Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Novembro 2012

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tensão Emocional


Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
 
Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.

E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.

Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.

Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio...

Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.

 
Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
 
Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento que se te restaurem as energias.
 
Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
 
Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.
 
Não carregues ressentimentos.
 
Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz. 

Admita o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.
 
Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.
 
Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo. 
 
Se amigos te abandonam, busca outros que consigam compreender com mais segurança.
 
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
 
Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.
 
Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
 
Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo, sem a necessidade de enfrentá-la.

E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a bênção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força, Deus te sustentará, e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar, Deus fará sempre a parte mais importante!...

(Do livro "Companheiro", pelo Espírito Emmanuel, Francisco C. Xavier)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paz...



'Quando os bons forem maioria, o mal há de se esconder de vergonha'.
Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 11, item 12.

Para haver paz não basta aumentar o policiamento das ruas, melhorar a segurança dos prédios e casas, ou leis mais severas. Paz não se cria por Decreto, ou Lei, nem com construção de mais presídios.
 
Paz é construção coletiva de um povo. Envolve uma prática constante de atitudes éticas e amorosas. Seja em que domínio de ação for: em casa, no trabalho, na rua, nas escolas, nas estradas...
Observo, com tristeza, que, por vezes, aquele que reclama da insegurança na cidade costuma ser partícipe, de alguma forma, daquilo que gera a violência.

Explico melhor... por exemplo, o empresário que remunera inadequadamente seu funcionário, quando poderia diminuir um pouco seus rendimentos e lucros em favor daqueles que fazem sua empresa produzir, está criando dificuldades na vida de seu funcionário, que tem suas oportunidades de desenvolvimento, via de regra, diminuídas, bem como de todos os que dependem dele para viver.

E como "desenvolvimento" pense, por exemplo, em estudos, não só profissionalizantes, mas também estudos que promovam expansão de consciência. Pense também em lazer e cultura, que advém da compra de livros, de idas ao teatro e cinema, a shows, possibilidades de viagens... Ou até mesmo no desenvolvimento de hobbies como os ligados a todos os tipos de artes e esportes.

Quando a alma se alimenta, aquietam-se os instintos mais selvagens. E a alma se alimenta do belo, das sutilezas, da bondade, daquilo que toca a sensibilidade, do amor. Vejo pessoas que reclamam da falta de cordialidade no trânsito e são os primeiros a não serem gentis quando dirigem seus carros.

Reclama-se da violência das ruas e estes mesmos, tantas vezes, educam suas crianças com tapas, gritos, humilhações, desprezo, indiferença. Tratam aqueles que lhe são subordinados com desprezo e impaciência também.

Por outro lado, vejo trabalhadores, que mentem, que não se comprometem, que detestam o que fazem, que não sentem nenhum tipo de vínculo bom e positivo com seus colegas de trabalho ou com seus empregadores.

Infelizmente, criamos uma sociedade imatura emocionalmente, individualista, que não quer assumir responsabilidades, que empurra para baixo do tapete os desafios sociais que precisam ser enfrentados de frente. Sociedade que cria indivíduos excluídos de todos os tipos e os empurra para longe. Que quer a paz vinda dos cassetetes e dos cárceres, mas não constrói a paz verdadeira, e possível, que só nasce na convivência generosa, amável, gentil. Quando se abrem portas, criam-se laços de confiança e amorosidade.

Criminosos e psicopatas precisam ser tratados longe da sociedade, sim, com certeza. E quanto aos indiferentes, aos gananciosos, aos narcisistas e aos insensíveis que ajudam a criar esse tipo de doença social? O que fazer?

Precisamos de uma nova pedagogia para a convivência, para o viver pacífico.

"Seja a paz que deseja ver no mundo", disse Gandhi! Mas vá além da paz do silêncio meditativo, pratique a paz na rotina de seu dia a dia, sendo o elo forte desse cordão de vida que a todos nós conecta.

