Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Abril 2012

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

domingo, 29 de abril de 2012

Morrer é Voltar Para Casa


Quando a morte chega, com sua bagagem de mistérios, traz junto divergências e indagações.
Afinal, quando os olhos se fecham para a luz, o coração silencia e a respiração cessa, terá morrido junto a essência humana?
Materialistas negam a continuação da vida. Mas os espiritualistas dizem que sim, a vida prossegue além da sepultura.
E eles têm razão. Há vida depois da morte. Vida plena, pujante, encantadora.
Prova disso? As evidências estão ao alcance de todos os que querem vê-las.
Basta olhar o rosto de um ser querido que faleceu e veremos claramente que falta algo: a alma já não mais está ali.
O Espírito deixou o corpo feito de nervos, sangue, ossos e músculos. Elevou-se para regiões diferentes, misteriosas, onde as leis que prevalecem são as criadas por Deus.
Como acreditar que somos um amontoado de células, se dentro de nós agita-se um universo de pensamentos e sensações?
Não. Nós não morreremos junto com o corpo. O organismo voltará à natureza - restituiremos à Terra os elementos que recebemos - mas o Espírito jamais terá fim.
Viveremos para sempre, em dimensões diferentes desta. Somos imortais. O sopro que nos anima não se apaga ao toque da morte.
Prova disso está nas mensagens de renovação que vemos em toda parte.
Ou você nunca notou as flores delicadas que nascem sobre as sepulturas? É a mensagem silenciosa da natureza, anunciando a continuidade da vida.
Para aquele que buscou viver com ética e amor, a morte é apenas o fim de um ciclo. A volta para casa.
Com a consciência pacificada, o coração em festa, o homem de bem fecha os olhos do corpo físico e abre as janelas da alma.
Do outro lado da vida, a multidão de seres amados o aguarda. Pais, irmãos, filhos ou avós - não importa.
Os parentes e amigos que morreram antes estarão lá, para abraços calorosos, beijos de saudade, sorrisos de reencontro.
Nesse dia, as lágrimas podem regar o solo dos túmulos e até respingar nas flores, mas haverá felicidade para o que se foi em paz.
Ele vai descobrir um mundo novo, há muito esquecido. Descobrirá que é amado e experimentará um amor poderoso e contagiante: o amor de Deus.
Depois daquele momento em que os olhos se fecharam no corpo material, uma voz ecoará na alma que acaba de deixar a Terra.
E dirá, suave: Vem, sê bem-vindo de volta à tua casa.

Extraído do site "Mensageiros da Paz".

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um Dia


Um dia, verás a ti mesmo em plano diferente.

Parecer-te-á, então, haver acordado de um sono profundo e, por isso mesmo, tudo te surpreenderá.

Amigos que não vias, há muito tempo, se aproximarão de ti, estendendo-te as mãos.

Perguntarás a vários deles: onde estavas que não mais te encontrei? Por que te distanciaste de mim?

Todos te abraçarão, com a alegria a lhes fulgurar nos olhos. Fitarás as árvores carinhosamente podadas, formando corações que palpitarão de vida, plantas outras, mostrando as frondes entrelaçadas, lembrando mãos que se tocam afetuosamente. Respirarás profundamente, reconhecendo, assim, as qualidades nutrientes do ambiente em que te virás...

Naquela festa de almas, porém, um homem de olhar manso desce de um torreão brilhante e caminha em sua direção.

Em vão, tentarás retirar dele os olhos magnetizados pelo amor que o desconhecido irradia. Ele caminha serenamente a fixá-lo com bondade, com a familiaridade de quem o conhecia.

- “Ah! – pensarás, decerto que este amigo me conhece, de longo tempo”.

A custo, vencerás a própria indecisão, e indagarás do companheiro mais próximo:

- “Quem é este homem que está chegando até nós”?

- “É o Mensageiro da Vida”.

Não haverá tempo para outras inquirições.

