Aum ॐ Meu Recanto de Paz: 2012

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feliz Ano Novo!


Para ser feliz,
próspero,
vencedor,
receber amores e dádivas,
bênçãos e distinções,
podes formular votos,
tecer esperanças,
alinhavar projetos,
enumerar decisões,
vestir cores certas,
brindar à sorte.

Porém,
se no coração,
o homem velho prossegue,
se o ontem ainda te governa,
se melhoras apenas te farão,
mais forte no que te é dispensável,
então prosseguirás,
ano após ano,
imerso no mesmo tempo,
estacionário,
por livre e espontânea vontade,
de um eterno ano velho,
passado.

André Luiz


Desejo à todos os amigos um 2013 repleto de muitas bênçãos, muito amor e fraternidade em nossos corações, na certeza de que estamos todos a bordo de uma imensa "nave" chamada Terra, que viaja em direção à LUZ!!! Muita paz!!

Mari Rehermann

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Seja a Fonte


Seja Fonte...
Fonte de água pura e cristalina.
 

Seja Porto...
Porto de chegada de almas cansadas,
seja porto para aqueles que andam perdidos
pelo mundo.
 

Seja Ponte...
Ponte que liga a vida terrena à eternidade do céu. Seja a passagem, e não o atalho,
seja o caminho livre e não o pedágio.
 

Seja Estrada...
Estrada longa, gostosa de passear,
estrada iluminada de dia pelo sol e de noite pelo luar.
 

Seja Estrela...
Seja a estrela que mais brilha no firmamento.
Para ser estrela, ilumine os que te cercam,
distribua luz gratuitamente.
 

Seja Chuva...
Chuva que molha os corações secos, vazios de amor,
de esperança, de paz.
Seja chuva que inunda os campos áridos,
que molham os jardins.
 

Seja Árvore...
Árvore que dá frutos para quem tem fome,
que dá sombra e refresca o árduo calor
dos caminhantes que seguem pela vida.
 

Ser Fonte,
ser Porto,
ser Ponte ou Estrada,
ser Estrela,
ser Chuva ou ser Árvore...
 

É FAZER SEMPRE A VONTADE DE DEUS,
QUE ELE ESTEJA NO CONTROLE

Autor: desconhecido

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cada Um


Cada um dá o que pensa.

Cada um cede o que tem.

Cada um encontra o que procura.


Cada um recolhe o que semeia.


Cada um aprende o que estuda.


Cada um dispõe do que entesoura.


Cada um permanece onde se coloca.


Cada um realiza o que imagina.


Cada um mentaliza o que sente.


Cada um faz o que deseja.


Cada um recebe conforme pede.


Cada um se mostra finalmente por fora como age por dentro.


Cada espírito é um mundo por si.


Cada coração é continente diverso da vida infinita.


Cada propósito é uma força.


Cada anseio é uma oração.


Cada atitude é uma causa.


Cada resolução é um movimento.


Cada existência é um livro original.


Cada gesto é uma semente que produz sempre, segundo a natureza que lhe é própria.


Guardemos, assim, a nossa bússola imantada em Jesus, na grande viagem da evolução, de vez que, de acordo com a Sabedoria Divina, "cada qual receberá do Universo, do mundo e das criaturas, de conformidade com as próprias obras".



Do livro Cartas do coração. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal


Diante do bolo iluminado, abraças, feliz,
os entes amados que chegaram de longe...
Ouves a música festiva que passa, de leve,
por moldura de harmonia às telas da natureza...

Entretanto, quando penetrares o templo da oração,

reverenciando o Mestre que dizes amar,
mentaliza o estábulo pobre.
Ignoramos de que estrela estaria chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.

Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais,

os dedos calosos dos homens do campo,
o carinho das mulheres simples
que lhe ofertaram as primeiras gotas do próprio leite
e o sorriso ingênuo dos meninos descalços
que lhe receberam do olhar a primeira nota de esperança.

Lembra-te do Senhor, renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem..


Contemplarás, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas.

Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo, há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca.

Surgem mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou.


Trabalhadores cansados falam do abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...


