Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Junho 2012

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

sábado, 30 de junho de 2012

10 Anos Sem Chico Xavier



Neste 30 de junho lembremos dos 10 anos de desencarne de Francisco de Paula Cândido Xavier, conhecido como Chico Xavier. 
Nasceu em Pedro Leopoldo em 2 de abril de 1910. Foi um dos mais importantes divulgadores do espiritismo no Brasil. O seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido, em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros. 
Desencarnou em Uberaba em 30 de junho de 2002 com 92 anos e até hoje seus livros e suas obras continuam como exemplo de vida e dedicação aos que mais necessitam. 
O mais conhecido dos espíritas brasileiros contribuiu para expandir o movimento espírita brasileiro e encorajar os espíritas a revelarem sua adesão à doutrina sistematizada por Allan Kardec. Sua credibilidade serviu de incentivo para que médiuns espíritas e não-espíritas realizassem trabalhos espirituais abertos ao público. Chico é lembrado principalmente por suas obras assistenciais em Uberaba, cidade onde faleceu. Nos anos 1970 passou a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação. 
Chico Xavier psicografou 451 livros, sendo 39 publicados após a morte. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em inglês, espanhol, japonês, esperanto, italiano, russo, romeno, mandarim, sueco e braile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de mortos para suas famílias. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro. 
Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social foram criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc. 
Antes de encerrarmos estas notas gostaria de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra: 
"Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo." 
Estes são alguns dos traços biográficos desse abnegado bem-feitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier. 


"Que a paz e a luz de Jesus possam estar com o nosso querido e amado Chico, esteja onde ele estiver! Eternamente em nossos corações!"

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Comece Bem o Seu Dia


Qual é o primeiro pensamento que lhe vem à mente quando você acorda de manhã?

Talvez você acredite que o que você pensa no primeiro instante do seu dia, tem pouca importância, mas não é assim.

O pensamento é uma poderosa ferramenta com a qual você pode obter resultados valiosos na sua jornada diária.

Assim, você pode definir como vai ser o seu dia, logo que abrir os olhos de manhã.

Analise, conosco, se já teve algum desses pensamentos ao despertar:

Eu queria que hoje fosse feriado, para dormir até tarde!

Ah, como eu gostaria de ser milionário para não precisar trabalhar!

Meu Deus! Que vida dura. Não agüento mais ser escravo do relógio!

Ah, como é difícil ter que bater ponto todos os dias...

Ah, se eu descobrisse quem inventou o trabalho...

Um dia eu ainda acabo com esse maldito despertador para sempre!

Se você notou qualquer semelhança, não é mera coincidência não. Esses são pensamentos matinais muito comuns em grande número de pessoas.

Há até aquelas que chegam ao cúmulo de desejar uma doença qualquer que servisse de desculpa para ficar em casa o dia todo, em regiões de clima frio, e curtir uma praia, nas regiões quentes.

Ora, se você saúda o dia com pensamentos dessa natureza, o que espera que o seu dia lhe ofereça?

É importante considerar que a força de um simples pensamento pode alterar a paisagem do seu hoje.

Se, ao acordar, você se lembrasse de agradecer pela nova manhã que Deus lhe concede;

Pela oportunidade de estar ainda no corpo físico, quando muitos partem para o além durante o sono.

Pelo fato de estar empregado, enquanto muitos não conseguem dormir preocupados com uma forma de conseguir um trabalho que lhe permita sustentar a família;

Por estar com saúde, enquanto muitos gemem de dor nos leitos dos hospitais; certamente o seu dia teria um colorido diferente.

Quando o dia consegue vencer a noite e nos saúda pela manhã com novas oportunidades, é hora de elevar o pensamento ao Criador e agradecer, ainda que ligeiramente.

É hora de sintonizar com as esferas mais altas e colocar-se à disposição para uma nova jornada de trabalho útil.
Agindo assim, em vez de criar nuvens escuras com pensamentos pessimistas, você estará clarificando o seu dia e fazendo luz ao seu redor. Cultivando pensamentos saudáveis você espalha uma atmosfera radiante no ar e contagia as pessoas com as quais convive, tornando o seu ambiente mais agradável e mais harmônico.

Ao despertar para mais um dia de experiências na terra, eleve o pensamento aos céus através da oração.

Alcance, pelo pensamento, as altas paragens onde reina a harmonia... E já não ouvirá os sons estridentes da Terra, mas as melodias suaves dos Anjos, dos Arcanjos, dos Serafins, que são mais delicadas que as brisas da manhã quando brincam na folhagem dos bosques...

Eleve a alma ao Criador e sinta o perfume das flores celestes cultivadas nos mundos sublimes, antes de iniciar o seu dia...

Busque a paz interior e, só então, levante-se para ter um bom dia...

Do livro: Momento Espírita - Vol.2

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Cansaço


Quando te sintas sitiado pelo desfalecimento de forças ou o cansaço se te insinue em forma de desânimo, pára um pouco e refaze-te.

O cansaço é mau conselheiro. Produz irritação ou indiferença, tomando as energias e exaurindo-as.

Renova a paisagem mental, buscando motivação que te predisponha ao prosseguimento da tarefa.

Por um momento, repousa, a fim de conseguires o vigor e o entusiasmo para a continuidade da ação.

Noutra circunstância, muda de atividade, evitando a monotonia que intoxica os centros da atenção e entorpece as forças.

Não te concedas o luxo do repouso exagerado, evitando tombar na negligência do dever.