Efetivamente, aquele simpático personagem lhe endereçará saudações fraternas e segurando-lhe a destra, qual se nela conseguisse ler todas as minudências da sua vida, não lhe perguntou pelo próprio nome, nada arguiu quanto à família a que pertencera ou à posição que exercera... Apenas pousará em você demoradamente os olhos azuis e lhe perguntará:

-“Amigo, o que fizeste?”

Do livro “A Semente de Mostarda”, pelo Emmanuel - psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Evangelho no Lar


O QUE É O EVANGELHO NO LAR

O Estudo do Evangelho no Lar é uma reunião em família, num determinado dia e hora da semana, para uma troca de idéias sobre os ensinamentos cristãos, em proveito do nosso próprio esclarecimento e do equilíbrio no lar.
É uma prática exemplificada pelo próprio Mestre Jesus, que se reunia com os apóstolos e seguidores na casa de Pedro, em Cafarnaum, noutras aldeias e no próprio Tiberíades, em torno dos sagrados escritos.
É uma das formas mais saudáveis de fraternidade, que começa na família através do diálogo sincero e do exercício da caridade. Cada lição do Evangelho é um roteiro de luz e de bençãos para o grupo familiar e para toda a área em que esteja instalado o lar que o pratique.

OBJETIVOS DO EVANGELHO NO LAR

Bem compreender e sentir o Evangelho, a fim de melhor exemplificá-lo;
Criar o hábito salutar de reuniões evangélicas no lar, no intuito de despertar e acentuar o sentimento de fraternidade que deve existir entre as criaturas;
Melhorar a proteção do lar, através do cultivo dos bons pensamentos, ensejando a afluência dos Mensageiros do Bem;
Obter amparo necessário que possibilite a superação das dificuldades materiais e espirituais, em consonância com a recomendação “Orai e Vigiai”, ensinada por Jesus;
Unir sempre mais os participantes do Lar, propiciando uma vivência mais amorosa.
O Estudo do Evangelho no Lar abre as portas da nossa casa aos benefícios espirituais, da mesma forma que desentendimentos, brigas e xingamentos favorecem o assalto das sombras (Richard Simonetti). Atrai os bons e afasta ou esclarece os maus espíritos.
Modifica o padrão vibratório dos nossos pensamentos e sentimentos, desanuviando as nossa mentes congestionadas das criações inferiores, agentes da enfermidade e dos desequilíbrios. Com Jesus no Lar, pelo estudo e vivência do Evangelho, tem-se a verdadeira paz.
Com o Evangelho no Lar formamos as defesas magnéticas da nossa casa, impregnando o ambiente espiritual das energias positivas que desestimulam toda ação maléfica. É uma verdadeira segurança espiritual que passa a funcionar em benefício de todo o grupo.
Além da ajuda que essa prática proporciona no programa espiritual de todo o grupo familiar, estende a caridade aos vizinhos e a quantos se sintam também estimulados a mudar.

LEMBRETES E SUGESTÕES

A duração não deve ultrapassar uma hora;
Acautelar-se para não transformar a reunião em trabalho mediúnico; a mediunidade e a assistência espiritual devem ser atendidas em Sociedade Espírita idônea;
Não suspender a reunião em virtude de visitas ou eventos adiáveis. As visitas podem participar da reunião;
O Dia da semana e o horário mais adequados a todos os participantes devem ser escolhidos livremente;
Uma vez escolhidos, o dia da semana e o horário de realização do Evangelho no Lar devem ser respeitados. Assiduidade e pontualidade são importantes para o bom contato com o Plano Espiritual;
Pode-se colocar água para ser fluidificada pelos Espíritos presentes, no transcorrer da reunião. Música suave pode contribuir para melhor ambientação, auxiliando as vibrações e preces;
Quando houver crianças, é recomendável que se escolham livros apropriados com "Jesus no Lar", "Alvorada Cristã", "O Evangelho da Meninada", "Cartilha do Bem", "Histórias que Jesus Contou", "Os Meus Deveres" dentre outros;
Podem ser feitas leituras complementares alternativas (jornais, revistas, atualidades) que ofereçam conteúdo adequado à reflexão, conforme os objetivos do Evangelho no Lar.