Thais Accyoli

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Felicidade

 
O Texto a seguir foi elaborado a partir de uma palestra do físico, psicólogo, PhD. e praticante budista Allan Wallace - aluno de Dalai Lama - e ao final concluímos com uma mensagem de Emmanuel sobre o tema. Vejam por si mesmos as similaridades.

Trechos da palestra:

Houve um tempo em que a busca da felicidade genuína, da compreensão da realidade e da aquisição de virtudes eram consideradas indissociáveis.

O cultivo dessas três dimensões é essencial para uma vida significativa. Na sociedade moderna, essas buscas estão separadas uma das outras e muitas vezes em conflito.

Busca-se felicidade nos shoppings, por exemplo. O que denota claramente uma falta de compreensão da realidade do próprio funcionamento da mente.

Allan Wallace segue dizendo que conhece vários Prêmios Nobels, com muito reconhecimento social e financeiro. São felizes? Não muito. Não é requisito para ganhar o Prêmio Nobel desenvolver valores de caráter, virtudes.

Há uma forte correlação entre felicidade genuína, compreensão do mundo e aquisição de virtudes. Wallace alerta que há hoje sinais novos de doenças mentais, que são reconhecidas como algo comum e que por ser comum seria saudável: a frouxidão mental (perda de clareza e nitidez da atenção), a excitação (agitação involuntária e desejos compulsivos) .

O Físico e Psicólogo segue com o exemplo de pessoas que não conseguem sentar sem mexer alguma parte do corpo por 5 minutos, não conseguem ficar sem acessar celular, internet ou outros estímulos por um período curto que seja. A mente não está em paz. É o oposto de meditação.

Mais adiante, segue diferenciando os tipos de felicidade.

Haveria uma felicidade mundana. Está ligada a estímulos sensoriais. Por exemplo, comprar produtos. Ter um bom sonho durante a noite. Ouvir uma música agradável. Ter uma relação afetiva baseada na estética, ganhos sociais e/ou financeiros decorrentes dela. A “felicidade” mundana pode ser obtida também por drogas. Em suma, ela é baseada e dependente do que você consegue obter de fora.

Para muitos a busca de felicidade fica nessa dimensão. É o retorno à fase de nossa civilização chamada de “Caçadores e Coletores”: íamos para florestas, caçamos, estocamos...ou seja, pegamos algo do ambiente. Com o acréscimo da população, isso leva a conflito, pois os recursos não são mais abundantes.

Mais do que isso, todas essas coisas em algum tempo, já perdem seu valor.

Wallace vai além: “...há uma alternativa, conhecida no cristianismo primitivo, no budismo e no hinduísmo. Há uma qualidade de bem estar que não vem do mundo externo, mas aquilo que podemos dar ao mundo externo. Ser generoso, atencioso, gentil, traz ao ser uma sensação de bem estar mais duradoura e que está associada à atenção plena em si mesmo e nos próprios valores. A meditação – essencialmente –trabalha essa questão. Meditar é cultivar os corações e mentes.

O sistema educacional teria como função cultivar as mentes, mas não educamos a serem pessoas melhores e sim a desenvolver habilidades de caçar e coletar mais, ou seja, meios hábeis para adquirir coisas. E pessoas.

Em pesquisas, temos percebido que a aquisição de virtudes estão mais desenvolvidas em pessoas que apresentam uma felicidade genuína e duradoura, que passa pelas adversidades da vida independente dos estímulos externos que ela receba. E há tristeza também nessas pessoas, mas estão menos associadas a frustações egoístas.

Há um deslocamento do Ego para o outro. E o outro tem um valor intrínseco não pelo o que ele agrega ao nosso Ego, mas sim por um sentimento genuíno de compaixão ou mesmo, de amor.

Para obtenção da Felicidade genuína, o Budismo trabalha com o conceito de caminho óctuplo:

Linguagem correta, ação correta, e modo de vida correto - esses estados estão incluídos no agregado da virtude. Esforço correto, atenção plena correta, e concentração correta - esses estados estão incluídos no agregado da concentração. Entendimento correto e pensamento correto - esses estados estão incluídos no agregado da sabedoria.

