Aum ॐ Meu Recanto de Paz: 2013

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Saudando o Ano Novo com uma Prece


O recomeço, na chegada de um Ano Novo, nos acena com oportunidades de fazermos diferente e melhor, o nosso caminho. Na verdade, todos os dias quando o sol se levanta no horizonte, após uma noite de escuridão e sombras, nos convida à renovação. Talvez não sintamos assim, mas é o que acontece. Que cada dia nos encontre prontos para aceitar as circunstâncias que nos chegarem, cientes de que elas - boas ou más - nos vêm ensinar alguma coisa e podem nos tornar mais fortes, mais sábios, melhores. Os pássaros saúdam o sol com trinados e cantos belíssimos! Muitas flores se abrem em corolas de cores que ajudam a enfeitar os nossos caminhos. Toda a nossa casa - o planeta Terra - se modifica com a chegada da energia maior do Sol. E nós, seres pensantes, será que temos a devida consciência do milagre de um renascimento de oportunidades, que cada dia vem nos trazendo? É uma pena se nos levantamos sem um pensamento de louvor à Vida, ao Amor Supremo que habita em nós e em tudo em torno, ao Ser de luz que, em nós, nos convida a orar e vigiar, a continuar caminhando e fazendo de cada passo um traçado amoroso que nos alimente e auxilie a todos os nossos irmãos. E foi pensando nisto, que surgiu esta prece que lhe ofereço, no início deste ano de 2014 para que, se você gostar, possa lê-la em cada amanhecer, tornando o seu caminho menos sombrio e triste, sempre iluminado pela fé na presença do Amor, em cada segundo de seu trajeto neste mundo:

Deus, Meu Pai,
Agradeço a oportunidade de estar nesta experiência de vida. Sei que meu saber é muito limitado, mas espero que o desejo de progredir espiritualmente me faça avançar sempre no caminho do Bem. 
 
Que Sua luz ilumine minha consciência, para que eu possa seguir evoluindo e contribuindo, também, para que mais pessoas evoluam. Se hoje sofro é porque não soube viver de acordo com a Sua vontade.
 
Por isso, agradeço a todos que me fizeram chegar até aqui, acreditando que qualquer dificuldade só existiu por causa da necessidade que tenho de me esclarecer. Abro minha mente e meu coração, neste instante, para que seja feita a Sua vontade em minha vida e peço que me guie no caminho da Verdade. 
 
Que a luz que abrigo em mim se expanda e se una a toda luz que exista no Universo e uma grande corrente de Amor seja formada, alimentando o coração de todos, estejam onde estiverem. Assim, que toda a ignorância seja transmutada e passemos a viver num mundo mais feliz! Peço a bênção de servir com todo o meu Ser, agora e sempre. Agradeço meu Pai, por Sua presença em minha vida e em tudo que existe. Que o Bem finalmente se faça em todas as consciências e Seu Amor aqueça todos os corações. Assim seja.

Como viajantes no tempo, que saibamos onde nos apoiar, a cada passo e por onde seguir! Com as bênçãos do Pai, todos nós venceremos.


Maria Cristina Tanajura

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Desejos...

Caminha placidamente por entre o ruído e a pressa, e lembra-te da paz que existe no silêncio. Tenta, na medida do possível, estar de bem com todosExprime a tua verdade com tranquilidade e clareza. Escuta quem te rodeia, inclusive as pessoas desinteressantes e incultas; também elas têm uma história para contar. Evita gente conflituosa e agressiva que tanto mal faz ao espírito. Se te comparares com os outros poderás tornar-te amargo ou arrogante, pois haverá sempre alguém melhor e pior que tu. Regozija-te com as tuas conquistas e os teus projetos. Mantém vivo o interesse pela tua carreira por mais humilde que seja; é um verdadeiro bem, nesta época de constante mudança. Sê prudente nos teus negócios – o mundo está cheio de armadilhas. Mas não feches os olhos à virtude que existe em teu redor, nem às pessoas que defendem os seus ideais e lutam por valores mais altos – a vida está cheia de heroísmo. Sê tu próprio. Acima de tudo, não sejas falso, nem cínico em relação ao amor que, face a tanta aridez e desencanto, se mantêm perene como uma haste de erva. Aceita com serenidade a passagem do tempo, sabendo deixar graciosamente para trás as coisas da juventude. Cultiva a força de espírito, para te protegeres de azares inesperados. Mas não te atormentes a imaginar o pior. Muitos medos nascem do cansaço e da solidão. Mantém uma autodisciplina saudável mas sê benevolente contigo mesmo. És um filho do Universo, como as árvores e as estrelas. Tens todo o direito ao teu lugar no mundo. Poderá não ser claro para ti, mas a verdade é que o Universo está a evoluir como previsto. É importante, assim, que estejas em paz com Deus, seja qual for a tua concepção d’Ele, e em paz com a tua alma, sejam quais forem os teus anseios e aspirações no ruidoso tumulto da vida. Apesar de todos os enganos, dificuldades e desilusões, vivemos num mundo bonito. Alegra-te. Luta pela tua felicidade.