Com método e ritmo, conseguirás o equilíbrio psicológico de que necessitas, para não te renderes à exaustão.

Jesus informou com muita propriedade, numa lição insuperável, que "o Pai até hoje trabalha e eu também trabalho", sem cansaço nem enfado.

A mente renovada pela prece, e o corpo estimulado pela consciência do dever, não desfalecem sob os fardos, às vezes, quase inevitáveis do cansaço.

Age sempre com alegria e produze sem a perturbação que o cansaço proporciona.

Divaldo Pereira Franco. Episódios Diários. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 6.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Espiritismo Básico


QUEM SOMOS NÓS? Espíritos imortais.

DE ONDE VIEMOS? Do plano espiritual.

PARA ONDE VAMOS APÓS DESENCARNARMOS? Retornaremos para o plano espiritual.

O QUE ESTAMOS FAZENDO AQUI OU POR QUE REENCARNAMOS? Estamos aqui ou reencarnamos para evoluir.

O QUE DEVEMOS FAZER PARA EVOLUIR? Devemos seguir o conselho de Jesus: “Amem a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

COMO AMAR DEUS E O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS? Jesus nos coloca como ponto de referência por que: Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme, a vingança, o ódio, etc. Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita toda sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e que Ele a todos nos ama.

MAS, COMO FAZER ISSO NUMA SÓ VIDA? Não conseguiremos evoluir plenamente numa encarnação apenas. Por isso, reencarnaremos quantas vezes forem necessários para alcançarmos a angelitude.

QUANTAS VEZES JÁ REENCARNAMOS? Cada um de nós foi criado em data diferente. O número de encarnações não é possível saber exatamente. A única certeza é que todos nós já reencarnamos inúmeras vezes e reencarnaremos mais inúmeras vezes pela frente.

É POSSÍVEL DIMINUIR O NÚMERO DE REENCARNAÇÕES? Sim. Dependerá do esforço que o Espírito fizer para vivenciar o bem e de não continuar a vivenciar o mal.

PODEMOS REENCARNAR COMO ANIMAIS? Não. Nossa tendência é evoluir. Se voltássemos como animais seria um retrocesso evolutivo.

POR QUE A DOR E O SOFRIMENTO? A dor e o sofrimento nos ajudam no aprendizado e na evolução.

A DOR E O SOFRIMENTO EXISTEM PARA APRENDERMOS E EVOLUIRMOS? Não. A dor e o sofrimento só existem porque não exercitamos o amor, a lei de amor. A dor não é uma lei, é uma consequência de nossa inconsequência.

ENTÃO, NÃO PRECISAMOS SOFRER PARA EVOLUIR? Não. O apóstolo Pedro disse que “...o amor cobre multidões de erros...”, ou seja, ao invés de pagar sofrendo, podemos pagar amando.

ESPÍRITA CASA-SE NO TEMPLO RELIGIOSO? Não. O casamento espírita é só no civil.

ESPÍRITA BATIZA? Não. O Espiritismo não adota ritual. João mergulhava as criaturas nas águas do Jordão, num ato simbólico de batismo, para anunciar a vinda do Cristo e convidar o povo a se arrepender dos seus pecados e, se propor a uma renovação moral. Portanto, para os espíritas, o batismo, foi tão somente um divisor de águas, o marco de uma vida nova. A renovação da alma pertence àqueles que ouviram os ensinamentos do Mestre Divino, e que exercitam através da prática. Pois, muitos recebem notícias do Evangelho, todos os dias, mas somente os que ouvem e praticam estarão transformados. Há muitos batizados cometendo delitos, e há muitos que não são batizados que vivem de maneira cristã. Acreditamos que seremos julgados pelos nossos atos e não por ser ou não batizados.

ESPÍRITA É SUPERSTICIOSO? Não. Como disse Luiz Sérgio no livro "Cascata de Luz": "O homem cultiva a superstição quando o seu espírito está fraco de fé e de conhecimento."

ESPÍRITA ACENDE VELA? Não. Vela não ajuda em nada os desencarnados, mas sim a prece.

O QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA? O Espiritismo não tem dogmas, não tem rituais, não adota em suas reuniões e em suas práticas qualquer tipo de paramentos ou vestes especiais, cálice com vinho ou bebidas alcoólica, incenso, mirra, fumo, altares, imagens, andores, velas, procissões, trabalhos espirituais, talismãs, amuletos, sacrifício animal, santinhos, administração de indulgências, confecção de horóscopos, exercício da cartomancia, quiromancia, astrologia, numerologia, cromoterapia, pagamento de promessas, despachos, riscos de cruzes e pontos, não tem curas espirituais com cortes, fórmulas mágicas para resolver problemas sentimentais, financeiros, etc.

QUAIS OS PRINCÍPIOS DA DOUTRINA ESPÍRITA? Os princípios da Doutrina Espírita são: A pluralidade das existências, a preexistência do espírito antes do nascimento e a continuação da vida após a morte, a intercomunicação entre encarnados e desencarnados, recompensas e penas, não como premiação e castigo divino, mas conseqüência natural dos atos praticados (Lei de Causa e Efeito).

O QUE O ESPIRITISMO PROIBE OU É CONTRA? O Espiritismo não é contra nada e não proíbe nada. Costumamos dizer que não somos a favor de certas coisa. Quando dizemos ser contra nos colocamos numa posição de imposição. E como somos a favor do livre arbítrio, não devemos ser contra ou proibir nada. O Espiritismo usa a fala de Paulo para nos orientar: “Podemos tudo, mas nem tudo nos convém.” Portanto, a doutrina espírita nos mostra as conseqüências de nossos atos, a cobrança deve vir de nossa consciência.

