Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Março 2012

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

sexta-feira, 30 de março de 2012

Reforma Íntima em Seis Perguntas


1)O que é a Reforma Íntima?
A Reforma Íntima é um processo contínuo de autoconhecimento, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, modelando-nos progressivamente na vivência evangélica, em todos os sentidos da nossa existência. É a transformação do homem velho, carregado de tendências e erros seculares, no homem novo, atuante na implantação dos ensinamentos do Divino Mestre, dentro e fora de si.

2)Por que a Reforma Íntima?
Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espirito.

3)Para que a Reforma Íntima?
Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das últimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e intregando-nos na preparação cíclica do Terceiro milênio.

4)Onde fazer a Reforma Íntima?
Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamento com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

5)Quando fazer a Reforma Íntima?
O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para a conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.

6)Como fazer a Reforma Íntima?
O primeiro passo para realizar a Reforma Íntima é o autoconhecimento. É preciso conhecer para mudar. Ao fim do dia, interrogue a sua consciência e relembre o que fez, perguntando-se a si mesmo se não faltou a algum dever, se não deixou de fazer o bem em alguma ocasião. Evite julgar os outros, mas permita-se analisar a si mesmo! Conhecendo a nossa própria personalidade, é hora de consertarmos nossos erros e trabalharmos nossas qualidades, para que nos tornemos pessoas melhores. Allan Kardec nos deixou o seguinte ensinamento: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações.” Deve, pois, trabalhar para que hoje tenha algo de melhor do que ontem e que amanhã tenha algo de melhor do que hoje. A criatura que trabalha a sua Reforma Íntima torna-se, aos poucos, mais tranqüila, mais serena diante das dificuldades da vida, mais paciente e amorosa com os outros, enfim, torna-se mais feliz!

Autor desconhecido, texto recebido por e-mail.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Eleve seus Pensamentos e Chegue até Deus


Pois é, você vai dizer: mas que frase mais clichê... Os intelectuais de plantão dirão: pura besteira, pensamentos nada têm a ver com chegar a Deus.
Nossa mente sempre tem a tendência a racionalizar aquilo que desconhecemos. Somos precisamente matéria física, acreditamos no que os nossos olhos vêem, naquilo que está próximo a nós, em tudo que nossas mãos possam tocar.
Poucos de nós têm a consciência de que tudo que aí está, diante de nós, foi criado pela força do nosso próprio pensamento. Tudo que existe nós próprios fomos os criadores. Quando aqui chegamos a esse planeta, já havíamos pré-estabelecido o lugar onde iríamos dar o primeiro suspiro de vida.
Mas quando, finalmente, crescemos e nos tornamos adultos, a nossa mente através do nosso ego, procura racionalizar nossas sensações de que algo mais existe em nosso caminho e nos tornamos céticos em relação à nossa consciência divina.
Temos que primeiro ver para depois crer, tal qual a São Tomé em relação aos feitos de Jesus Cristo.
E assim, vamos vivendo, errando aqui, acertando ali, caindo e se levantando, brigando, aceitando.
Revoltados com as situações de vida que nos fazem infelizes, amando, odiando, querendo, perdendo, procurando sempre aquele verdadeiro amor que nunca nos chega, ou quando ocorre, não valorizamos e perdemos. Em situações assim adversas, acabamos por contrair doenças graves, tornamo-nos hipertensos, adquirimos depressão e cristalizamos tanto essa nossa condição doente, que muitas vezes o quadro torna-se irreversível.
Pare e pense: como você chegou a isso? Se ao nascer, você era um ser puro e divino, que veio a esse mundo para trazer alegria àquela família que você próprio escolheu... Como aquele sorriso desprendido daquela criança, que hoje você vê só nas fotos da infância, não mais existe? Como você se tornou uma pessoa amarga e descrente da vida?
Eu lhe digo: você mesma através do seu pensamento criou e materializou essa vida de infelicidade, seu pensamento foi e é até hoje o criador de tudo o que vive agora. Aquela criança, que tanta alegria trouxe ao nascer, tornou-se adulta e inconscientemente, deixou que sua mente racionalizasse todo e qualquer momento de emoção que a vida dá e nada cobra. O ego tomou a frente do ser que se tornou adulto e, através da mente, agora comanda a sua vida de tristezas.
Inconscientemente, somos levados a crer em tudo que se apresenta diante de nós, de uma forma física. Não somos treinados a olhar para dentro e, sim, para o que está aí mundo a fora, brilhando diante dos nossos olhos. Uma inversão de valores nos arrasta cada vez mais para o fundo do poço. Hoje se dá importância ao ter, valoriza-se o engodo, ao levar vantagem diante do outro ser semelhante a nós. Atualmente, o homem é só mais um em qualquer vitrine, ou outdoor do mundo.
Hoje o amor só existe por mero interesse das partes envolvidas, por isso tanta desunião e famílias desajustadas, tantas meninas e meninos entregues às drogas; por isso, tanta violência e insegurança, tantos muros altos e carros blindados, tantos crimes e tantas famílias arrasadas.
Você não entende tudo isso? Isso é criado pelo homem através do seu pensamento egoísta, do seu pensamento de lucro fácil, através de suas mazelas e de querer sempre levar vantagem junto ao outro, de querer o poder pelo poder.
Não se engane, pensamentos tomam forma e tudo o que aí está é próprio da mente e do ego do homem, daquele que se acha melhor que todos, acima do bem e do mal.
Quer viver feliz, quer encontrar a paz, procure rever seus valores, repensar a sua vida, não deixe que o seu ego, através da sua mente, aprisione você em um mundo de infelicidade. Procure elevar seu pensamento, não querendo tripudiar em cima do seu semelhante. Não se deixe levar por maus pensamentos que muitos querem que você acredite.
Creia, somos todos iguais diante de Deus e só chegaremos a ele elevando nossos pensamentos, aqui e agora, pois queiram ou não, Somos todos um.