Desiderata 1927  Max Hermann

Feliz Natal à todos os amigos, que a luz e a paz estejam presentes em cada coração neste dia especial!! ♥

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Lista de Presentes



Quando se aproxima o final do ano, costumamos fazer algumas listas que têm o objetivo de nos auxiliar a cumprir com os compromissos aos quais nos propusemos no decorrer do ano e que acabamos deixando para trás.

Nelas estão incluídas as promessas que fizemos e nem sequer nos movemos no sentido de cumpri-las. Lista de tarefas profissionais que foram inúmeras vezes deixadas em último lugar.

Lista de compromissos sociais diversas vezes adiados.

E, com a proximidade do Natal, vem também a lista de presentes.

Então, nos esmeramos na compra de lembranças e mimos para os familiares e amigos, em um gesto simbólico de comemoração do aniversário de nosso querido amigo Jesus.

Movidos pelo sentimento de caridade que nos envolve mais intensamente, nesta época do ano, muitos oferecemos lembranças àqueles menos favorecidos e aos desamparados.

Na ansiedade de não esquecer nenhum de nossos afetos, verificamos inúmeras vezes nossa lista.

Mas, num gesto de reflexão, poderíamos incluir em nossas anotações uma lista do quanto nos fizemos presentes na vida de todas as pessoas que nos cercam.

Com certeza constataríamos o quanto ofertamos de nós mesmos às pessoas que estimamos e também àquelas que, mesmo sem conhecermos muito bem, podem ter precisado de nós em algum momento.

Paremos para pensar o quanto nos fizemos presentes na vida de nossos filhos.

Se ainda crianças, reflitamos por quantas vezes estivemos ao lado deles brincando, dando-lhes bons exemplos, ensinando-lhes as verdades e também as coisinhas mais simples e importantes da vida.

Como observar e respeitar a natureza; ou oferecer um cumprimento sincero e afetuoso às pessoas.

Quantas vezes lhes ofertamos abraços carregados de afeto e dissemos a eles que os amamos?

O trabalho, a louça suja, a casa desarrumada podem esperar. A infância não, essa passa em um piscar de olhos e não volta mais.

Oferecemos aos nossos filhos jovens e aos nossos pais o presente da companhia desinteressada, do apoio nos momentos que precisaram?

Quantas vezes os incluímos em nossos planos diários? Telefonamos para eles apenas com o intuito de saber como estavam passando?

Aos amigos, oferecemos o presente da amizade sincera?

A prática da verdadeira caridade fez parte de nossos projetos?

Não sabemos o quanto nos demoraremos nesta existência, se teremos uma vida breve ou longa. Procuremos então não adiar esses verdadeiros presentes que somos capazes de oferecer ao nosso próximo.

As lembranças que podemos comprar também têm o seu valor, e todos gostamos de recebê-las, pois demonstram carinho, afeto e gratidão.

Mas nada disso tem sentido se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes, a palavra que compreende, o olhar que conforta, o silêncio que respeita, a presença que acolhe e os braços que envolvem podem ter um valor imensamente maior do que qualquer presente material que ofertemos.

São essas atitudes que dão sentido à vida e fazem com que ela seja mais intensa, leve e feliz.

Pensemos nisso.



Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vida Presente


No nosso dia a dia, ficamos tão envolvidos com os problemas, a atenção voltada quase que tão somente para o próprio umbigo, que passamos pelas pessoas e não as vemos. Aliás, as pessoas deste "mundo moderno", sempre tão ocupadas, correm um risco ainda maior: o de passar pela vida sem vê-la e sem vivê-la. Homens e mulheres com seus sapatos e sentidos fechados, vivem quase sem sentir e tocar a terra que lhes dá o ar de cada dia.

O borbulhar de vida acontece a toda hora e a todo momento diante de nossos olhos, mas só podemos percebê-lo e senti-lo se estivermos presentes no aqui e agora. Normalmente não é o que acontece. O presente fica de lado, espremido pela mente que gira em função do passado e do futuro.


Dessa forma, vamos ter pessoas ausentes e desconectadas, tanto do seu mundo interior quanto do exterior. E essa ausência de presença faz muitos estragos e buracos na convivência humana, na área familiar, profissional e social.


Se não estamos enraizados no presente, deixamos de interagir de maneira equilibrada e saudável com a vida nas suas mais variadas formas. Vida que cortamos dentro e fora de nós. Os sentidos ficam entorpecidos. Não ouvimos as preces da Existência sendo expressas através do riso das crianças, da canção dos pássaros, do som das cachoeiras, do vento, do "farfalhar das saias verdes das árvores", como expressou a poetisa Ana Maria Gomes em 'Árvores'. Não vemos o bailado das borboletas, os olhares ternos dos mansos anciões, o florescer das plantas, o colorido do amanhecer e do entardecer, o voo pausado das garças que cruzam a imensidão do céu todos os dias acima das nossas cabeças...