UMBANDA, QUIMBANDA E CANDOMBLÉ SÃO ESPIRITISMO? Não. Muitos dizem ser “kardecista” para distinguir da Umbanda, etc. Mas, quando respondemos "sou kardecista" estamos afirmando que o Espiritismo se divide com várias denominações, o que não é verdade. Muitos dizem, por exemplo: “alto espiritismo, espiritismo de mesa branca, linha Kardecista, Espiritismo do Bem, etc.” Mas Espiritismo é um só. Centro Espírita só os que seguem a Doutrina dos Espíritos. As outras religiões que usam o nome de "Centro Espírita" e divergem dos ensinamentos dos Espíritos que estão nas obras básicas codificadas por Kardec, não são Centros Espíritas, são Casas Espiritualistas.

ESPÍRITA FAZ PROMESSA? Promessa é troca, barganha, faça isso que eu faço aquilo. Tudo deve ser feito com carinho, amor e sem interesse. Deus, Jesus, os socorristas que trabalham em nome deles não estão interessados em pagamentos, mas sim em fazer o bem e melhorar espiritualmente os encarnados. Os espíritas também pedem coisas em suas preces, mas são orientados a dizer sempre em seus pedidos: “Seja feita a Sua vontade”, porque só Deus sabe o que é melhor para nós.

KARDEC INVENTOU O ESPIRITISMO? Não. Como ele mesmo disse, sua parte na obra, de revelar a Doutrina Espírita foi a de haver coletado, coordenado e divulgado os ensinos trazidos pelos Espíritos (desencarnados) através de vários médiuns.

POR QUE KARDEC É CHAMADO DE "O CODIFICADOR"? Por organizar os ensinos revelados pelos espíritos formando uma coleção de leis (um código) é que Allan Kardec foi chamado “O Codificador”.

QUEM É JESUS PARA O ESPÍRITA? Jesus é para o espírita “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo.”

ENTÃO, BUDA, MAOMÉ, ETC., SÃO MENOS ILUMINADOS QUE JESUS? Para nós, espíritas, Jesus é o espírito de maior evolução que já encarnou na Terra. Ele participou da formação de nosso planeta. Então, acreditamos que, todos estes espíritos iluminados, foram mandados por ele à Terra para difundir as leis divinas.

domingo, 24 de junho de 2012

A Dor do Abandono



Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.
De quem se trata? Quase ninguém sabe.
Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.
Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.
Eram anotações sobre a dor...
Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...
Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... e com eles a esperança se vai...
No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo.
Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...
Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...
É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...
E essa é a única esperança que me resta...
Sinto que a minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.
E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam...
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...

A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade.
Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.


Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Melhor Recompensa


"O homem de bem faz o bem pelo bem sem esperança de recompensa."

Se as flores decidissem sonegar seu aroma e beleza a cada vez que o homem as solapassem do solo em que germinaram e cresceram, o mundo seria menos colorido e alegre. Entretanto, mesmo podadas e arrancadas dos jardins naturais em que Deus as situou, elas seguem oferecendo perfume e beleza, sem questionar ou cobrar retribuição. É que as flores, assim como tudo no cosmos, trazem consigo a essência divina que as impulsiona a realizar o propósito para o qual foram criadas.

Por desconhecer a essência divina que traz em seu interior, o homem muitas vezes condiciona a conquista da felicidade a fatores externos, ignorando que a plenitude resulta da realização, em si mesmo, dos propósitos superiores para os quais foi criado dentro do contexto universal.  Assim, imagina ser feliz apenas quando "os outros" o aceitam; Quando "os outros" o compreendem; Quando "os outros" o perdoam; Ou quando "os' outros" acatam seus pontos de vista.

E, quando "os outros" não correspondem às suas expectativas, trancafia seu Deus interno no cárcere do ego, deixando o campo livre para a expansão de estados mentais negativos, como a tristeza, a decepção e a revolta. E então que passa a olhar a realidade pela lente deformada do ressentimento, considerando absurda qualquer iniciativa no campo do bem.



Não obstante, o homem foi criado para exercer, desfrutar e promover o bem. E somente a realização desse propósito, por meio da harmonização com as leis cósmicas, lhe proporcionará a realização de si mesmo enquanto filho de Deus. Para isso, bastará analisar com sinceridade a transitoriedade da existência física e a essência transcendental que o caracteriza.

Compreenderá, então, que a verdadeira felicidade é um estado de consciência que se estabelece de dentro para fora como resultado da alma pacificada pela realização de todo o bem ao seu alcance. Por essa razão, a verdadeira plenitude não está no ato de receber e, sim, no de oferecer. Ao atingir esse nível de entendimento, o ser descobre-se como a fonte principal da própria felicidade, invertendo o processo para conquistá-la.

Sente, então, que também pode ser feliz quando aceita "os outros"; Quando compreende "os outros"; Quando perdoa "os outros"; Ou quando respeita os pontos de vista de seus semelhantes, ainda que discorde deles. Com isso, promove a liberação de sua essência divina, favorecendo a expansão de ondas mentais altamente benéficas para si e para seus semelhantes, deixando um aroma de paz e simpatia por onde quer que passe.

Pensa nisso e, haja o que houver, liberta o teu Deus interno, deixando-o agir contigo e por ti. Descobrirás, assim, que não há recompensa melhor do que a paz resultante do bem que se pratica sem esperança de compensa alguma.