Emmanuel nos deixou essa mensagem, intitulada de "Felicidade", que creio poder ser um fechamento perfeito para nosso estudo de hoje. Vejam as similaridades com a felicidade genuína abordada anteriormente.

"Sábios existem que asseveram não ser a felicidade deste mundo, mas isso não quer dizer que a felicidade não seja do homem.

E sabendo nós outros que há diversos tipos de contentamento na Terra, não podemos ignorar que há um júbilo cristão, do qual não será lícito esquecer em tempo algum.

A alegria da mente ignorante que se mergulhou nos despenhadeiros do crime, reside na execução do mal, ao passo que a satisfação do homem esclarecido, jaz no dever bem desempenhado, no coração enobrecido e na reta consciência.

Não olvidemos que se o Reino do Senhor ainda não é deste mundo, nossa alma pode, desde agora, ingressar nesse Divino Reino e aí encontrar a aventura sem mácula do amor vitorioso sob a inspiração do Celeste Amigo.

A felicidade do discípulo de Jesus brilha em toda parte, introduzindo-nos à Benção Maior.
É a benção de auxiliar.
A construção da simpatia fraterna.
A oportunidade de sofrer pela própria santificação.
O ensejo de aprender para progredir na Eternidade.
A riqueza do trabalho.
A alegria de servir, não só com o dinheiro farto ou com a autoridade respeitável de Terra, mas também com o sorriso de entendimento, com o pão da boa vontade ou com o agasalho ao doente e à criança.

A felicidade, portanto, se ainda não é deste mundo, já pode residir no espírito que realmente a procura na alegria de dar de si mesmo, de sacrificar-se pelo bem comum e de auxiliar a todos, quando Jesus soube, amando e servindo, subir do madeiro sanguinolento aos esplendores da Eterna Ressurreição.

(Do livro "Servidores no Além", Emmanuel, F.C Xavier)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

 
1 - Disciplinar os próprios impulsos.


2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.


3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.


4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.


5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.


6 - Evitar as conversações inúteis.


7 - Receber o sofrimento como processo de nossa educação.


8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.


9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.


10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

 
Francisco Cândido Xavier.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Da obra: Paz e Renovação.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Estudando a Felicidade



Observa o que desejas e o que fazes, a fim de que ajuízes, com segurança, sobre a felicidade que procuras.
Certifiquemo-nos de que a alegria possui igualmente diversos níveis e de que nos compete, acima de tudo, cultivar a devoção aos valores amplos e substanciais que possam sobreviver conosco na Vida Maior.
No mundo, a felicidade varia com a posição das criaturas e se buscamos o Cristo por nosso mestre é indispensável saibamos conquistar o nosso estímulo de viver no clima do Sumo Bem.
Há pessoas que se contentam com o exclusivo reconforto de comer, dormir e procriar, guardando assim tão somente a felicidade que os seres mais simples cultuam nas linhas inferiores da natureza.
Vemos espíritos atilados no cálculo que apenas se comprazem, amontoando ouro ou utilidades, com desvantagem para os semelhantes, estabelecendo, desse modo, para si mesmos a felicidade dos loucos.
Anotamos companheiros da Humanidade que somente se rejubilam com a exibição de títulos suntuários, na ordem social ou econômica, cristalizando-se na vaidade ou no orgulho que lhes facilitam a espetacular descida para a morte, forjando, dessa maneira, em prejuízo deles próprios, a felicidade dos tolos.
Identificamos irmãos que apenas se honram na crueldade, sorrindo com o alheio infortúnio e alardeando compaixão que não sentem, construindo para si mesmos a felicidade dos que se instalam no purgatório da própria consciência.
A felicidade cristã, no entanto, é diferente. Nasce da alegria que venhamos a semear para os outros, desenvolve-se no bem infatigável, frondeja no espírito de serviço, floresce na esperança e frutifica no sacrifício daquele que se oferece para a materialização da felicidade geral.
Não te demores no prazer que hoje te suscita gargalhadas para cerrar-se amanhã em amargosa penitência.
Procuremos a felicidade de Jesus, que ainda não está completamente neste mundo, para que este mundo se levante para a felicidade perfeita.
Para isso, não desdenhes a tua cruz, porque somente através do desempenho de nossas obrigações na prática do bem é que encontraremos a nossa verdadeira vitória.