Estar e ficar presente no aqui e agora, no momento do cuidado com os filhos, do banho, de molhar as plantas, de cozinhar, lavar os pratos, ou qualquer outro ato do cotidiano, é abrir as portas para nos unificarmos em nível interno e externo. Com essa totalidade de presença em tudo que fazemos, o nosso fazer adquire uma qualidade diferenciada e torna-se meditação.


Nesse ato simples de estar presente, saímos do estado de tensão, conseguimos relaxar, nossa visão clareia e se amplia. Assim, mais relaxados e com a visão mais clara, encontramos soluções para muitos dos problemas que enfrentamos.


E como permanecer no aqui e agora, sem apego ao passado e sem medo ou ansiedade em relação ao futuro? A chave é acolher o momento atual, quer o consideremos bom ou não.


Papai, certa vez, disse-me: "A vida é boa. Esteja a vida boa ou não, você a considera boa. Assim, ela fica boa. E quando você for dormir, feche os olhos e o sono vem. Você não se preocupa e dorme aquele sono bom, tranqüilo".


Ao termos a coragem de encarar a realidade como ela se apresenta, mesmo em meio às maiores tribulações, torna-se possível sair do caos mental e manter o equilíbrio interior. Ganhamos força e clareza para lidar com os problemas e, o que é melhor, saímos da reação, do papel de vítima, paramos de culpar os outros pelas nossas misérias emocionais e assumimos a responsabilidade pelos nossos atos. Aí, sim, podemos transcender nossos limites.


Esta aceitação e acolhida da vida como ela é, aqui e agora, dá-nos um forte enraizamento com o nosso centro e nos permite viver de forma madura e pacífica. Desapegamo-nos do passado e nos despreocupamos com o futuro. Nestas condições, conseguimos desembarcar efetivamente no presente que é a própria vida, quer seja nos momentos de alegria, quer seja nos de tristeza. Então, torna-se possível celebrarmos a vida de modo incondicional. 

Enildes Corrêa

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

As 7 Leis Universais


LEI DE CAUSA E EFEITO:
 
Tudo o que você pensa, fala e faz, volta pra você.
Cada palavra, pensamento ou ação enviam para o universo ondas eletromagnéticas fazendo com que se tornem realidade.
 
LEI DO RETORNO:
 
A Lei do Retorno é muito justa, você pensou em algo e esqueceu, e/ou não classificou esse “algo” como ruim, acaba causando o desmembramento de outros fatos igualmente ruins. Tudo o que se pensa, fala e faz de ruim, tem retorno ruim.
 
LEI SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE:
 
Cada vez que você envia energias - boas ou más – para o universo, está atraindo energias semelhantes à sua. Tudo que acontece ao seu redor você é responsável, inclusive os acidentes, pois as vibrações estão na mesma frequência.
 
LEI DO SILÊNCIO:
 
Cada vez que você critica alguém ou faz comentários sobre briga de vizinhos, sobre assaltos, problemas pessoais ou ciúmes, aumenta a energia negativa, que acaba somatizando nos corpos sutis até chegar ao corpo físico, seja como doenças, acidentes, etc.
É preferível se calar a falar palavras negativas.
 
LEI DA PROJEÇÃO:
 
Essa lei ocorre quando você se projeta, inconscientemente, no outro. Por exemplo: alguém tem uma qualidade que você admira. É porque você tem essa mesma qualidade guardada no seu subconsciente.
 
O mesmo acontece quando você não gosta de determinado comportamento ou defeito de uma pessoa, significa que você tem o mesmo comportamento ou defeito dentro de si mesmo e, como não consegue identificá-los, se projeta no outro.
 
LEI DA DOAÇÃO:
 
Serve para movimentarmos as nossas energias e assim atrair a prosperidade. Você precisa doar-se para que essa energia de “doação”, que pode ser qualquer tipo, transforme as vibrações negativas em positivas.
 
LEI DO DISTANCIAMENTO:
 
É a compreensão de que nada nos pertence, nem mesmo as pessoas de nossa família (pai, mãe, filhos), amigos, animais domésticos e bens materiais. Tudo é passageiro em nossa vida, inclusive o nosso corpo físico. 


Devemos amar e estar presentes em tudo que está a nossa volta, porém devemos nos conscientizar, com sabedoria, do desapego amoroso.
Amar é estar presente, mas consciente das Leis do Universo, para não nos deixarmos abater emocionalmente.
 
 
Cristina Cairo

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Aparências...