"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas reunidas em meu nome, eu com elas estarei." (S. MATEUS, cap. XVIII, v. 20.)
“Quando o Evangelho penetra o lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino.” (Emmanuel)


Extraído do site Mensageiros da Paz.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Caminhos


São muitos os caminhos... Caminhos tranquilos, plenos de flores, transitados sem problemas nem esforço.
Caminhos tortuosos, difíceis, cheios de pedregulhos, de aspereza e dificuldades.
Caminhos fáceis que conduzem a abismos profundos, como gargantas abertas no verde da selva.
Caminhos desconhecidos, que conduzem a alturas imensuráveis, margeando a montanha.
Caminhos de lama, após a chuva torrencial. Caminhos áridos, na terra castigada pelo sol ardente.
Caminhos ásperos, cheios de ervas daninhas e espinheiros. Caminhos curtos. Caminhos longos.
Em verdade, todos os caminhos têm algo em comum: o de permitirem ao viajante chegar a algum lugar.
Assim, o mais importante não é escolhe-lo por sua beleza, facilidade ou comprimento. O mais importante é saber onde se pretende chegar.
Na Terra, todos andamos por várias vias: as da comodidade, dos prazeres, das facilidades. São os caminhos curtos, fáceis e que conduzem o ser às bocas escancaradas dos abismos das paixões.
Existem aqueles que, de forma egoísta, preferem caminhar solitários e se perturbam após exaustiva marcha.
Os maus seguem trilhas suspeitas e se perdem em sombras.
Os que se afeiçoam ao bem seguem os caminhos da esperança e se iluminam. São vias de dificuldades, de tormentos e de dissabores. Caminhos espinhosos e difíceis, mas que dão acesso a portos de paz.
São eles que permitem ao homem alcançar as paragens superiores do bem que nunca morre e do amor que sempre dura.
Os servidores da caridade escolhem roteiros de ação constante pelo bem ao próximo e alcançam lugares de ventura.
A opção é individual e cada um a realiza de acordo com os sonhos e ideais acalentados na alma e os valores que carregue em sua intimidade.
Alcançar a felicidade breve e fugaz ou conquistar a alegria perene é decisão pessoal.
Na diversidade de tantos rumos, os homens se perturbam ou se tornam livres.
Contudo, não há ninguém que siga pelos caminhos de Jesus e que não deixe de alcançar o fim que almeja: a felicidade integral.
Hoje como ontem, Jesus, o Mestre incomparável, prossegue convidando o Seu rebanho, desejando atrair todos para Si.
O Seu convite perene é para que nos acerquemos Dele usufruindo de paz, alcançando a esperança e trabalhando sempre.
Ante a falta de tempo de que tanto reclamamos, face aos inúmeros quefazeres do dia-a-dia, é necessário parar para revisar e repensar Jesus.
Retornar aos Seus caminhos e percorrê-los com ternura é tarefa inadiável ao ser humano.
Assim procedendo, com certeza haveremos de experimentar o calor da Sua presença e a presença do Seu amor.
Ninguém há que possa prescindir de Jesus, escolher outros caminhos e ser feliz.
Redação do Momento Espírita com base no prefácio do livro Pelos caminhos de Jesus, pelo Espírito Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Não Alimente Mágoas


Quando você pára um pouco e pensa na sua estrada humana, nos passos que já percorreu e nas experiências que viveu, consegue, sem dúvida, fazer ideia do porquê de Jesus ter afirmado que, no mundo, somente teríamos aflições.
Quase tudo é complicado na Terra. Têm-se que fazer esforços para tudo o que se quer alcançar; há que se ter paciência bastante para não se desistir das lutas, e assim por diante.

Há, porém, um tipo de relação da qual não se pode fugir sob pena de perder-se a grande chance de aprender a conviver, de amadurecer experiências, de crescer, enfim, em todos os sentidos. É a relação humana, na qual todos temos oportunidade de superar aos poucos, os próprios limites de interação social.