Divide, porem, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e nos recintos de palha e sombra a que te acolhes,

encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida,
ao mesmo tempo que, nos escaninhos da própria mente,
escutarás, de novo, o cântico do Natal,
como de repetido na pauta dos astros:

- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

Chico Xavier
Extraído do blog "Mentores de Luz"

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Página do Caminho


Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito. A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.

Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso. Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.

Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais. Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.
 
Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado. Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.

Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes. No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.

É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações. Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.

Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.
A queda e a deserção de um não justificam as de outro.
Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.
Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.

De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera. Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.

É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça. Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.

Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte. Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.

Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só. Possuía legiões de Espíritos angélicos. Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.

Ajudava a todos e chorou sem ninguém. Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.

Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.
Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.

Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos gloriosos.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Pai Nosso


Pai Nosso, que estás nos Céus,
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Deste mundo de escarcéus.

Santificado, Senhor,
Seja o teu nome sublime,
Que em todo o Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.

Venha ao nosso coração
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada da redenção.

Cumpra-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra,
Nos Céus, como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.

Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito na luz, no carinho

Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniquidade e de dor.

Auxilia-nos, também,
Nos sentimentos cristãos,
A amar nossos irmãos
Que vivem longe do bem.

Com a proteção de Jesus,
Livra a nossa alma do erro,
Sobre o mundo de desterro,
Distante da vossa luz.

Que a nossa ideal igreja
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor… Assim seja.

* XAVIER, Francisco Cândido. Parnaso de além-túmulo. Mensagem do Espírito José Silvério Horta. 18. ed. (especial). Rio de Janeiro: FEB, 2006, p. 351-352.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ponderação



Diante do mal quantas vezes!...

Censuramos o próximo...

Desertamos do testemunho da paciência...

Criticamos sem pensar...

Abandonamos companheiros infelizes à própria sorte...

Esquecemos a solidariedade...

Fugimos ao dever de servir...

Abraçamos o azedume...

Queixamo-nos uns dos outros...

Perdemos tempo em lamentações...

Deixamos o campo das próprias obrigações...

Avinagramos o coração...

Desmandamo-nos na conduta...

Agravamos problemas...

Aumentamos o próprios débitos...

Complicamos situações...

Esquecemos a prece...

Desacreditamos a fraternidade...

E, às vezes, olvidamos até mesmo a fé viva em Deus...

Entretanto a fórmula da vitória sobre o mal ainda e sempre é aquela senha de Jesus:

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI!!...


Bezerra de Menezes

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Prece Para as Manhãs



Senhor Jesus,
neste dia que se abre para uma nova jornada,
peço a sua benção, escudo contra o mal,
peço a sua paz, fonte de serenidade,
peço a sua bondade, que iguala os seres humanos,
peço a sua renúncia, que nos sustenta diante das provas.

peço a sua resignação, para aceitar o que não compreendo,
peço a sua dedicação, para servir sem olhar a quem,
peço a sua certeza, para ir além das minhas dúvidas,
peço a sua serenidade, para pensar antes de agir,
e peço a sua compreensão para os meus pedidos,
pois ainda não sei oferecer mais de mim.
Ainda não sei agradecer como deveria.

Então, ensina-me a te adorar,
a devolver amor em toda e qualquer circunstância,
e ainda que eu ande em meio a escuridão do desamor,
ainda que me perca na raiva ou no ódio da incompreensão,
eu lhe peço,
tem compaixão das minhas fraquezas,
e quando todos me acusarem,
que eu possa encontrar os teus olhos,
eles serão meus faróis.

E se ainda assim, eu não tiver forças para seguir,
que eu possa estender as mãos,
pois sei que as tuas estarão esperando as minhas,
pois de tudo que há em Ti,
nada supera o Teu Amor.

Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dá e Receberás


1 – Ajuda ao companheiro mais pobre que tu mesmo e adquirirás em companhia dele a paciência e a humildade para as horas difíceis.


2 – Ensina a quem sabe menos que tu e a sabedoria ampliar-te-á os méritos culturais pela recapitulação dos valores educativos.


3 – Reparte o teu pão com os famintos, socorre os infelizes, veste os andrajosos e sentir-te-ás mais rico, dentro das possibilidades singelas de tua casa.