Do livro "O homem de bem" – Pelo Espírito Augusto – Medium Clayton Levy

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Privações


O homem deve esforçar-se por viver bem, preservar-se da dor e ser feliz.

Constitui um imperativo da lei de conservação que ele busque se furtar a experiências dolorosas.

Entretanto, nem todos os sonhos e desejos humanos se realizam.

No contexto de uma única existência, sempre há certas dificuldades incontornáveis.

Algumas pessoas possuem marcante fragilidade física.

Desde a infância, ou a partir de dado momento, vivem a braços com dores e enfermidades.

Já outras não conseguem sucesso profissional ou tranquilidade financeira.

Há também as que não se realizam afetivamente.

Também são comuns os casos de importantes inibições.

Há quem não consiga falar em público, tomado de profunda timidez.

Ou então apresenta bloqueios e dificuldades sexuais.

Por certo, tudo isso constitui desafios.

Sendo possível, a superação deve ocorrer.

Mas tal nem sempre acontece e a situação desconfortável acompanha a criatura por longo tempo, talvez por toda a sua vida.

Nesse contexto, é importante não se amargurar e nem se revoltar com a Providência Divina.

Há muito tempo, Jesus formulou interessantes reflexões a respeito de determinadas privações na vida humana.

Ele asseverou que se a mão, o pé ou o olho de alguém é motivo de escândalo, mais vale extirpá-lo do que se perder.

É importante transcender a imagem literal para alcançar os possíveis sentidos dessa contundente afirmação.

A ênfase parece residir na priorização dos objetivos eternos, mesmo que à custa de alguns sacrifícios passageiros.

Ora, o Espírito anima incontáveis corpos físicos em sua jornada pela eternidade.

É um viajor do infinito, na busca da perfeição.

Mas, por vezes, utiliza mal alguns recursos que lhe vêm às mãos.

Chega a se viciar em determinados equívocos.

Por exemplo, ao contato com a riqueza torna-se arrogante e egoísta.

Acha-se superior aos pobres e não lhes estende as mãos.

Ou então gasta sua saúde em loucuras.

Afeiçoa-se ao hábito de noitadas, come e bebe demais.

Ao vivenciar a prova da beleza física, seduz e infelicita os semelhantes.

Ocorre que, ao retornar ao mundo espiritual, vê-se miseravelmente infeliz.

Compreende que utilizou muito mal os talentos e os meios que recebeu.

Então, a fim de aprender a valorizá-los, programa uma nova existência na qual será privado do que malbaratou no passado.

Assim, o que hoje falta, possivelmente, já foi mal utilizado no pretérito.

A privação atual constitui um tratamento espiritual, um processo educativo e não uma injustiça.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Constância


A virtude da constância é imprescindível para o êxito de qualquer empreendimento.

O início de um projeto sempre é cercado de entusiasmo.

Seja em grupo ou isoladamente, a idéia nova empolga.

Pode ser uma dieta, um programa de estudos, novos hábitos de vida ou de trabalho.

No início, tudo parece fácil e proveitoso.

Mas gradualmente as dificuldades surgem e começam a impressionar.

Pouco a pouco, perde-se o entusiasmo do princípio.

Já não parece tão importante manter o padrão de comportamento eleito.

A meta almejada esfumaça-se no horizonte e a pessoa retorna ao estado anterior.

O homem é uma criatura de hábitos.

Os hábitos podem engrandecê-lo ou amesquinhá-lo, aproximá-lo do anjo ou do selvagem.

A noção das próprias possibilidades por vezes empolga um ser humano.

Animado pela idéia de ser melhor, ele traça metas de equilíbrio, paz e progresso.

Para essas metas serem atingidas é necessário constância.

É nas dificuldades que o caráter se refina e se fortalece.

Quem desiste ao primeiro empecilho jamais atinge objetivo algum.

Perante os embates do mundo, importa perseverar no padrão de comportamento considerado ideal.

Não é conveniente mudar de atitude apenas para acompanhar a maioria.

Os grandes atletas, pensadores e inventores não revelaram sua grandeza de forma repentina.

Sempre é necessário muito estudo, preparação e esforço para a conquista de uma meta.

A exímia bailarina impressiona pela beleza e graça com que executa sua arte.

Mas apenas ela sabe o que isso lhe custou em termos de disciplina, renúncia e dores.

Se você tem objetivos, há apenas um modo de atingi-los: trabalhando duramente e com constância.

Sem disciplina, você flutuará ao sabor dos acontecimentos. O que lhe parecer mais fácil você fará.

Seus desejos mais profundos não passarão de sonhos, sem qualquer substância.

A aspiração de hoje será abandonada amanhã.

A dieta iniciada será esquecida.

O projeto de trabalho ou de estudo seguirá o mesmo destino.

De fantasia em fantasia, de sonho em sonho, sua vida passará.

E você será uma contínua promessa não realizada.
Para que isso não aconteça, analise o seu proceder.

Se constatar leviandade ou instabilidade em seu agir, dedique-se a combater tais características.

Estabeleça metas e esforce-se em alcançá-las.

Se quer ser instruído, aprender uma língua, fazer um curso, estude com firmeza.

Se deseja adquirir uma virtude, pratique-a a todo instante.

Caso queira emagrecer ou cuidar de sua saúde, modifique seus hábitos, mas o faça com convicção.

Não se impressione com obstáculos, pois eles sempre existirão.

Não se permita titubear e voltar atrás.

Lembre-se do entusiasmo do início.

Mantenha-se firme, em respeito ao seu infinito potencial.