Como somos indivíduos criados para viver em conjunto, a vida continuamente solitária nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica. Entretanto, nessa vivência conjunta vamos nos descobrindo uns aos outros, identificamos nossos pontos em comum, fracos ou fortes, nossas afinidades, mas também nossas diferenças e desafeições.

Na experiência de viver com os outros é que a alma conhece diversas formas de aflições, uma vez que os relacionamentos com pessoas muito diferentes promovem ocasiões para benfazejos aprendizados, mas também provocam frustrações incontáveis, amarguras profundas, mágoas e mesmo ódios.

Qualquer estudioso das relações humanas sabe que no mundo são impossíveis tais relações dentro de permanente harmonia. São os movimentos íntimos das almas que determinam os seus entrechoques ou os envolvimentos afetivos de qualidade.

Como não é de costume viverem as almas terrestres quadros de estabilidade íntima durante muito tempo, o que se espera é que volta e meia, surjam dificuldades, problemas, indisposições ou estresses variados entre elas.

É pensando nisso que se pode concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando, no íntimo, essas mágoas e malquerenças. Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe dos outros o que não gostaria de receber; contudo, também não há ninguém que, com seu modo de ser, de falar e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas em outras pessoas, ainda que involuntariamente.

O que cabe a cada um de nós, então, é procurar resolver mal entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão, pois todos sofremos mágoas e também magoamos. Voluntária ou involuntariamente, estaremos sempre agradando a uns e desagradando a outros, o que faz parte dos aprendizados terrenos.

Ao pensar assim, começamos a considerar uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração. Veremos que há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e que o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alguém alimentar mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.

Não se desvalorize tanto, alma amiga, porque o tempo e as energias que você dedicar a tão nocivos sentimentos serão cobrados de sua existência por meio de novas frustações e infortúnios, cumprindo-se a lei divina do retorno, até que, renovada, guarde somente compromissos com Deus e com Suas Leis, que são de absoluta harmonia.

Do livro "Ações corajosas para viver em paz", pelo Espírito Benedita Maria, psicografia de Raul Teixeira

terça-feira, 17 de abril de 2012

Comecemos de Nós Mesmos


Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem.

Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho.

Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observar crescerá em otimismo e confiança.

Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e aparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão.

Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade.

Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade.

As boas obras começam de nós mesmos.

Educaremos, educando-nos.

Não faremos a renovação da paisagem de nossa vida, sem renovar-nos.

Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam.

Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o autoaprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo.

A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente.

Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição.


Do livro “Apostilas da Vida”, pelo Espírito André Luiz - psicografia de Francisco Cândido Xavier.



domingo, 15 de abril de 2012

Jesus, o Pedagogo da Humanidade


Jesus é o nosso modelo moral por excelência. Destituído de todos os apetrechos míticos com que os séculos o enfeitaram, ele reaparece, à luz do Espiritismo, na sua grandeza de Espírito Puro, que veio à Terra para nos mostrar o caminho da evolução. Surge aos nossos olhos não mais como Rei, Salvador, segunda pessoa de uma trindade irracional, mas como irmão mais adiantado, espírito perfeito, com o único título que aceitou em vida: o de Mestre. E Mestre é Jesus da humanidade. Ele é o Pedagogo da nossa Educação espiritual. Professor de almas matriculadas na escola da Terra, Ele representará o "caminho, a verdade e a vida" para nosso progresso.

Jesus não ensinou em cátedras, não fez parte de corporações científicas, não se revestiu de nenhum título terreno e não fundou escolas ou instituições, nem mesmo nelas ensinou. E foi o maior dos Mestres. Ensinava sem nenhum outro instrumento a não ser seus atos de amor, suas palavras simples e sua autoridade divina. 

Jesus curava, servindo o povo, aliviando-lhes as dores, conquistando-lhe o coração pelo seu devotamento, e ensinava por histórias compreensíveis princípios claros de moralidade. Eis uma capacidade didática imprescindível: a de saber se achegar ao educando, em seu nível de interesse, de vivência e de compreensão.

