem falta uma voz verdadeiramente amiga, capaz de induzi-las a descobrir a tranquilidade e a alegria, através da sementeira das boas obras...

Surgem na figura de criaturas consideradas indesejáveis e viciosas, cujo desequilíbrio nada mais é que a expectativa frustrada do amparo afetivo que suplicaram em vão!... Para atender aos que carecem de apoio físico, é preciso bondade; no entanto, para arrimar os que sofrem necessidades da alma, é preciso bondade com madureza.

Se já percebes que nem todos estamos no mesmo degrau evolutivo, auxilia com a tua palavra ou com o teu silêncio, ou com o teu gesto ou com a tua decisão no plantio da união e da concórdia, da esperança e do otimismo, no terreno em que vives! Compreender para a sustentação da lavoura do bem que se cobrirá de frutos para a felicidade geral.

Não te digas em solidão para fazer tanto... Refletindo em nossos deveres, ante as doações espirituais, lembremo-nos de Jesus.

Nos dias de fome da turba inquieta, reunia-se o Divino Mestre com os amigos para beneficiar a milhares; entretanto, na hora do extremo sacrifício, quando lhe cabia socorrer as vítimas da ignorância e do ódio, da violência e do fanatismo, ele sozinho fez o donativo de si mesmo, em favor de milhões.

André Luiz / Chico Xavier

terça-feira, 25 de março de 2014

Os Girassóis


"Você já viu um girassol?

Trata-se de uma flor amarela, muito grande, que gira sempre em busca do sol. E é por essa razão que é, popularmente, chamada de girassol.

Quando uma pequena e frágil semente dessa flor brota em meio a outras plantas, procura imediatamente a luz solar.

É como se soubesse, instintivamente, que a claridade e o calor do sol lhe possibilitarão a vida.

E o que aconteceria à flor se a colocássemos em uma redoma bem fechada e escura?

Certamente, em pouco tempo, ela morreria.

Assim como os girassóis, nosso corpo físico também necessita da luz e do calor solar, da chuva e da brisa, para nos manter vivos.

Mas não é só o corpo físico que precisa de cuidados para prosseguir firme. O Espírito igualmente necessita da Luz Divina para manter acesa a chama da esperança.

Precisa do calor do afeto, da brisa da amizade, da chuva de bênçãos que vem do alto.

Todavia, é necessário que façamos esforços para respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis que nos envolvem.

Muitos de nós permitimos que os vícios abafem a nossa vontade de buscar a luz, e definhamos dia a dia como uma planta mirrada e sem vida.

Ou, então, nos deixamos enredar nos cipoais da preguiça e do desânimo e ficamos a reclamar da sorte, sem fazer esforços para sair da situação que nos desagrada.

É preciso compreender os objetivos traçados por Deus para a elevação de Seus filhos, que somos todos nós.

E para que possamos crescer, de acordo com os planos divinos, o Criador coloca à nossa disposição tudo o de que necessitamos.

É o amparo da família, que nos oferece sustentação e segurança em todas as horas...

A presença dos amigos nos momentos de alegria ou de tristeza a nos amparar os passos e a nos impulsionar para a frente.

São as possibilidades de aprendizado, que surgem a cada instante da caminhada, tornando-nos mais esclarecidos e preparados para decidir qual o melhor caminho a tomar.

Mas, o que acontece conosco quando nos fechamos na redoma escura da depressão ou da melancolia e assim permanecemos por vontade própria?

É possível que, em pouco tempo, nossas forças esmoreçam e não nos permitam, sequer, gritar por socorro.

Por essa razão, devemos entender que Deus tem um plano de felicidade para cada um de nós e que, para alcançá-lo, é preciso buscar os recursos disponíveis.

É preciso imitar os girassóis. Buscar sempre a luz, mesmo que as trevas insistam em nos envolver.

É preciso buscar o apoio da família, nos momentos em que nos sentimos fraquejar.

É preciso rogar o socorro dos verdadeiros amigos quando sentimos as nossas forças enfraquecendo.

É preciso, acima de tudo, buscar a Luz Divina que consola e esclarece, ampara e anima em todas as situações.

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e o convite da depressão rondar-te a alma, imita os girassóis e busca respirar o ar puro, acima das circunstâncias desagradáveis.

Quando as dificuldades e os problemas se fizerem insuportáveis, tentando sufocar-te a disposição para a luta, lembra-te dos girassóis e busca a Luz Divina através da oração sincera."


Redação do Momento Espírita

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