Visualize o prazer que a vitória proporcionará.

A dificuldade de hoje é a facilidade de amanhã.

Apenas a constância poderá conduzi-lo ao resultado almejado.

Pense nisso e persevere!

"Site Momento Espírita"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Felizes ou Infelizes


O conceito espírita da felicidade nem sempre enxerga os felizes onde o mundo os coloca.
Há pessoas que requisitam conforto demasiado, na preocupação de serem felizes, e acabam infelizes, estiradas no tédio.

Criaturas aparecem, pleiteando destaque e, em se crendo ditosas por obtê-lo, confessam-se infortunadas depois, quando se reconhecem inabilitadas para os encargos que receberam.

Há felizes nas mesas lautas, comprando enfermidades com os excessos a que se afeiçoam e infelizes, na carência material, entesourando valores imperecíveis, no proveito das lições que o mundo lhes reservou.

Em toda parte, surpreendemos os felizes de saúde, que abusam da rubustez, caindo na desencarnação prematura, e os infelizes de doença, que senhoreiam longa vida pelo respeito que dedicam ao corpo.

Em todos os lugares, os contrastes aparentemente chocantes... Situações risonhas, muitas vezes, geram suplícios porvindouros, por não saber quem as possui, empregar criteriosamente a felicidade que lhes foi emprestada.

Aqui e além, surgem, sem conta, os felizes-infelizes nos enganos a que se arrojam e os infelizes-felizes, nas provações em que se elevam.
Sócrates, considerado infeliz, é o pai da filosofia.
Anytos, imaginado feliz, ainda hoje, no conceito do mundo, é o carrasco.
Jesus, suposto infeliz, é o renovador do mundo.
Barrabás, julgado feliz, até agora, na memória dos homens, é o malfeitor.

Apliquemos o entendimento espírita aos acontecimentos cotidianos e verificaremos que os felizes e os infelizes não estão qualificados pela abastança ou pela indigência que entremostrem nos quadros exteriores.

São e serão sempre aqueles que, em qualquer circunstância, edificam a felicidade para os outros, de vez que as leis da vida determinam seja a criatura medida pelas outras criaturas, especificando que a felicidade ou a infelicidade articuladas por alguém, nos caminhos alheios, se voltem, matematicamente, para quem os formou.


Pelo Médium.: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA
Pelo Espírito de Emmanuel
Do Livro.: Opinião Espírita

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Aprenda a Olhar


"Na verdade, não são os acontecimentos que nos fazem sofrer. Sofremos pela maneira como olhamos para os acontecimentos".

Imagine-se andando por uma calçada com os braços carregados de pacotes e alguém colide brutalmente com você, fazendo-o cair e esparramando seus mantimentos. Quando você se levanta do meio de ovos quebrados, suco espalhado pelo chão, está pronto para gritar: “Idiota! O que há de errado com você? Está cego?”

Mas, bem antes que tome fôlego para falar, você percebe que a pessoa que colidiu com você é realmente cega. Ela também está estirada no meio dos mantimentos espalhados e não consegue se levantar, pois sua bengala está jogada no chão.

A raiva pelo tombo passa na mesma hora. Imediatamente seu coração é tomado por uma compaixão e pela demonstração de simpatia e caridade. Você logo se oferece para ajudar a pessoa a se levantar. Com certeza, pede desculpas e se preocupa em saber se a pessoa se machucou, se precisa de cuidados.

Esse é um lindo retrato de nossa vida. Quando percebemos claramente que a fonte da desarmonia e da miséria no mundo é a ignorância a respeito da dor e do problema do outro, podemos abrir a porta do coração e permitir que a graça de Deus aconteça em nós e através de nós.

Uma das maiores causas – se não a maior – de nosso sofrimento é a maneira como enxergamos a vida e tudo aquilo que nos acontece. Na verdade, não são os acontecimentos que nos fazem sofrer. Sofremos pela maneira como olhamos para os acontecimentos. Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto. Quando privilegiamos um ponto negativo, passamos a enxergar tudo com as lentes da negatividade. O pior não está nem tanto no olhar negativo, mas na concentração estragada, encardida do olhar.

Precisamos aprender a olhar a vida pela ótica de Deus. Para isso, necessitamos de alguns exercícios contínuos de aprendizado do olhar:

- Olhar a vida como dom e presente a ser cultivado; como graça que precisa ser acolhida com responsabilidade e gratidão.

- Olhar a morte com a serenidade de quem sabe porque vive. Aliás, só tem dificuldade de olhar a morte quem não aprendeu a saborear a vida. Jesus ensinou, em Bethânia: “Se creres, verás a glória de Deus” (João 11,40).

- Olhar para si mesmo com paciência e generosidade. Às vezes é mais fácil ser generoso com os outros do que com a gente mesmo. Tem muita coisa que gostaríamos de mudar em nós que só depende de nós, mas que ainda não conseguimos. Paciência e perseverança.

- Olhar para os outros sem as armas que costumamos trazer escondidas no coração, pelo preconceito, pela inveja, pelo medo, pelo ciúme. Olhar para os outros como convite para a nossa própria melhora.

- Olhar para Deus como amor que é. Deus é Pai, que ama com amor infinito e incondicional. Precisamos treinar imaginar Deus sorrindo. A Bíblia não tem medo de afirmar que Deus gosta de rir e sorrir.

- Olhar para as coisas dando-lhes o devido lugar. Nada nem ninguém que esteja fora do coração humano é capaz de preenchê-lo. As coisas são instrumentais que nos ajudam, mas não podem ser absolutizadas.