“A árvore que produz maus frutos não é boa, e a árvore que produz bons frutos não é má; porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e não se cortam cachos de uva de sobre as sarças…”

Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e, dessa forma, forjamos um “disfarce” para sermos apresentados perante os outros.

Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: “Eu nunca sinto raiva”, “Nunca guardo mágoa de ninguém”, vestindo assim uma aparência de falsa humildade e compreensão.

Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos, que são as causas que nos mantêm prisioneiros diante da vida.

Devemos nos analisar como realmente somos.

Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação, são ferramentas para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.

Não devemos nunca mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim aceitar essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.

Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente somos, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.

A maneira como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós. Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita influência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.

Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de “perfeição apressada”; isso não nos fará bem psiquicamente nem ao menos nos dará oportunidade de fazer autoburilamento.

Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emoções e sentimentos, aprimorando-os. Canalizadas nossas energias, faremos delas uma catarse dos fluxos negativos, transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.

Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, sem fugirmos para novo local, emprego ou afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não forem encarados de frente e resolvidos, eles permanecerão conosco onde quer que estejamos na Terra.

Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, procedamos à auto-observação e à autoanálise de nossa vida interior, sem jamais negar a nós mesmos o produto delas.

Lembremo-nos de que, por mais que se esforcem as más árvores para parecer boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparentes “frutos”, não por manifestarem atos e atitudes marcados de virtudes, mas por serem criaturas resolvidas interiormente e conscientes de como funciona seu mundo emocional.

Somente pessoas com esse comportamento estarão aptas a ser árvores produtoras de frutos realmente bons.


Hammed

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vibrações


Entendendo-se o conceito de vibrações, no terreno do espírito, por oscilações ou ondas mentais, importa observar que exteriorizamos constantemente semelhantes energias.

Disso decorre a importância das ideias que alimentamos.

Em muitas faces da experiência terrestre nos desgastamos com as nossas próprias reações intempestivas, ante a conduta alheia, agravando obstáculos ou somando problemas.

Se nos situássemos, porém, no lugar de quantos criem dificuldades, estaríamos em novo câmbio de emoções e pensamentos, frustrando descargas de ódio ou violência, angústia ou crueldade que viessem a ocorrer em nossos distritos de ação.

Experimenta a química do amor no laboratório do raciocínio.

Se alguém te fere coloca-te, de imediato, na condição do agressor e reconhecerá para logo que a compaixão deve envolver aquele que se entregou inadvertidamente ao ataque para sofrer em si mesmo a dor do desequilíbrio.

Se alguém te injuria, situa-te na posição daquele que te apedreja o caminho e perceberá sem detença que se faz digno de piedade todo aquele que assim procede, ignorando que corta a própria alma, induzindo-se à dor do arrependimento.

Se te encontras sob o cerco de vibrações conturbadoras, emite de ti mesmo aquelas outras que se mostrem capazes de gerar vida e elevação, otimismo e alegria.

Ninguém susta golpes da ofensa com pancadas de revide, tanto quanto ninguém apaga fogo a jorros de querosene.

Responde a perturbações com a paz.

Ante o assalto das trevas faze luz.

Se alguém te desfecha vibrações contrárias à tua felicidade, endereça a esse alguém a tua silenciosa mensagem de harmonia e de amor com que lhe desejes felicidade maior.

Disse-nos o Senhor: “Batei e abrir-se-vos-á. Pedi e obtereis”.

Este mesmo princípio governa o campo das vibrações.

Insiste no bem e o bem te garantirá.


Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mais um dia...

Mais um dia inicia-se, mas que tal começá-lo substituindo as aflições por uma singela prece?

Sinta como seu dia ganha um novo colorido... Os desafios permanecem, mas em sintonia com a espiritualidade maior, mais fortalecido estará para enfrentar cada adversidade.

Provas são necessárias para sua evolução espiritual, mas acredite que a sua força íntima é muito maior que cada problema que encontrar.

Muitas vezes, essa força está escondida no meio de mágoas, angústias, medos e incontáveis dúvidas. Não é hora de libertá-la? Comece com uma oração... Fale com o Alto, exponha seus receios, peça auxílio e esse não tardará.

Mas lembre-se que a fé sem ação acaba se tornando nula. É hora também de despertar para a vida. Reflita há quanto tempo almeja as mudanças em sua vida, roga por auxílio, balbucia preces bonitas, mas seu coração mantém-se trancado?

É hora de levantar, confiar, caminhar passo a passo, e ir ao encontro da Vida!

A vida é sempre bela, é um eterno presente que o Pai nos concedeu para que pudéssemos crescer espiritualmente e fazer com que nossa luz brilhasse.

Dificuldades podem ser inúmeras, mas nada, absolutamente nada destrói nossa luz íntima. E quanta luz temos armazenada!

Está na hora de fazê-la brilhar.