Francisco Cândido Xavier. Dinheiro. Pelo Espírito Emmanuel. IDE. Capítulo 9. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Abençoe


Não pergunte porque, e nem qual o motivo, pare uns minutos e abençoe.
Abençoe o dia, pois ele é a esperança de realizar seus sonhos.
Abençoe os familiares, pois são o seu alicerce, a base de sua vida.
Abençoe a condução, o seu carro, o ônibus, o metrô, o trem ou o barco, é como você pode se deslocar com rapidez.
Abençoe o clima; bendita chuva que limpa o ar e irriga a terra, bendito o sol que enche de vida o nosso planeta.
Abençoe os professores, que se dedicam a guiar nossos passos.
Abençoe os amigos, sem eles nós não caminhamos.
Abençoe os que nos odeiam, ou carregam inveja ou rancor, são eles que nos motivam a ser cada dia melhores.
Abençoe todos aqueles que duvidam de sua capacidade de realizar, serão a força para o seu sucesso.
Abençoe o alimento que chega até você, ele é fruto do trabalho de alguém, e vai saciar a sua fome.
Abençoe as dificuldades, elas são capazes de exercitar a sua capacidade de realizar.
Abençoe os que te criticam, serão as molas que te impulsionarão para o topo.
Abençoe os que te humilham, pobres infelizes que estão secos por dentro. Orai por eles.
Abençoe os que te caluniam, serão testemunhas da sua honestidade.
Abençoe os que se aproximam de você, e de um crédito a todos, até prova em contrário todos são dignos de confiança.
Abençoe os que te amam de verdade, é por eles que a vida vale a pena ser vivida.
Abençoe o tempo, valorize cada segundo da sua vida, o próximo minuto pode ser o seu minuto de glória, não o desperdice com lamentações.
Abençoe-se, você é a coisa mais importante para Deus neste momento.

Paulo Roberto Gaefke

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Busque Sempre a Paz


Toda vez que assistimos os noticiários da TV, que lemos revistas e jornais, ficamos inquietos com a onda de violência que invade o mundo.

Por recear os violentos, deixamos de sair à rua. Pensamos que ficando em casa ficaremos livres das investidas dos maus.

Verdadeiramente, a solução é confiar em Deus e buscar manter ou conquistar a paz. Essa paz tão almejada por todos nós.

A paz, que caminha com o amor, tem a capacidade de transformar a violência em docilidade, por mais difícil que isso possa parecer.

Lembramo-nos de muitos exemplos. Do lobo que Francisco de Assis amansou. Da vitória da não-violência de Gandhi.

Tanto quanto de centenas e centenas de corações anônimos que trabalham em silêncio pela paz da Humanidade, pacificando os que se encontram mais próximos.

Essa doce e silenciosa influência bem está ilustrada num fato ocorrido durante a Guerra do Vietnã e que foi narrada por um soldado norte-americano.

Conta ele que, junto com outros companheiros, estavam escondidos numa plantação de arroz. Assim também ali se escondiam vietcongues.

E passaram a travar um acirrado tiroteio. De repente, por um estreito caminho que dividia um campo do outro, surgiu uma fila de seis monges, andando na mais perfeita paz, tranqüilos e equilibrados, seguindo bem em direção à linha de fogo.

Todos eles olhavam para a frente, de forma serena, como se não houvesse perigo algum.

Naquele momento, algo estranho aconteceu com os soldados de ambos os lados. Ninguém sentiu vontade de atirar enquanto os monges passavam.