- Olhar com caridade para aqueles que nos machucam – caridade suficiente para compreendermos que, como nós, são pessoas limitadas, fracas, falhas, sujeitas aos dissabores da vida.

- Olhar com gratidão para as pessoas que nos amam, procurando corresponder a elas. Saber-se amado é gota fundamental de cura, em qualquer tempo, para qualquer idade.

- Olhar com humor: o humor é fundamental para o equilíbrio humano. Ele nos dá a graça de tomarmos distancia de nós mesmos e dos acontecimentos. Ele nos permite colocar todas as coisas em perspectiva e tirar o tom dramático dos acontecimentos. O humor ajuda a ver a vida com olhos novos, com novos pontos de vista. O humor realça as incertezas de nossa vida, mostrando-nos que ela não é previsível. Viver é acolher cada dia, como novo – completa e absolutamente novo. O humor nos ajuda a perceber que as coisas são relativas. Quem é muito sério acaba se achando muito importante e por isso não gosta do humor, que poe em risco a máscara, a couraça, a casca que reveste o balão do orgulho prepotente. O humor ajuda a desinchar o balão, pois quebra a casca.


Do livro "Gotas de Cura Interior".

terça-feira, 12 de junho de 2012

Estamos Valorizando o Amor?

O amor desvirtuado de seu profundo e verdadeiro significado, convive com o homem há milênios. Na Grécia e Roma antigas, por exemplo, já ocorriam entre os poderosos, banquetes regados à bacanais. Em Jerusalem, bem antes de Cristo, já existia a prostituição como forma de renda. E assim por diante...

No entanto, o amor corrompido vem competindo durante todos esses séculos com uma outra forma de amor: o amor romântico, aquele que aposta na conquista pela sensibilidade e honestidade de sentimentos, embora a cultura moderna tenha deformado em parte, a imagem do ideal romântico.


O Dia dos Namorados, portanto, tenta resgatar o romantismo entre seres humanos que se amam, e exaltar o amor como forma de valorização do próprio homem.


Esta data, sobretudo, leva-nos à reflexões sobre o significado do amor em nossas vidas, ou seja, até que ponto estamos dando a devida importância à energia que promove o equilíbrio e a felicidade nas relações humanas? Estamos, suficientemente, valorizando o amor em nossas vidas?


Entre dramas domésticos, tragédias consumadas, declarações apaixonadas, separações e relações (re)assumidas em nome do amor, o Dia dos Namorados representa o "lado bom" do ser humano, pois além de resgatar valores desgastados com a velocidade dos tempos modernos, (re)aproxima pelo vínculo do amor, o indivíduo do outrem.


Em época conturbada no âmbito das relações amorosas, quando os papéis do masculino e do feminino passam por alterações no contexto socio-familiar, o Dia dos Namorados ressurge como um "bálsamo romântico" para que os enamorados de todas as idades repensem a vida a partir da união entre dois seres envolvidos em compromisso de amor.


Dia para refletir a respeito do que motiva as desavenças, os ciumes, os desequilíbrios que tornam muitas pessoas infelizes. Mas também, dia para refletir sobre o que torna outras tantas pessoas equilibradas, felizes e satisfeitas com seus relacionamentos.


Valorizar o amor, a começar pelo namoro, é valorizar a vida. As conquistas de uma vida tornam-se mais valorizadas quando compartilhadas e movidas pela energia da cumplicidade amorosa.


Não deixemos os aprendizados para a próxima vivência na dimensão física. O ser que hoje demonstra estar enamorado de você, pode ser um amor de outra época que retornou para voces trilharem juntos uma nova caminhada.


Caminhada que visa, acima de tudo, o crescimento mútuo, onde o compromisso com o amor assumido é a luz que orienta os seus passos na senda do progresso.


O Dia dos Namorados, portanto, elege a importância do amor diário como fator de evolução tanto material quanto espiritual entre indivíduos que apostam na felicidade possível, as suas expectativas vitais de presente e futuro.


Apesar do avanço tecnológico que elege a máquina como a vedete do tempo presente, o simbolismo da data lembra-nos que não somos robots, mas seres dotados de sensibilidade, emoções e sentimentos. E que a vida no planeta Terra ainda depende das relações humanas fundamentadas no amor.


Para os jovens, o estágio do namoro vincula-se a projetos de vida, expectativas de crescimento, esperança de constituir família, ter filhos, emprego estável... responsabilidades.


Para aqueles nem tão jovens, mas que apesar das diferenças insistem em manter a relação, o dia doze representa a possibilidade de recomeço a partir da ponderação, do diálogo aberto na tentativa de "aparar arestas" e (r)estabelecer o senso de equilíbrio que gera mais amor, um amor amadurecido pelas pequenas ou grandes conquistas mútuas.


Para aqueles que conseguem manter um longo tempo de relacionamento onde a estabilidade e o crescimento superam eventuais crises de relação, a data é lembrada - e comemorada - como uma história de amor que amadureceu com o passar do tempo....


Enfim, o doze de junho, data que comemoramos o Dia dos Namorados, deve ser um dia de reflexão para todos nós, pois refletir sobre a importância do amor em nossas vidas, representa o nível de valorização que damos a si mesmos, ao outrem e ao planeta onde vivenciamos uma intensa relação de amor.

Autor: Flávio Bastos, do site "Somos Todos Um".

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Oração da Felicidade

 
Senhor,

Permita-me ser feliz, mesmo diante de minha própria


ignorância e superando as condições adversas em que renasci.