Mas como o que é simples e verdadeiro é atemporal, suas palavras e seus ensinos não tinham apenas o dom de tocar os homens de seu tempo, mas todos os homens de todas as épocas.

Pouca gente percebe o caráter genial e poético das pregações de Jesus. Ele não foi apenas um homem bom. Tinha uma bondade inteligentíssima e o conhecimento da Lei Divina transbordava de seus lábios de forma delicada e pura - de tal modo que suas palavras guardam ainda e guardarão sempre a firmeza da eternidade, o perfume da elevação, o sabor da poesia e a força da verdade.

Trechos do Livro "A Educação Segundo o Espiritismo" de Dora Incontri

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Atitudes de Urgência



Em favor da paz em ti e em torno de ti, não te esqueças das atitudes de urgência.

Cultiva a fé em Deus para que não te falte a tranquilidade de espírito.

Age sempre, buscando servir.

Lembra-te de que outros farão a ti o que fizeres dos outros e com os outros.

Espalha o bem que puderes, onde puderes e quanto puderes.

Não cobres tributos de gratidão.

Abstém-te de procurar defeitos no próximo, recordando que todos nós - os espíritos ainda vinculados à evolução da Terra - temos ainda o lado escuro do próprio ser por iluminar.

Evita o ressentimento para que o ódio não se te faça veneno na vida e no coração.

Esquece as ofensas, incondicionalmente, na certeza de que as agressões pertencem aos agressores. Já que nem sempre será possível viver sem adversários, não olvides o respeito que lhes é devido.

Se erraste, apressa-te a corrigir-te.

Na hipótese de haveres ferido a alguém, solicita desculpa a quem prejudicaste, reparando essa ou aquela falta cometida.

Cumpre o dever a que te empenhaste.

Não descarregues em ombros alheio as obrigações que te competem.

Guarda fidelidade aos compromissos assumidos para que os teus companheiros se te mantenham fieis.

Não acredites em facilidades sem preço.

Conserva correção nas tarefas pequenas, para que essa mesma correção não se te faça pesada nas grandes tarefas.

Nos instantes de crise, não te suponhas a única pessoa em provação sobre a Terra para que a tua dor não se converta em perturbação.

Trabalha sempre e sê útil, sem transitar nos labirintos do tempo perdido, ainda mesmo quando te reconheças sem a necessidade de trabalhar.

Usa criteriosamente a vida e os bens da vida, reconhecendo que tudo pertence a Deus que, por amor, te empresta semelhantes recursos e a Quem, no momento oportuno, tudo precisarás restituir.

Nessas diretrizes, seguiremos tranquilos, estrada adiante, e, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, estaremos, com a Bênção de Deus, na condição de obreiros da paz.


Do livro “Urgência”, pelo Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Transição Planetária: O Novo Mundo Está Nascendo