Autor: Nelson Sganzerla, texto extraído do site Somos Todos Um.

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Que Importa...


Notas o desprezo.

O abandono te tortura.

Mas o que importa é tua fé.

Ouves a calúnia.

A falsidade te fere.

Mas o que importa é tua verdade.

Assistes à revolta.

A violência te atinge.

Mas o que importa é teu perdão.

Observas o orgulho.

A arrogância te machuca.

Mas o que importa é tua humildade.

Reparas a inveja.

O despeito te constrange.

Mas o importa é tua paz.

O importante não é o que os outros pensam, falam ou fazem contigo.

O que realmente importa é tua atitude.


Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Antônio Baduy Filho

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Canoa


Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava
as pessoas de um lado para o outro.
Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Companheiro, você entende de leis?
-Não, respondeu o barqueiro.
E o advogado, compadecido: – É uma pena, você perdeu metade da vida.
-A professora, muito social, entra na conversa:
-Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
-Também não, respondeu o barqueiro.
-Que pena! Condói-se a mesma – Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro, preocupado, pergunta :
-Vocês sabem nadar?
-Não !!!! Responderam o advogado e a professora, rapidamente.
-Então…disse o barqueiro…é uma pena – VOCÊS PERDERAM TODA A VIDA !


MORAL DA HISTÓRIA:
” Não há saber maior ou menor, há saberes diferentes."
Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato. Cada uma delas tem algo de diferente a nos ensinar.

Autor: Paulo Freire

segunda-feira, 19 de março de 2012

Esmolas Esquecidas


Dá o que possas, como possas e quanto possas, em benefício dos outros, mas recorda sempre as esmolas esquecidas:
- O timbre de voz fraterna com quem ainda não te simpatizas;
- O sorriso acolhedor para a visita inesperada;
- O minuto de boa vontade no esclarecimento amigo;
- A simples conversação reconfortante com a pessoa, cuja presença te desagrada;
- O silêncio generoso ante a provocação daqueles que ainda não te compreendem;
- A insignificante gentileza na via pública;
- A referência construtiva em favor dos ausentes;
- O serviço singelo aos desconhecidos;
- A oração pelos adversários;
- A consideração para com os mais velhos;
- O amparo à criança;
- A ligeira visita aos doentes;
- O bilhete afetuoso ao irmão necessitado de bom ânimo;
- O carinho em casa;
- O socorro aos desalentados;
- A palavra otimista para quem te ouve;
- A leitura edificante;
- O respeito às situações que não conheces;
- O auxilio à natureza;
- A cooperação desinteressada no bem.
Não te afastes do abençoado serviço a todos.
Os pequeninos gestos espontâneos da verdadeira fraternidade são alicerces seguros na construção do Reino de Luz e Amor.