4 – Auxilia ao doente e receberás mais segura proteção ao teu próprio equilíbrio orgânico, de vez que aprenderás a preservar os tesouros da saúde.



5 – A caridade é sempre maior para aquele que dá.



6 – O bem é constantemente multiplicado nas mãos que o distribuem, elevando-se em direção ao Céu, assim como a fonte que se derrama para benefício de todos, cresce indefinidamente, a cominho do mar.



7 – Não te esqueça de ajudar, onde possas, quanto possas e como possas, dentro da consciência irrepreensível porque é a Lei Divina que mais recebe aquele que auxilia, auxilia, enriquecendo a vida de luz, de alegria e de amor, levando a efeito, assim, o seu próprio enriquecimento.

 

Fonte:  livro “Marcas do Caminho”
Psicográfia: Francisco Cândido Xavier
Espíritos diversos


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tensão Emocional


Não raro, encontramos, aqui e ali, os irmãos doentes por desajustes emocionais.
 
Quase sempre, não caminham. Arrastam-se. Não dialogam. Cultuam a queixa e a lamentação.

E provado está que, na Terra, a tensão emocional da criatura encarnada se dilata com o tempo.

Insegurança, conflito íntimo, frustração, tristeza, desânimo, cólera, inconformidade e apreensão, com outros estados negativos da alma, espancam sutilmente o corpo físico, abrindo campo a moléstias de etiologia obscura, à força de se repetirem constantemente, dilapidando o cosmo orgânico.

Se consegues aceitar a existência de Deus e a prática salutar dessa ou daquela religião em que mais te reconfortes, preserva-te contra semelhante desequilíbrio...

Começa, aceitando a própria vida, tal qual é, procurando melhorá-la com paciência.

 
Aprende a estimar os outros, como se te apresentem, sem exigir-lhes mudanças imediatas.
 
Dedica-te ao trabalho em que te sustentes, sem desprezar a pausa de repouso ou o entretenimento que se te restaurem as energias.
 
Serve ao próximo, tanto quanto puderes.
 
Detém-te no lado melhor das situações e das pessoas, esquecendo o que te pareça inconveniente ou desagradável.
 
Não carregues ressentimentos.
 
Cultiva a simplicidade, evitando a carga de complicações e de assuntos improdutivos que te furtem a paz. 

Admita o fracasso por lição proveitosa, quando o fracasso possa surgir.
 
Tempera a conversação com o fermento da esperança e da alegria.
 
Tanto quanto possível, não te faças problema para ninguém, empenhando-te a zelar por ti mesmo. 
 
Se amigos te abandonam, busca outros que consigam compreender com mais segurança.
 
Quando a lembrança do passado não contenha valores reais, olvida o que já se foi, usando o presente na edificação do futuro melhor.
 
Se o inevitável acontece, aceita corajosamente as provas em vista, na certeza de que todas as criaturas atravessam ocasiões de amarguras e lágrimas.
 
Oferece um sorriso de simpatia e bondade, seja a quem for.
 
Quanto à morte do corpo, não penses nisso, guardando a convicção de que ninguém existiu no mundo, sem a necessidade de enfrentá-la.

E, trabalhando e servindo sempre, sem esperar outra recompensa que não seja a bênção da paz na consciência própria, nenhuma tensão emocional te criará desencanto ou doença, de vez que se cumpres o teu dever com sinceridade, quando te falte força, Deus te sustentará, e onde não possas fazer todo o bem que desejas realizar, Deus fará sempre a parte mais importante!...

(Do livro "Companheiro", pelo Espírito Emmanuel, Francisco C. Xavier)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Paz...



'Quando os bons forem maioria, o mal há de se esconder de vergonha'.
Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 11, item 12.

Para haver paz não basta aumentar o policiamento das ruas, melhorar a segurança dos prédios e casas, ou leis mais severas. Paz não se cria por Decreto, ou Lei, nem com construção de mais presídios.
 