E depois que eles saíram da linha de fogo, o calor da luta havia desaparecido. Naquele dia, ao menos, todos eles desistiram do combate.

Quando conseguirmos manter a paz inalterável, haveremos de nos sentir muito bem.

Em nosso planeta se espalhará um odor de calma, um desinteresse pelas ações violentas. Haverá uma vontade de mudar e buscar outros valores.

Em cada um haverá a recordação da inocência infantil e o amor brotará nas criaturas de forma espontânea.

Certamente, até chegarmos lá, ainda teremos que conviver com a violência.

Assim foi com Gandhi, que encontrou um jovem que lhe atirou em pleno peito, fanando-lhe a vida. Assim foi com Jesus, que sofreu a penalidade da crucificação.

Mas, da mesma forma que eles permaneceram imperturbáveis na sua paz, influenciando-nos a pensar na paz, a desejá-la e conservá-la, assim nos devemos portar.

É como se pudéssemos tornar a ouvir, repetidas vezes, a voz do Rabi Galileu a entoar o seu poema:

E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo... Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.

Sejam os teus atos um reflexo da tua paz, que deves cultivar com os esforços de todo dia e os investimentos de toda hora.


Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A Caminho


Você não poderá apagar os passos já dados, mas a qualquer momento, pode parar, refletir e começar a traçar novos rumos. Quantas outras portas estão a lhe aguardar? Muitas!

Lembre-se que recomeçar é sempre possível! Mas requer confiança e acima de tudo perseverança.
Sem dar o primeiro passo, nada muda. E na maioria das vezes, a dificuldade do primeiro passo encontra-se na própria mente.
 
É hora de confiar! Em sua força íntima e se essa parecer fraca, não se esqueça de confiar no Pai que sempre lhe sustenta!

Confia e segue!
 
 
Não será possível impedir a lágrima de cair quando a dor for profunda, mas será imprescindível que permita que seus olhos visualizem a luz que permanece a sua frente.

Nenhum sofrimento representa a eterna prisão, pelo contrário, se souber ter serenidade perceberá com o tempo que, em verdade, a prova que atravessa visa a sua libertação pois o conduzirá ao crescimento espiritual.

Muitos ainda serão os enganos cometidos, afinal, encontra-se em aprendizado, assim, ao invés de assinalar o remorso na sua vida, busque sempre pela renovação e estará no caminho correto.

Trabalhe por essa renovação, mesmo que a tarefa pareça árdua, tenha fé e a transforme na determinação para poder prosseguir.


Inspirações do Alto, lhe são enviadas constantemente, mas é preciso deixar as tristezas do passado de lado para poder recebê-las em sua plenitude.


E assim, caminhar rumo a novos dias.


Pela estrada da vida, não encontrará apenas pessoas que irão compartilhar dos seus ideais ou crenças, mas poderá caminhar ao lado dos que detém posições opostas, desde que compreenda a essência do respeito e da fraternidade.

Aprenda que na Terra existem espíritos de diferentes graus de evolução, com fragilidades a serem superadas, talentos a serem desenvolvidos, débitos a serem resgatados, mas aos olhos da Providência Divina, todos capazes de progredir.


Observa o seu semelhante com a misericórdia, afastando as críticas e julgamentos e descobrirá ao invés de um adversário, um irmão de jornada.


No meio do caminho, talvez algumas relações se desfaçam, mas ao invés de cultivar mágoas, culpas ou discórdias, reveja os acertos, aprenda com os erros, emane amor aquela pessoa que um dia foi tão importante, afinal o amor não acaba, apenas se transforma.


Nenhum encontro é em vão, e mesmo que deixe feridas, se tratadas com o remédio do amor, com o tempo se curam.


Limpe seu coração de qualquer sentimento negativo em relação a outra pessoa, se ainda não for possível amá-la como irmão, que ao menos aprenda a respeitá-la e aceitar que assim como você é um espírito com muito a evoluir.