Pelo Espírito Scheilla. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro Seguindo Juntos. Lição nº 14. Página 60.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os Semelhantes Se Atraem


Conta-se a história de que há um lugar chamado de "A Casa dos Mil Espelhos" e que , certa vez, um pequeno e feliz cãozinho lá entrou e se deparou então com sua imagem refletida, vendo milhares de imagens que refletiam o que ele era... Eram milhares de cãezinhos alegres, saltitantes, felizes, balançando tão rapidamente as suas caudas... O cachorrinho sorriu e foi correspondido com milhares de sorrisos... Quando saiu da casa, pensou:
- Que lugar maravilhoso é aquele! Voltarei sempre! Estou tão feliz!
Também outro cão, vendo a alegria do primeiro, se aventurou na mesma Casa. Entrou com medo, disfarçando os seus passos e quando chegou ao grande salão dos espelhos se deparou com a imagem de milhares de cães assustados e hostis... Então ele rosnou raivoso e todos os demais rosnaram de volta. Ele latiu e mostrou os dentes e todos os outros fizeram o mesmo. Quando dali saiu, pensou:
- Que lugar horrível. Nunca mais voltarei lá!
Somos mais ou menos assim diante da vida. Quando sorrimos, recebemos sorrisos de volta. Quando somos hostis, fechados, tristes, recebemos sentimentos do mesmo calibre.
De algum modo somos atraídos e nos sentimos bem com uma vibração irradiada pelos demais que sejam semelhantes à nossa.
Já perceberam como as pessoas mais tristes, derrotistas, invejosas não convivem bem com aquelas que, por qualquer motivo, trabalham, sorriem ou obtém pequenas vitórias na vida? Os concursandos que são vitoriosos nos "vestibulares" da vida, nos processos seletivos em busca de emprego etc, obtendo as melhores colocações, normalmente são as pessoas mais otimistas e "de bem com a vida" e que não costumam ligar "para as opiniões alheias", apenas fazendo a sua parte, ao passo que há tantos que mais se preocupam com o progresso alheio do que em progredir em suas próprias vidas...
Alguns, como dizem os americanos, quando recebem um "limão" não sabem o que fazer, enquanto outros "fazem uma limonada"... Albert Eistein disse que "no meio de toda dificuldade reside uma oportunidade". Então busquemos fazer isso, olhar as coisas de um outro modo, mudar nossos padrões de pensamento, procurar uma saída em vez de ficarmos nos prendendo ao passado ou remoendo mágoas e sentimentos menores.
Paz e Luz!


Texto extraído do blog “Ordem e Escola Espiritualista Bezerra de Menezes”.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Você Sabe Perdoar?


A mágoa é cultivada com esmero, no transcorrer dos dias e dos meses, até se consolidar em ódio, que acaba por consumir àquele que o alimenta.

As manchetes falam de pessoas que planejam com detalhes a sua desforra, ainda que levem muito tempo concretizá-la.

Mesmo no lar, muitas vezes, os pais incentivam os filhos a não receber desaforos sem revidar de imediato e a detestar e perseguir aqueles que, de alguma forma, os agridem.

No entanto há seres humanos verdadeiramente grandes, que brilham vez ou outra pelos excelentes exemplos.

Lembramos, pela oportunidade do fato, de Bud Welch, pai de Julie Marie, sua única filha. Ela foi morta na explosão ocorrida em um prédio federal no dia 19 de abril de 1995, em Oklahoma City. Outras 167 pessoas morreram na mesma oportunidade e o terrorista Timothy Mac Veigh, autor do atentado foi preso, julgado e condenado à morte.

Pois Bud Welch, que participa do grupo famílias de vítimas de assassinatos pela reconciliação, cujos membros pregam o perdão, lutou pela suspensão da execução do terrorista, até o último momento.