No planejamento maior das esferas divinas, não há menção de um futuro caótico cheio de desastres e catástrofes assim como muitos imaginam. A visão da espiritualidade a cerca dos novos horizontes é tão somente recheadas de verdades que estão sendo reveladas à humanidade e que trarão benefícios ímpares. Para o plano de Deus não há nenhuma surpresa para os caminhos que a evolução vai tomar, bem como ao patamar de crescimento que os filhos da Terra atingirão.
Tudo que ocorre na esfera terrestre, assim se faz pela ação das forças universais endereçadas na compensação dos esforços de todos os que trabalharam para a conquista dos anos vindouros. Não há sequer uma gota de desânimo ou pessimismo para os planos superiores, porque esses são pautados na verdade do espírito, que mais hora ou menos hora apareceria diante dos olhos da humanidade de forma tão clara e nítida, que mesmo os mais potentes argumentos mundanos não poderiam absorver os impulsos vibratórios de transformação da realidade e impedir o que é natural: a conquista de um novo mundo. Um novo jeito de pensar a agir a partir das bases amorosas. Aproxima-se a ápice da concentração dessa onda de transformações mundanas, que tem como catalisador o mais sublimes dos sentimentos, o amor. Sim, trata-se de amor, sempre foi ele o grande Avathar, o Logus.
Estamos diante de uma transformação que fará do homem um ser de consciência clarificada, pelo equilíbrio dos seus corpos sutis e densos.
A assepsia está acontecendo, estamos a poucos instantes de começar um movimento na Terra que removerá passo a passo as impurezas e excessos da psicosfera (Massa invisível de energia produzidas por nossos pensamentos e sentimentos que gravita na crosta da terra com a capacidade de influenciar os comportamentos coletivos).
Dessa higienização, gradualmente nascerá um novo mundo, um novo lar para os homens. Isso é transição, isso é a o que o plano divino espera e trabalha para acontecer. Qualquer coisa diferente disso é conseqüência natural de atos falhos e nada tem haver com movimentos naturais da existência terrestre.
O homem jamais pode temer a dor, temer a morte, porque morte não existe e a eternidade é de todos. A noção de vida eterna ainda flutua sobre a consciência dos seres humanos, pois não está ainda devidamente impregnada em suas entranhas. Quando nos conscientizamos, com fé e devoção sobre as verdades universais, nos tornamos calmos, amenos porque nos sintonizamos com a verdade maior. Esse momento é o instante em que os nossos corações pulsam exatamente no mesmo ritmo, na mesma freqüência, do coração de Deus.
O caminho é esse, ajustar nossos corações no mesmo compasso do Grande Coração. No momento em que conseguirmos esta comunhão, o paraíso se instalará na consciência dos homens, portanto a paz reinará.
É para esse movimento que todos os seres de Luz, que todo o plano Divino nas suas multi dimensões estão se preparando. A transição planetária é isso, um aviso estrondoso do coração do Grande Criador para seus filhos desgarrados, que se esqueceram de quem são e onde estão.
Nobres verdades ignoradas à séculos serão escancaradas aos quatro cantos. Moléstias mundanas serão transmutadas, equívocos recorrentes serão sanados e a expansão começará andar finalmente à passos largos. Isso é transição planetária, isso é salto quântico!
Assim, todas as almas dessa nave chamada Terra foram convocadas para servir a Deus, de forma positiva, atenciosa e leve. Acabaram as férias para as consciências adormecidas. Não existe mais descanso para os "desalmados", não existe mais trégua para os "alienados". Por isso que muito se teme a transição, por um medo baseado na preguiça, no comodismo.
Aqueles que estão sintonizados com a vontade maior não devem temer, ao contrário, devem se sentir confiantes, que nesse prisma de leveza e superação, o homem está prestes a descobrir poderes que ele jamais imaginou ter. Em outras palavras, a humanidade está sendo chamada, cobrada, advertida para sua ação, que nada mais resultará em consequências benéficas a ela própria. O ser humano está sendo alertado para a responsabilidade que ele já deveria saber que tem, mas não lembra, não sabe. Portanto, estamos sendo cobrados por nossa própria consciência.
Nunca foi e nunca será uma guerra entre o bem e o mal, mas uma disputa interna entre a sabedoria e a ignorância.
Nesse novo patamar, mesmo que de forma tardia, retardatária, o homem tem tido a possibilidade de retomar suas atitudes na direção de sua responsabilidade como alma eterna.
Cabe nesse momento (quase lúdico para outros tempos), que a força do coração do ser humano, de o "pontapé" inicial nessa obra do divino.

Mensagem de LUARA recebida espiritualmente por Bruno J. Gimenes (Site Luz da Serra)