Aproxime-se de Jesus, mas não apenas na teoria, passe a exercer os seus ensinamentos no seu dia a dia: Ame! Perdoe! Socorra! Sorria.

Verá como a vida se transformará e isso ocorrerá não porque as tempestades deixaram de existir, mas o seu Espírito passou a irradiar a centelha divina que permanecia adormecida.

A caminhada é longa, mas possível de ser trilhada.

Sim, sorria para a vida, lágrimas não são para ser eternas! Mesmo a pior prova, um dia passa, assim como, a tempestade chega e vai embora.

A cada manhã, acredite no seu poder de renovação!

Olhe ao seu redor...As flores continuam a enfeitar o seu caminho.

E os espinhos, ah, esses sempre ficam para trás...

E se porventura, sentir-se cansado, lembre-se de que ainda há Jesus na sua vida... Vinde a Mim todos vos que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei.

E o Mestre permanece e sempre permanecerá ao seu lado...

...No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
(João 16:33)

Sônia Carvalho

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pare Imediatamente de se Maltratar


Vamos, aprenda a amar a si mesmo! Aprenda a amar a todos, indistintamente. E encontre a grande razão de sua existência!

Pare imediatamente de se maltratar. Pare de adoecer e fale mais de seus sentimentos. Fale daquelas emoções escondidas, reprimidas. Desabafe mais. Confidencie mais. Partilhe mais a sua intimidade, seus segredos, seus sonhos e desejos. Isso faz um bem enorme! O ato corajoso de se abrir, de falar é uma poderosa
terapia, sabia?

Tome as decisões que está esperando. Agora é o seu melhor momento, acredite! A indecisão só faz acumular problemas e preocupações. Já que tem que tomar uma decisão, tome já!

Sua vida é uma decisão! Sua vida! Sua decisão! E saiba que a solução sempre está em suas mãos, totalmente a seu alcance. É só desejar. As respostas estão bem na sua frente! O mundo está nas suas mãos e te pertence por merecimento seu!

Pense com positivismo! Viva assim! Queira ser numa pessoa alegre, otimista, companheira, decidida, dinâmica e corajosa! Tenha uma atitude assim porque você merece.

Seja sempre honesto com você mesmo e nunca mais viva de aparências, tá? Aceite-se! Seja verdadeiro! Seja real! Seja ético! Seja transparente! Sinta e veja a alegria, a vida correrem livremente à sua frente.

E hoje, dê de presente pra você mesmo umas boas risadas! Proporcione a você e às pessoas que encontrar um dia feliz, alegre que possa valer a pena vivê-lo!

Nunca esqueça que as melhores coisas do mundo não podem ser tocadas, nem desperdiçadas. Devem ser intensamente vividas e sentidas com o seu coração.


Luis Carlos Mazzini

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A Arte de Não Adoecer


Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos”

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus. Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste” O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.


Autor desconhecido
O Dr. Drauzio Varella, negou a autoria deste texto em reportagem da Folha Online

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Porque as Pessoas Gritam?



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:

- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.

- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – Questionou novamente o pensador.

- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:

- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?

Elas não gritam. Falam suavemente.

E por quê?

Porque seus corações estão muito perto.

A distância entre elas é pequena.

Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”


Mahatma Gandhi

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Decálogo do Bom Ânimo


1 - Dificuldades? Não perca tempo lamuriando. Trabalhe.

2 - Críticas? Nunca aborrecer-se com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.

3 - Incompreensões? Não busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. Facilite o caminho.

4 - Intrigas? Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.

5 - Perseguições? Jamais revidá-las. Perdoe, esquecendo.

6 - Calúnias? Nunca enfurecer-se contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.

7 - Tristezas? Afaste-se de qualquer disposição ao desânimo. Ore, abraçando os próprios deveres.

8 - Desilusões? Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.

9 - Doenças? Evite a irritação e a inconformidade. Raciocine nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.

10 - Fracassos? Não acredite em derrotas. Lembre-se de que, pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo – o tempo de hoje, no qual você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.


Fonte: Livro "Coragem" - pelo Espírito André Luiz - psicografia Francisco Cândido Xavier


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Guardemos o Cuidado

 
O homem enxerga sempre, através da visão interior.

Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.

Pelo que sente, examina os sentimentos alheios.

Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.

Dai, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.

Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.

Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.

Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade.

Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política.

Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.

Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.

Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos.

Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas.

Os males, contudo, sobram sempre.

Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.

Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.

Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada espírito observa o caminho ou o caminheiro, segundo a visão clara ou escura de que dispõe.



Francisco Cândido Xavier. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Segue Fazendo o Bem

Provavelmente, não te faltarão
espinhos e pedras.
Pedras, no entanto, servem
nas construções e espinhos
lembram rosas.
Não percas a oportunidade de auxiliar.