Deixa-me, enquanto busco sair de meus equívocos,


sentir alegria e viver com determinação, confiante na Sua


misericórdia.


Consinta-me, enquanto ajudo meu próximo, tão sofredor


quanto eu, perceber a vitalidade nas coisas e a grandeza


da Vida.


Encoraja-me para que, mesmo na dor ou no sofrimento,


na luta diária pela minha subsistência, eu viva com coragem


e consciência de minhas limitações, buscando superá-las


com harmonia.


Deixa-me levar aos outros a felicidade de que sou portador


e a certeza de que minha força vem de nossa íntima e


perene ligação.


Conceda-me a ventura de, tanto quanto enxugar a lágrima,


também entender o sentimento que a fez surgir,


transformando-a no amor que traz a felicidade.


Incentiva-me a alcançar a felicidade possível, disseminando-a


por onde passar, a serviço do Seu infinito amor.


Permita-me continuar dono de meu destino, com a capacidade


de administrar minha liberdade, a serviço da construção


de um mundo melhor.

  
 
 Adenáuer Novaes

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O Silêncio


Silêncio é Misericórdia...

...Quando você não revela aos outros a falta de seus irmãos.

...Quando você prontamente perdoa sem remexer o passado.

...Quando você não julga, mas ora em seu coração.


Silêncio é Paciência...

...Quando você aceita sofrimentos sem reclamar, alegremente.

...Quando você não procura consolações humanas.

...Quando você não se torna muito excitado, mas espera, com paciência que a semente germine.


Silêncio é Humildade...

...Quando não há competição.

...Quando você considera a outra pessoa melhor do que você.

...Quando deixa seu irmão brotar, crescer e amadurecer.

...Quando você, alegremente, abandona tudo no Senhor, quando as suas ações podem ser mal interpretadas.

...Quando você deixa para outros a glória da recompensa.


Silêncio é Fé...

...Quando você guarda silêncio porque sabe que o Senhor agirá.

...Quando você renuncia a voz do mundo para manter-se na Presença do Senhor.


Silêncio é Mansidão...

...Quando você não defende a si mesmo contra ofensas.

...Quando você não clama por seus direitos.

...Quando você deixa Deus defendê-lo.


Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Um dia...


Um dia pedi a Deus um presente e fiquei aguardando, sabendo que receberia, mas sem saber quando e como. Passados alguns dias recebi uma embalagem muito feia, que entristeceu meu coração e me fez chorar muito. Além do mais, veio como surpresa... logo pra mim... eu que detesto surpresas!

Mas eu abri, devagarinho e com cuidado, por que meu coração estava ferido e eu me dizia que, fosse como fosse, aceitaria, pois de nada adianta chorar o que não podemos mudar e recusar um presente, isso não se faz.

O caso é que eu não tinha pensado que quem tinha embalado, tinha visto somente a preciosidade do conteúdo e queria apenas ver feliz e realizado meu desejo. Só depois entendi que o que recebemos nem sempre vem da forma que esperamos e que muitas vezes precisamos fechar os olhos e sentir com o coração.

A vida nos oferece certas escolhas e nos impõe outras. E geralmente as impostas são as que menos desejamos, por que vemos apenas o que se apresenta a nós, sem uma visão mais longínqua, sem ir a fundo para saber quais serão os próximos passos. Queremos nos deter, sem ver que os caminhos vão se abrindo diante de nós.

Ah, se pudéssemos imaginar pelo menos por um segundo que o maravilhoso está do outro lado, verteríamos menos lágrimas e sorriríamos com o mesmo brilho dos olhos que crianças à espera de um presente!

Deus às vezes nos aponta caminhos sinuosos. E se olharmos apenas o que está na nossa frente, vamos nos paralisar, pois ninguém quer e não está pronto para enfrentar dificuldades.

Todavia, se nos armamos de coragem para ir desembrulhando devagarinho esse pacote meio amassado, podemos perceber que Ele nos dá ainda muito além do que nosso coração tinha pedido. E nosso coração sorri, feliz e agradecido.

Letícia Thompson

terça-feira, 5 de junho de 2012

Planeta em Alerta


Você já parou para pensar como anda nossa relação com o ambiente em que vivemos? E o que temos a ver com a emissão de carbono na atmosfera, o conseqüente aquecimento global, a produção exagerada de lixo e um possível esgotamento dos recursos naturais no nosso planeta?

Acredita que não tem nada a ver com isso? Que até faz algo, mas que sozinho não pode mudar o mundo? A verdade é que cada um de nós é responsável por tudo isso que está aí. E se não frearmos o modelo de desenvolvimento que temos adotado acabaremos padecendo junto com a Terra. Assim, não importa se nossas ações possam parecer pequenas diante do universo, mas se elas acontecerem, influenciarão as do seu vizinho e, muito provavelmente, de toda uma sociedade.

É preciso nos lembrar que a questão ambiental está muito fortemente associada a modelos de desenvolvimento, a um projeto de civilização. O meio ambiente somos nós, o meio que nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. Nossa qualidade de vida depende da forma como estabelecemos essa relação. Ele transcende ao gueto da fauna, flora e preservação. É muito mais que isso.

Trigueiro, jornalista com pós-graduação em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ, autor do livro Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em Transformação (Editora Globo, 2005), coordenador editorial e um dos autores do livro Meio Ambiente no Século XXI (Editora Sextante, 2003), acredita ser imprescindível que o Movimento Espírita absorva e contextualize, à luz da Doutrina, os sucessivos relatórios científicos que denunciam a destruição sem precedentes dos recursos naturais não renováveis, no maior desastre ecológico de origem antrópica da história do planeta.