sábado, 7 de abril de 2012

A Pascoa Espirita


Já estamos na hora de mudar nossos paradigmas e 
por fim as encenações teatrais de adoração onde as pessoas dizem ir ao culto, as sinagogas, igrejas adorar a Deus, mas menosprezam o mesmo Deus nas ruas, como se este, tivesse criado uma linha divisória entre o templo e a oficina. A verdade é que ninguém pode separar suas horas perante si e dizer esta hora é para Deus esta é para mim, esta ação é para Deus esta é para mim.
Toda a terra é seu altar de oração por louva-lo nos templos e despreza-los nas ruas é que temos naufragado mil vezes.
Mais uma páscoa se aproxima e a simonia corre solto como em todas as outras festas religiosas, a Sexta-feira Santa chega e a humanidade desperta da sua letargia profunda, mas é apenas por algumas horas. 
Pois assim que o sol se põe, a humanidade retorna aos seus caminhos tortuosos.
A cada Sexta-Feira Santa as pessoas param com seus afazeres para contemplar uma sombra coroada de espinhos, espinhos estes, que estas mesmas pessoas não quiseram tirar.
Os homens interrompem seus negócios para dirigir-se ao templo pedir ao cristo, mais lucros e confessar seus desenganos, mas o rito nem bem termina e o telefone toca chamando para mais um negócio proveitoso e as promessas ditas a pouco perdem seu valor de imediato.
As mulheres distraídas pelo brilho da vida, apaixonadas por jóias e vestidos, saem na Sexta Feira Santa para de suas casas para as procissões. Mas mal acaba a cerimônia e todos voltam aos seus caminhos entre risadas e comentários desairosos.
Foi apenas mais uma cerimônia religiosa assim como outras tantas, e nisto se resume às religiões em cerimônias onde ninguém cogita, ninguém raciocina, para que serve isto?
Onde vamos chegar com estas encenações teatrais? De adoração exterior onde as pessoas levantam suas mãos em direção aos céus, mas seu coração jaz adormecido nas trevas pantanosas da maledicência, da inveja, do ciúme, e da falsidade. 
De que adianta aceitar a religião, mas não praticar? 
Bradar bem alto para todos ouvir Jesus, Jesus, mas o continuar com os ouvidos do coração surdos para suas mensagens? 
Aonde tudo vai bem se tem milagres, onde Jesus paga contas atrasadas, onde Jesus é proprietário de carros, da casa, da isto aquilo e o crente só precisa para usufruir todas as regalias, contribuir com o dizimo.
Que interessa o que ele disse sobre a humildade, amor ao próximo, fé do tamanho de um grão de mostarda etc, etc. Se esta igreja não tiver o que eu busco existe mil outras para eu garimpar. E assim seguem os garimpeiros dos milagres saltitando de igreja em igreja, de religião em religião em busca de conforto material.
Por isto a Doutrina Espírita segue seu caminho meio que no anonimato, pois não faz milagres, não promete curas, não oferece um lugar especial no céu, a única coisa que oferece e uma escolha: ou ficar no passado apegado ao materialismo dos rituais, dos mitos e da voracidade carnal, ou buscar o espírito e seu poder na espiritualidade pura que a Doutrina oferece.
O Espiritismo tem por finalidade libertar o espírito humano do visco da matéria, para que ele possa alçar o vôo da transcendência. A religião espírita não comporta lamurias e ladainhas, nem exige de seus adeptos atitudes formais, voz modulada, gestos artificiais e estudados. A religião verdadeira não está nos templos, nas Igrejas, mas no coração do homem, na forma de uma lei fundamental da natureza humana - a Lei de Adoração, que leva o homem a adorar a Deus no recesso de si mesmo, sem alardes nem fantasias. 
O mundo celebra o nome de Jesus e as tradições que os séculos teceram em volta de seu nome, mas ele permanece um estrangeiro percorrendo o mundo e atravessando as religiões sem encontrar entre os povos quem compreenda a sua verdade.

Autor Desconhecido.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A Felicidade da Tarefa