Se alguém te lança entraves à marcha,
não te vincules à idéia do mal.
Reflete na Bondade de Deus e caminha.
Não acuses a ninguém.
Compadece-te e age amparando.

Quem te pareça no erro,
unicamente haverá estragado em
si mesmo o sonho de amor e
aperfeiçoamento com que nasceu.

Não gastes tempo,
medindo obstáculos ou lastimando
ocorrências infelizes.
Ouve as frases do bem que te induzem
à frente e esquece tudo aquilo que
se te representa por apelo
à desistência ou desânimo.

Alguns dos minutos das horas de
que disponhas, investidos no reconforto
aos irmãos emparedados no sofrimento,
ser-te-ão contados por créditos
de alegria e de paz.

Sê a coragem dos que esmorecem
e a consolação dos que perdem
a esperança.
Onde encontres a presença da sombra,
acende a luz da renovação.
Quando alguém te fale em tribulações
do presente, destaca as possibilidades
do futuro.
Aos irmãos que te exponham prejuízos
de agora, aponta as vantagens
que virão.

Estende a própria alma na dádiva
que fizeres. De tudo quanto ouças e vejas,
fales ou faças, prevalece tão somente
o amor que puseres nas próprias
manifestações.
Se percebes a vizinhança da tempestade,
não te esqueças de que acima das
nuvens reina o céu azul.

E se te reconheces, dentro da noite,
conserva a segurança de tua fé,
recordando sempre de que o amanhã
trará um novo alvorecer.


Meimei/Chico Xavier

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Diferença Entre Força e Coragem

É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,

mas é preciso coragem para baixar a guarda.

É preciso ter força para ganhar uma guerra,

mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,

mas é preciso coragem para ter dúvida.

É preciso ter força para manter-se em forma,

mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,

mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,

mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,

mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para ficar sozinho,

mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso ter força para amar,

mas é preciso coragem para ser amado.

É preciso ter força para sobreviver,

mas é preciso coragem para viver.

Se você sente que lhe faltam a força e a coragem,

queira Deus que o mundo possa abraçá-lo hoje
com Calor e Amor!

E que o vento possa levar-lhe uma voz que lhe diz

que há um Amigo, vivendo num outro lado do Mundo,
desejando que você esteja bem.


Autor Desconhecido

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Retornando à Fonte


A cada dia de nossas vidas precisamos realizar uma escolha fundamental: se vamos lidar com os problemas e dificuldades de modo derrotista ou, ao contrário, fazer o que for preciso para que eles se dissolvam rapidamente.

Embora esta não seja uma tarefa fácil, podemos conseguir êxito, se nos mantivermos plenamente conscientes da sabedoria que reside dentro de nós. Ela emana de nosso verdadeiro Ser e é parte indissociável da energia primordial que deu origem a tudo o que há.

Se somos um com o Todo, basta apenas que façamos a conexão para que nossas decisões reflitam a harmonia existente na natureza. Ocorre que a maioria de nós sequer consegue perceber a beleza e o esplendor que existe ao nosso redor.

Nossos olhos e mentes somente conseguem focar-se na desarmonia, fazendo com que a vida se apresente num estado constante de carência e vazio.

Enquanto não formos capazes de transmutar essa percepção e descobrir dentro de nós a fonte de poder, de paz e de êxtase que todos carregamos, seguiremos à espera do milagre que já aconteceu. Somos este milagre, ele já está em nós, mas a atenção direcionada para o exterior nos impede de reconhecê-lo.

Voltemos nossos olhos e corações para a nossa interioridade. É lá, no silêncio, na quietude e na ausência total de metas e objetivos, que poderemos finalmente retornar à Fonte.

"Há dois tipos de criadores no mundo: um tipo de criador trabalha com objetos -um poeta, um pintor- eles trabalham com objetos, eles criam coisas, o outro tipo de criador, o místico, cria a si mesmo. Ele não trabalha com objetos, ele trabalha com o subjetivo; ele trabalha a si mesmo, seu próprio ser. E ele é o verdadeiro criador, o verdadeiro poeta, porque ele faz a si mesmo uma obra-prima.

Você está carregando uma obra-prima escondida dentro de você, mas você está parado no caminho. Basta mover-se para o lado, em seguida, a obra-prima será revelada.

Todo mundo é uma obra-prima, porque Deus nunca dá origem a nada menos do que isso. Todo mundo carrega a obra-prima escondida por muitas vidas, sem saber quem são, e apenas tentando na superfície tornar-se alguém.

Abandone a ideia de ser alguém, porque você já é uma obra-prima. Você não pode ser melhorado. Você tem somente que vir a conhecê-la, realizá-la. O próprio Deus criou você, você não pode ser melhorado.

Aqui, eu não estou ensinando você a melhorar sua vida - não, eu não. Estou simplesmente ensinando você a conhecer a vida que já existe, que tem sempre estado aí, que já é o caso.