Contrário à pena de morte, Bud se afirmava satisfeito por estar fazendo tudo o que era humanamente possível para suspender a execução daquele homem. "vou me sentir bem por ter tentado" afirmou.

Ao lado deste coração de pai ferido, que teve sua única filha morta na explosão da bomba, outros tantos se movimentaram nos dias que antecederam à execução.

A anistia internacional pediu ao presidente americano que a execução não se desse.

O grupo americano da organização de defesa dos direitos humanos, encarregado do programa para o fim da pena de morte, sugeriu a introdução imediata de uma moratória sobre a aplicação da pena de morte nos estados unidos.

Apesar de tudo, Timothy Mac Veigh foi morto. Mas ficou a lição de um coração paterno movendo céus e terra para que uma vida fosse preservada, a do assassino de sua filha.

Perdoar significa valiosa conquista do espírito sobre si mesmo, superando imposições inferiores do ego.

O grande desafio para o homem inteligente, que tem os olhos postos no infinito é se dedicar ao equilíbrio.

Esquecer o mal recebido é atitude que demonstra o desenvolvimento de aptidões superiores que, afinal, se encontram inatas em todas as criaturas e aguardam, somente, serem acionadas e colocadas em prática.

Texto extraído do site "Momento Espírita".

sexta-feira, 9 de março de 2012

Um Amor Especial


Quando Jéssica veio ao mundo, trazia a cabeça amassada e os traços deformados, devido ao parto difícil vivido por sua mãe. Todos a olhavam e faziam careta, dizendo que ela se parecia com um jogador de futebol americano espancado.
Todos tinham a mesma reação, menos a sua avó. Quando a viu, a tomou nos braços, e seus olhos brilharam. Olhou para aquele bebê, sua primeira netinha e, emocionada, falou: Linda.
No transcorrer do desenvolvimento daquela sua primeira netinha, ela estaria sempre presente. E um amor mútuo, profundo, passou a ser compartilhado.
Quando a avó recebeu o diagnóstico, anos depois, de Mal de Alzheimer, toda a família se tornou especialista no assunto.
Parecia que, aos poucos, ela ia se despedindo. Ou eles a estavam perdendo.
Começou a falar em fragmentos. Depois, o número de palavras foi ficando sempre menor, até não dizer mais nada.
Uma semana antes de morrer, seu corpo perdeu funções vitais e ela foi removida, a conselho médico, para uma clínica de doentes terminais.
Jéssica insistiu para ir vê-la e seus pais a levaram. Ela entrou no quarto onde a avó Nana estava e a viu sentada em uma enorme poltrona, ao lado da cama.
O corpo estava encurvado, os olhos fechados e a boca aberta, mole. A morfina a mantinha adormecida.
Lentamente, Jéssica se sentou à sua frente. Tomou a sua mão esquerda e a segurou. Afastou daquele rosto amado uma mecha de cabelos brancos e ficou ali, sentada, sem se mover, incapaz de dizer coisa alguma.
Desejava falar, mas a tristeza que a dominava era tamanha, que não a conseguia controlar. Então, aconteceu...
A mão da avó foi se fechando em torno da mão da neta, apertando mais e mais. O que parecia ser um pequeno gemido se transformou em um som, e de sua boca saiu uma palavra: Jéssica.
A garota tremeu. O seu nome. A avó tinha 4 filhos, 2 genros, uma nora e seis netos. Como ela sabia que era ela?
Naquele momento, a impressão que Jéssica teve foi que um filme era exibido em sua cabeça. Viu e reviu sua avó nos 14 recitais de dança em que ela se apresentou.
Viu-a sapateando na cozinha, com ela. Brincando com os netos, enquanto os demais adultos faziam a ceia na sala grande.
Viu-a, sentada ao seu lado, no Natal, admirando a árvore decorada com enfeites luminosos.
Então Jéssica olhou para ela, ali, e vendo em que se transformara aquela mulher, chorou.
Deu-se conta que ela não assistiria, no corpo, ao seu último recital de dança, nem voltaria a torcer com ela pelo seu time de futebol.
Nunca mais poderia se sentar a seu lado, para admirar a árvore de natal. Não a veria toda arrumada para o baile de sua formatura, ao final daquele ano.
Não estaria presente no seu casamento, nem quando seu primeiro filho nascesse.
As lágrimas corriam abundantes pelas suas faces. Acima de tudo, chorava porque finalmente compreendia como a avó havia se sentido no dia em que ela nascera.
A avó olhara através da sua aparência, enxergara lá dentro e vira uma vida.
Lentamente, Jéssica soltou a mão da avó e enxugou as lágrimas que molhavam o seu rosto.
Ficou de pé, inclinou-se para a frente e a beijou.
Num sussurro, disse para a avó: Você está linda.