Trabalhar e estudar são os caminhos da descoberta e fortalecimento. Todavia, se o tarefeiro não se aplica ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear no seu terreno pessoal as sementes vigorosas que vão lhe conferir, no futuro, a liberdade e a farta colheita do júbilo almejado por ele mesmo. E esse processo exige tempo, disposição incansável de recomeçar, meditação, cultivo de novos hábitos, oração, renúncia, capacidade de sacrifício, vigilância mental, vontade ativa, disciplina sobre os desejos, diálogo fraternal, dever cumprido e amparo espiritual.
Não existe felicidade sem pleno conhecimento de si mesmo. E a convivência é escola bendita. Saber os motivos de nossas reações uns frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas reações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si própria.
O ser humano está cansado de intransigência. Ele quer responsabilidade, liberdade e paz. Se não mudarmos a didática, educando de fora para dentro, quando educação é tirar de dentro para fora, respeitando as singularidades da individualidade e permitindo-lhe o ajustamento pacífico entre os novos conteúdos e sua bagagem espiritual, buscando, através da postura íntima, a responsabilidade, a mudança de hábitos, o controle sobre sua própria existência na direção de novos propósitos.
A luz com a qual clareamos os caminhos alheios é crédito perante a vida, entretanto, somente a luz que fazemos no íntimo nos pertence e é fonte de liberdade e equilíbrio, paz e riqueza na alma.
Há muitas pessoas submetendo-se a largo processo de autocobrança do qual não conseguem vencer, enredando-se em climas desgastantes de desamor a si próprias. E o mais lamentável é que muitos corações passam a acreditar que esse mecanismo de sofrimento é resultado de reflexos de seu passado reencarnatório, quando, em verdade, a pessoa está no labirinto de si mesmo sem conseguir encontrar as saídas pelas quais já poderia ter passado, caso guardasse melhor habilidade na arte de conviver bem consigo próprio.
A felicidade está em nós, no ato de penetrarmos na desconhecida gleba do eu, arando esse terreno fértil para que floresça a Divindade da qual somos todos portadores.

Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Um Minuto Apenas...


Lúcia era uma mulher feliz. Como poucas, acreditava.
Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada. Um filho lhe viera coroar a felicidade. Que mais ela poderia desejar?
Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando. Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido.
Tudo ía muito bem. Até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía. E não era de agora. O problema vinha tomando corpo de algum tempo. Magoada, se dirigiu ao marido. Exigiu-lhe e falou-lhe de respeito. A resposta foi brutal, violenta. O homem encantador tornou-se raivoso, briguento. Chegou a lhe bater.
Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara. Era o cúmulo. Não poderia prosseguir a viver com alguém que chegara à agressão física.
Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia e tomou uma séria decisão. Iria se matar. Acabar com a própria vida. Mais do que isto. Ela desejava vingança. Por isto, tomou o filho de 4 anos pela mão e decidiu que o mataria. Queria que o marido ficasse com drama de consciência.
Seu destino era o Farol da Barra, na cidade de Salvador, na Bahia, onde residia. Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco.
A rua por onde transitava era movimentada. Muitos carros. Enquanto aguardava para atravessar a rua, a criança lhe escapou das mãos e correu, entre os carros. Ela se desesperou. Estranho paradoxo. Conduzia a criança pela mão e tencionava jogá-la do penhasco ao mar para que morresse.
Mas, quando a vê correr perigo, esquecida de si mesma, vai-lhe ao encontro, agarra-a, até um pouco raivosa. Puxa-­a pela mão. Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel.
Lúcia o arranca das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção: Um minuto apenas. Ela lê: Num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega. O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda.
Vai andando, puxando a criança e lendo a página. Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito. Ela terminou de ler. Passou o ímpeto. Em um minuto. Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino. O penhasco estava próximo. Sentou-se e teve uma crise de choro. O impulso de se matar havia desaparecido. Tornou a ler a mensagem. Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no Banco, no mesmo onde seu marido trabalhava.
Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre Espiritismo. Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato. Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a um Centro Espírita.
Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise.
O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar. Desconfiado, adentrou ele também à Casa Espírita. Para descobrir uma fonte de consolo e esclarecimento.
Hoje, ambos trabalham na Seara Espírita. Reconstituíram sua vida, refizeram-se. Os anos rolaram. O garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele.
Em um minuto apenas, a Misericórdia Divina se derrama, cheia de bênçãos, nas vielas escuras dos passos humanos. Corrige, saneia, repara, transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior.

Texto extraído do site Redação do Momento Espírita, com base no cap. 24 do livro O semeador de estrelas, de Suely Caldas Schubert, ed. Leal.

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