Apenas coloque-se de lado, então, os seus olhos não serão preenchidos com o ego, o seu ser não está nublado, o céu se torna aberto. De repente, não somente você, mas toda a Existência diz: uma obra-prima!
Osho


Texto de Elisabeth Cavalcante, extraído do site "Somos Todos UM"

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Conflitos Degenerativos da Sociedade

 
A crise de credibilidade, de confiança, de amor instaura o estado conflitivo da personalidade que perde o roteiro, inca­paz de definir o que é correto ou não, qual a forma de com­portamento mais compatível com a época e, ao mesmo tem­po, favorável ao seu bem-estar, anquilosando pessoas refra­tárias ao progresso nas idéias superadas ou produzindo gru­pos rebeldes fadados à destruição, que se entregam à desor­dem, à contra-cultura, buscando sempre chocar, agredir.

É necessário, portanto, que se dê a transformação, a evo­lução dos conceitos, o engrandecimento dos valores. Para tal fim, às vezes, é preciso que ocorra a demolição das estratificações, do arcaico, do ultrapassado. Lamentavelmente, po­rém, nesta ação demolidora, a revolta contra o passado, pre­tendendo apagar os vestígios do antigo, vai-lhe até as raízes, buscando extirpá-las.

O mesmo vem acontecendo com a sociedade que, para livrar-se das teias da hipocrisia, da hediondez, dos precon­ceitos, da vilania, da prepotência, elaborou os códigos da li­berdade, da igualdade, da fraternidade, em lutas sangrentas, ainda não considerados além das formulações teóricas e refe­rências bombásticas, sem repercussão real no organismo das comunidades humanas em sofrimento.

As recentes reações culturais contra a autenticidade da conduta têm produzido mais males que resultados positivos. Em nome da evolução, sucedem-se as revoluções destru­tivas que não oferecem nada capaz de preencher os espaços vazios que causam.

A insatisfação do indivíduo fustiga e perturba o grupo no qual ele se localiza, sendo expulso pela reação geral ou tor­nando-se um câncer em processo metastático. Facilmente o pessimista e o colérico contaminam os desalentos, passando-lhes o morbo do desânimo ou o fogo da irritação, a prejuízo geral.
O personalismo se agiganta, as paixões servis se revelam, o idealismo cede lugar à vileza moral.
A predominância do egoísmo em a natureza humana faz-se responsável pelo caos em volta, no qual os conflitos dege­nerativos da sociedade campeiam.

Surgem as plataformas frágeis em favor do grupo desde que sob o comando e a alternativa única do ególatra, que ali­cia outros semelhantes, que se lhe acercam, igualmente ansi­osos por sucessos que não merecem, mas que pleiteiam. In­seguros, incapazes de competir a céu aberto, honestamen­te, aguardam na furna da própria pequenez, por motivos ver­dadeiros ou não, para incendiarem o campo de ação alheia, longe dos objetivos nobres, porém reflexos dos seus estados íntimos conflituosos.

Face às distonias pessoais de que são portadores, decan­tam a necessidade do progresso da sociedade e bloqueiam-no com a astúcia, a desarticulação de programas eficientes, an­tes de testados, atacando-os vilmente e aos seus portadores, a quem ferem pessoalmente, pela total impossibilidade de per­manecerem no campo ideológico, já que não possuem idea­lismo.

Em razão da insegurança pessoal desconfiam dos senti­mentos alheios e provocam distúrbios que se originam em suspeitas injustificáveis, a soldo do prazer mórbido que os assinala.

Cabe ao homem em conflito revestir-se de coragem, re­solvendo-se pelo trabalho de identificação das possibilida­des que dispõe, ora soterradas nos porões da personalidade assustada.
 
Sentindo-se incapaz de enfrentar-se, a busca de alguém capacitado a apontar-lhe o rumo e ajudá-lo a percor­rê-lo é tão urgente quão indispensável. Inúmeras terapias es­tão ao seu alcance, entre os técnicos da área especializada, assim como as da Psicologia Transpessoal apresentando-lhe a intercorrência de fatores paranormais e da Psicologia Espí­rita, aclarando-o com as luzes defluentes dos fenômenos ob­sessivos geradores dos problemas degenerativos no indiví­duo e na sociedade.

O conglomerado social, por sua vez, tem o dever de auxi­liar o homem em conflito, de ajudá-lo a administrar as suas fobias, ansiedades, traumas, e mesmo o de socorrê-lo nas expressões avançadas quando padecendo psicopatologias di­versas, em ética de sobrevivência do grupo, pois que, do con­trário, através do alijamento de cada membro, quando vier a ocorrência se desarticulará o mecanismo de sustentação da grei.