E após essa reflexão, hora de abrir as portas da alma e prosseguir, ainda há um longo percurso e deve se preparar para viver outras emoções.


Quando acordar fragilizado, querendo usar a roupa do pessimismo, faça uma singela prece e mentalize-se colocando o agasalho da esperança, que impedirá que o frio paralise suas ações.

Não está sozinho!

Mesmo que a mais temida batalha lhe aguarde, saiba que não está a caminhar para a derrota e mesmo que caia, mãos lhe socorrerão.

Seu General é Jesus e com Ele no comando o que tem a temer?


Que a máxima: Posso tudo naquele que me fortalece seja o estandarte a anunciar um novo amanhecer.


Coragem!

 
Não fique a repetir que você é incapaz de praticar a caridade.
Nem tampouco, impossibilitado de fazer um gesto de amor.
Não cristalize essas falsas ideias em sua mente, fazendo com que ganhem formas no seu dia a dia e o afastem cada vez mais da fraternidade.

A qualquer época ou circunstância, o amor pode ser demonstrado pois a sua semente nasce em todas as terras, desde que adubada e cuidada.


Você pode cuidar dessa semente! Traz todas as ferramentas necessárias para essa semeadura.


Mãos à obra!


E haverá períodos na vida em que mesmo após se empenhar, perseverar e muito trabalhar não logrará o êxito esperado e verá o desânimo bater a sua porta.


Ficará pensativo sobre os rumos da sua existência, acreditando ter perdido muito tempo, cansado pelas incontáveis lutas e sem expectativas quanto ao futuro.


Quando isso acontecer, não deixe que a revolta cresça em seu íntimo, nem tampouco feche a janela da sua alma para a vida, pelo contrário, busque novo ânimo no Evangelho de Jesus.


Converse com o Amado Mestre, peça orientação, amparo e tenha a plena certeza de que Ele estará a lhe fortalecer.


A Sabedoria Divina não erra em seus desígnios, mas ainda não somos capazes de compreender, todavia, creia que amigos espirituais continuam a cooperar com a sua ascensão espiritual.


Tende fé! E volte-se de corpo e alma para as forças do bem, persistindo na regeneração e, em breve, os frutos nascerão.


Acende a chama da esperança e recorda das palavras do Mestre:


Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Jesus lhe fortalecerá!
Não desista, se mantenha a caminho!
Nada tema, com Jesus a lhe guiar, sempre triunfará.
Tende fé e prossegue sua caminhada!

Com Jesus...