“Os atuais meios de produção e consumo precipitaram a humanidade na direção de um impasse civilizatório, onde a maximização dos lucros tem justificado o uso insustentável dos mananciais de água doce, a desertificação do solo, o aquecimento global, a monumental produção de lixo, entre outros efeitos colaterais de um modelo de desenvolvimento ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto”, avalia.

Segundo Trigueiro, para nós, espíritas, é fundamental que o alerta contra o consumismo seja entendido como uma dupla proteção: ao meio ambiente, que não suporta as crescentes demandas de matéria-prima e energia da sociedade de consumo, onde a natureza é vista como um grande e inesgotável supermercado, e ao nosso espírito imortal, já que, de acordo com a Doutrina Espírita, uma das características predominantes dos mundos inferiores da Criação é justamente a atração pela matéria. “Nesse sentido, não há distinção entre consumismo e materialismo e nossa invigilância poderá custar caro ao projeto evolutivo que desejamos encetar”, alerta.

De acordo com o jornalista, uma das mais respeitadas referências em sustentabilidade no País, essa questão é tão crucial para o Espiritismo, que, na pergunta 799, de O Livro dos Espíritos, quando Kardec indaga “de que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso?”, a resposta é taxativa: “Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade (...)”.

Na pergunta 705 de O Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a Lei de Conservação, Kardec, ao questionar a espiritualidade “por que nem sempre a terra produz bastante para fornecer ao homem o necessário?”, recebe uma resposta que exemplifica bem o que vivemos hoje: “É que, ingrato, o homem a despreza! Ela, no entanto, é excelente mãe. Muitas vezes, também, ele acusa a Natureza do que só é resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. A terra produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse o homem contentar-se” (...).

Com essa resposta, a Espiritualidade nos mostra que o materialismo exarcebado, que o “ter por ter”, cada vez mais presente em um modelo de desenvolvimento econômico que promove a produção de bens de consumo sempre mais caros e sofisticados, precisa ser revisto. O homem começa a perceber, hoje, dados os alardes sobre o avanço da degradação do planeta, que não há como haver uma produção ilimitada deles na biosfera, que é finita e limitada. Essa produção e consumo exagerados esbarram na Ecologia. “O problema é que, em uma sociedade de consumo, como a nossa, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário”, afirma Trigueiro. “A publicidade encarrega-se de despertar apetites vorazes de consumo do que não é necessário, daquilo que é supérfluo, descartável e inessencial, renovando a cada nova campanha a promessa de felicidade que advém da posse de mais um objeto”, analisa.

Pensemos Nisto!!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Confia Sempre

 
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que os teus pés estejam sangrando
 
Segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
 
Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.


Tudo passa e tudo se renova na terra,


mas o que vem do céu permanecerá.


De todos os infelizes os mais desditosos


são os que perderam a confiança em Deus e


em si mesmo, porque o maior infortúnio é


sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.


Eleva, pois, o teu olhar e caminha.


Luta e serve. Aprende e adianta-te.


Brilha a alvorada além da noite.


Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe


o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te


com a aflição ou ameaçando-te com a morte...


Não te esqueças, porém, de que amanhã será


outro dia.


Meimei



psicografia de Francisco C. Xavier

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Aborto Não Realizado


A gravidez veio na hora indesejada, lembrava-se Laura.
 
Veio na hora errada e ainda trazia riscos de várias ordens.

A saúde debilitada, problemas familiares, o desemprego...

Seu primeiro impulso foi o aborto. Tomou uns chás que, em vez de “resolver”, a debilitaram ainda mais.

Recuperada, buscou uma dessas pessoas que arrancam, ainda no ventre, o chamado problema das mães que não desejam levar adiante a gestação.

Naquele dia, a parteira havia adoecido e faltara.

Laura voltou para casa preocupada, mil situações lhe passavam pela mente.

À noite, deitou-se e custou a adormecer, mas foi vencida pelo sono.

No sonho, viu um belo jovem pedindo-lhe algo que, na manhã seguinte não soube definir.

Durante todo o dia não conseguiu tirar aquela imagem da mente, de sorte que esqueceu a gravidez.

Na noite seguinte voltou a sonhar com o mesmo jovem, só que acordou com a agradável sensação de tão doce quanto agradável “Obrigado”.

Era como se ainda visse seus lábios pronunciando palavras de agradecimento, enquanto de seu coração irradiava uma paz indefinível.

Desistiu do aborto.

Enfrentou tudo, superou todos os riscos e saiu vitoriosa...

Hoje, passados 23 anos do episódio, ouve emocionada seu belo e jovem filho pronunciar, do púlpito da solenidade de sua formatura, ante uma extasiada multidão:

“... Agradeço sobretudo à minha mãe, que me alimentou o corpo e o Espírito, dando-me não só comida, mas carinho, companhia, amor e, principalmente, vida.”

E, olhando-a nos olhos, o filho pronunciou, num tom inconfundível:

“Obrigado!”

Ela não teve dúvidas. Foi o mesmo Obrigado, doce e agradável, de um sonho, há 23 anos...


Pense nisso!

Todos nós voltaremos a nascer um dia... Se continuarmos negando oportunidades de reencarnação aos Espíritos com os quais nos comprometemos antes do berço, talvez estejamos negando a nós mesmos a chance de uma mãe ou pai, no futuro.


Redação do Momento Espírita, com base em história publicada no Jornal Caridade, de maio/junho 1997.


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