Os conflitos degenerativos da sociedade tendem a desa­parecer, especialmente quando o homem, em se encontrando consigo mesmo, harmonize o seu cosmo individual (micro), colaborando para o equilíbrio do universo social (macro), no qual se movimenta.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Abençoe o seu dia


Não encerre o seu dia sem antes agradecer ao Pai Eterno pelas bençãos das experiências que viveu desde o despertar.

Deixe que Jesus entre em seu coração sempre pela porta da frente, que deve ser mantida aberta para o amor do nosso Divino Mestre.

Lembremos de dar graças à Maria de Nazaré, mãe de Jesus, pelo amor que nos dedica através de seus espíritos consoladores a derramarem seu bálsamo celeste por toda a humanidade sofredora.

Se há algo de que não tenha sido bom em seu dia, não o admita jamais como irreversível, pois o que nos parece desagradável na névoa do imediatismo, muitas vezes é a proteção Divina de que necessitamos para nos poupar de amargas consequências futuras.

Cresça junto com os dias, vivendo para Jesus, ainda que não consigas caminhar a passos largos ante a premência das circunstâncias que te envolve o presente.

É sempre nessas horas difíceis que mais precisamos nos entregar a Deus, com fé, esperança e amor.

Confie que possa fazer sempre o seu melhor e dá de todo o seu coração na construção da tua casa sobre a rocha, para que as adversidades não te assaltem de surpresa derribando o que estava erguido sobre a areia e mantido sob aparência de perene.

Amanse o teu coração a cada passo do dia, pois o irmão difícil que Deus enviou para cruzar-te o caminho, é o instrumento de que se serve a Providência Divina para alicerçar a tua morada na senda da imortalidade.

Acalme-se e respire fundo, depois expire, três vezes. Eleve teu pensamento a Deus e pense em Jesus.

Que o fardo leve e o jugo suave do Cristo te acompanhem por mais esse dia.

Assim seja.

(de um espírito amigo).

terça-feira, 30 de julho de 2013

A Gente Se Acostuma...Mas Não Devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez vai pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Marina Colasanti

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Será que precisamos?

Será que precisamos de tudo aquilo que desejamos ter?

Já paramos para pensar sobre isso?
Eis uma reflexão que necessita de nossa atenção, e que irá colocar em análise muitos de nossos valores.

Lembramos de uma passagem narrando que Mahatma Gandhi, depois de ter conseguido a independência da Índia, fez uma visita à Inglaterra.

Passeava com algumas pessoas pelas ruas de Londres, quando sua atenção foi atraída para a vitrine de uma famosa joalheria.

E ali ficou Gandhi, olhando as pedras preciosas e as joias ricamente trabalhadas.

O dono da joalheria imediatamente o reconheceu, e foi até a rua saudá-lo:
Muito me honra que o Mahatma esteja aqui, contemplando o nosso trabalho. – Disse ele. Temos muitas coisas de imenso valor, beleza e arte, e gostaríamos de oferecer-lhe algo.

Sim, estou admirado com tanta maravilha. – Respondeu Gandhi. E, mais ainda, estou surpreso comigo, pois sabendo que podia ganhar um rico presente, ainda consigo viver e ser respeitado sem precisar usar joias.

Outro Espírito muito sábio também se refere a essa mesma questão. O Dalai Lama, em seu livro A arte da felicidade, propõe a seguinte prática:
Toda vez que estivermos diante de algo que desejamos adquirir, algo que nos desperte o desejo, a vontade, indaguemos a nós mesmos: “Será que precisamos disso?”

Se nos deixarmos levar por um primeiro impulso responderemos: “Sim, é claro que precisamos”, pois ainda não racionalizamos nada.

Agora, se pensarmos um pouco mais, e deixarmos esse primeiro ímpeto para trás, conseguiremos descobrir se realmente estamos precisando daquilo.

Assim, assegura-nos o líder tibetano que não seremos facilmente seduzidos pelas conquistas materiais, que tendem a querer nos escravizar.

Nosso ser é frágil e ainda acha que precisa de recursos externos para assegurar sua felicidade. A baixa autoestima, por vezes, nos faz procurar no mundo algo que consiga elevá-la.

Comprar roupas, carros, joias pode trazer uma certa satisfação às nossas vidas, mas ela será apenas momentânea. Logo que o encanto com o novo passe, voltaremos ao nosso anterior estágio de felicidade.

O ser que busca a espiritualização vai encontrar os recursos para construir sua felicidade naquilo que não é matéria, vai encontrar a satisfação nos sentimentos, nas ações nobres que pratique em favor do outro, numa conversa amiga, na contemplação da natureza.

O ser que busca a espiritualização precisa rever seus valores, e não ceder aos apelos da mídia e dos modismos, conseguindo assim alicerçar sua felicidade em terreno seguro.

O Sábio dos sábios um dia ensinou:
Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas, ajuntai tesouros no céu, onde nem a ferrugem destrói, e onde os ladrões não arrombam e nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita

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