Texto de Sônia Carvalho, extraído do Blog Stum

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Enfermidades da Alma

Gravame de significado perigoso nos relacionamentos humanos é a intriga.
Perversa, é semelhante à erva daninha e traiçoeira que medra no jardim das amizades, gerando desconforto e agressividade.
A intriga é enfermidade da alma que se alastra perigosamente na sociedade, tornando-se terrível inimiga dos bons costumes.
O intrigante é sempre alguém infeliz e invejoso que projeta os seus conflitos onde se encontra, alegrando-se com os embaraços que proporciona no meio social.
À semelhança de cupim sorrateiro, destrói sem ser vista, até o momento em que as resistências fragilizadas em suas vítimas, rompem-se, dando lugar ao caos, à destruição.
Muitas vezes, o insensato não faz ideia do poder mefítico da intriga, permitindo-se-lhe a manifestação verbal ou gráfica, por falta de responsabilidade ou desvio de conduta psicológica.
Da simples referência a respeito de alguém ou de algum acontecimento adulterado pela imaginação enferma, surge a rede das informações infelizes que dilaceram as vidas que lhes são o alvo inditoso.
Ninguém, na Terra, encontra-se indene à difamação das pessoas espiritualmente enfermas, e, quando são atingidas pelas flechas das narrações deturpadas, permitem-se sucumbir, abandonando os propósitos superiores em que se fixavam, sem ânimo para o prosseguimento nos ideais abraçados.
Lamentavelmente a intriga consegue grassar com imensa facilidade em quase todos os agrupamentos sociais, religiosos, familiares, políticos, de todos os matizes, em razão da presença de alguns dos seus membros que se encontram em desarmonia interior.
Todo empenho deve ser aplicado para a vitória sobre a intriga.
Cabe àqueles que são devotados ao bem não darem ouvidos à intriga que se apresenta disfarçada de maledicência, de censura em relação a outrem ausente, aplicando o antídoto do silêncio nesse trombetear da maldade.
Cuidasse o intrigante do próprio comportamento e dar-se-ia conta do quanto necessita de corrigir, em si mesmo, ao invés de projetar no seu próximo o morbo infeccioso.
Toda censura com sinais de acusação é filha da crueldade que se converte em intriga.
São célebres as intrigas das cortes, nas quais os ociosos e inúteis, compraziam-se em tecer redes vigorosas que asfixiavam as melhores expressões do trabalho, que mesmo imperfeitas ou necessitadas de aprimoramento, produziam para o bem...
Nada se edifica ou se faz sem o exercício, em cujo início os equívocos têm lugar.
As mais colossais realizações são resultado de pequenos ou incertos tentames.
O intrigante, porém, sempre ativo e vigilante, porque insidioso, logo se apropria da mínima falha que se observa em qualquer projeto para investir furibundo e devastador.
Jesus referiu-se com firmeza àquele que vê o argueiro no olho do próximo, embora a trave pesada que se encontra no seu.
Sê tu, no entanto, aquele que adota a complacência, que compreende o limite e a dificuldade do outro.
Fala, quando a tua boca possa cantar o bem de que está cheio o teu coração.
A palavra enunciada torna-te servo, enquanto que a silenciada faz-te dela senhor.
Não estás convidado para vigiar o próximo, mas para conviver e trabalhar com ele.
Tocado no sentimento pelo amor, usa a bondade nas tuas considerações em relação às demais pessoas com as quais convives ou não.
Faz-te a criatura gentil por quem todos anelam, estando sempre às ordens dos Mensageiros da luz para o serviço da fraternidade e da construção do bem no mundo.
A palavra é portadora de grande poder, tanto para estimular, conduzir à plenitude, assim como para gerar sofrimento, destruição e amargura...
Guerras terríveis, representando a inferioridade humana, surgiram de intrigas de pequeno porte, que se tornaram ameaças terríveis...
Tratados de paz e de união também são frutos do acordo pela parlamentação e pelos diálogos, pelas decisões de alto porte.
Tem, pois, cuidado com o que falas, a respeito do que ouves, vês ou participas. Serás responsável pelo efeito das expressões que externes, em razão do seu conteúdo.
Convidado a servir na Seara de Jesus, mantém-te vigilante em relação a esta enfermidade contagiante: a intriga!
Tentado, em algum momento, a acusar, a criar situações danosas, resiste e silencia, legando ao tempo a tarefa que te compete.
Isso não quer dizer conivência com o erro, mas interrupção da corrente prejudicial, mantida pela intriga. Antes, significa também a decisão de não vitalizar o mal, mantendo-te em paz, sustentado pela irrestrita confiança em Deus, na execução da tarefa abraçada, seja ela qual for.
A intriga apresenta-se de forma sutil ou atrevidamente, produzindo choques emocionais que se transformam em dores naqueles que lhes padecem a injunção cruenta.

Allan Kardec, o nobre mensageiro do Senhor, preocupado com o próprio e o comportamento dos indivíduos, buscando uma diretriz segura para evitar a intriga e outros desvios na convivência social, indagou aos Guias espirituais, conforme se lê na questão 886, de O Livro dos Espíritos:
-Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
E eles responderam com expressiva sabedoria:
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.
Nessa resposta luminosa encontra-se todo um tratado de ética para o bem viver, ser feliz e contribuir para a alegria dos outros.

Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Angelis.

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