Autor:
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Linda, de autoria de Jéssica Gardner, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres...


No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.
Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.
Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.
Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.
Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são  conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.
Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.
Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver.
Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.
Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.
Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.
Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.
Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.
Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.
Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.
Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.
Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.
Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.
A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes.
Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção.

Texto extraído do site "Momento Espírita".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Superando Dificuldades


Não estamos na terra para sofrermos eternamente, mas sim, para que nosso Espírito evolua, por isso a necessidade de tantas provas, que muitas vezes nos fazem sofrer.
Porém, dentro de cada um de nós, existe uma tremenda força interior, capaz de nos fazer continuar a jornada, enfrentando qualquer obstáculo que apareça.
Uma força que faz com que descubramos que somos sim, capazes de atravessar as tormentas e ir em busca de um novo horizonte. De que se uma pedra nos atinge, saberemos que a dor se fará presente sim, mas também passará, e de que podemos superar o sofrimento e com fé, uma nova porta se abrirá. Basta antes de tudo que acreditemos nessa força interior, que todos nós, sem exceção, temos.
O que ocorre é que muitos não acreditam em seu potencial interno, acreditam que não são capazes e por isso, muitas vezes, abandonam o caminho que se abre a sua frente.
Se rendem ao medo e a insegurança, passam a acreditar que têm pouca fé e por isso, não são capazes de enfrentar as adversidades da vida.
Porém, repito, dentro de cada um de nós encontra-se uma luz intensa que guiará os nossos passos, é preciso que confiemos e busquemos no nosso íntimo as ferramentas que com certeza o Pai nos concedeu.
Muitas vezes, admiramos algumas pessoas que cruzam nosso caminho, nos sentimos bem ao lado delas, admiramos a energia que elas irradiam, acreditamos que elas sejam diferenciadas.
Sim, cada um possui o seu grau de evolução, mas todos são especiais perante Deus e a cada um foi concedido um dom, para que pudéssemos prosseguir da melhor foram possível com o nosso progresso espiritual.
Por isso, valorizemos a pessoa que somos, assumamos as nossas fragilidades, não nos culpemos pelos erros nem pela mágoa que ainda não encontrou o perdão, tudo tem o seu tempo.
O importante é continuar, passo a passo, a cada instante. É compreender que não somos seres perfeitos, mas que a cada momento, aprendemos uma nova lição.
De que se ainda não conseguimos superar uma fraqueza, o simples fato de pararmos e refletirmos sobre isso, já é uma evolução.
Devemos sim, nos espelhar em bons exemplos, buscar auxílio de pessoas que confiemos, nos inspiramos nas boas qualidades alheias, mas jamais, nos esquecermos que também somos capazes de muito realizar.
De que em nosso íntimo pulsa muita energia, de que podemos sim, realizar a nossa reforma íntima, enfrentar toda e qualquer prova, por mais dolorosa que seja.
Seremos sempre amparados pela Providência Divina e por muitos companheiros que cruzarão nosso caminho, mas é dentro de nós que reside uma imensa força e quando realmente nos sintonizarmos a ela, descobriremos a fé e a coragem para irmos adiante, atravessaremos as trevas e ao invés de almejarmos o sol, passaremos a ser o sol a brilhar em nossa vida, principalmente nos dias chuvosos.
Não olvidemos dessa força interior, ela está em nós e quando confiarmos em nosso potencial, veremos como muito iremos realizar, como as mudanças virão e como novos horizontes também.
Acreditemos, a força interior pulsa em nós.
Hoje e sempre...

Texto de Sônia Carvalho, autora do livro"E a Vida se Renova".

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