Paz é construção coletiva de um povo. Envolve uma prática constante de atitudes éticas e amorosas. Seja em que domínio de ação for: em casa, no trabalho, na rua, nas escolas, nas estradas...
Observo, com tristeza, que, por vezes, aquele que reclama da insegurança na cidade costuma ser partícipe, de alguma forma, daquilo que gera a violência.

Explico melhor... por exemplo, o empresário que remunera inadequadamente seu funcionário, quando poderia diminuir um pouco seus rendimentos e lucros em favor daqueles que fazem sua empresa produzir, está criando dificuldades na vida de seu funcionário, que tem suas oportunidades de desenvolvimento, via de regra, diminuídas, bem como de todos os que dependem dele para viver.

E como "desenvolvimento" pense, por exemplo, em estudos, não só profissionalizantes, mas também estudos que promovam expansão de consciência. Pense também em lazer e cultura, que advém da compra de livros, de idas ao teatro e cinema, a shows, possibilidades de viagens... Ou até mesmo no desenvolvimento de hobbies como os ligados a todos os tipos de artes e esportes.

Quando a alma se alimenta, aquietam-se os instintos mais selvagens. E a alma se alimenta do belo, das sutilezas, da bondade, daquilo que toca a sensibilidade, do amor. Vejo pessoas que reclamam da falta de cordialidade no trânsito e são os primeiros a não serem gentis quando dirigem seus carros.

Reclama-se da violência das ruas e estes mesmos, tantas vezes, educam suas crianças com tapas, gritos, humilhações, desprezo, indiferença. Tratam aqueles que lhe são subordinados com desprezo e impaciência também.

Por outro lado, vejo trabalhadores, que mentem, que não se comprometem, que detestam o que fazem, que não sentem nenhum tipo de vínculo bom e positivo com seus colegas de trabalho ou com seus empregadores.

Infelizmente, criamos uma sociedade imatura emocionalmente, individualista, que não quer assumir responsabilidades, que empurra para baixo do tapete os desafios sociais que precisam ser enfrentados de frente. Sociedade que cria indivíduos excluídos de todos os tipos e os empurra para longe. Que quer a paz vinda dos cassetetes e dos cárceres, mas não constrói a paz verdadeira, e possível, que só nasce na convivência generosa, amável, gentil. Quando se abrem portas, criam-se laços de confiança e amorosidade.

Criminosos e psicopatas precisam ser tratados longe da sociedade, sim, com certeza. E quanto aos indiferentes, aos gananciosos, aos narcisistas e aos insensíveis que ajudam a criar esse tipo de doença social? O que fazer?

Precisamos de uma nova pedagogia para a convivência, para o viver pacífico.

"Seja a paz que deseja ver no mundo", disse Gandhi! Mas vá além da paz do silêncio meditativo, pratique a paz na rotina de seu dia a dia, sendo o elo forte desse cordão de vida que a todos nós conecta.

Thais Accyoli

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Felicidade

 
O Texto a seguir foi elaborado a partir de uma palestra do físico, psicólogo, PhD. e praticante budista Allan Wallace - aluno de Dalai Lama - e ao final concluímos com uma mensagem de Emmanuel sobre o tema. Vejam por si mesmos as similaridades.

Trechos da palestra:

Houve um tempo em que a busca da felicidade genuína, da compreensão da realidade e da aquisição de virtudes eram consideradas indissociáveis.

O cultivo dessas três dimensões é essencial para uma vida significativa. Na sociedade moderna, essas buscas estão separadas uma das outras e muitas vezes em conflito.

Busca-se felicidade nos shoppings, por exemplo. O que denota claramente uma falta de compreensão da realidade do próprio funcionamento da mente.

Allan Wallace segue dizendo que conhece vários Prêmios Nobels, com muito reconhecimento social e financeiro. São felizes? Não muito. Não é requisito para ganhar o Prêmio Nobel desenvolver valores de caráter, virtudes.

Há uma forte correlação entre felicidade genuína, compreensão do mundo e aquisição de virtudes. Wallace alerta que há hoje sinais novos de doenças mentais, que são reconhecidas como algo comum e que por ser comum seria saudável: a frouxidão mental (perda de clareza e nitidez da atenção), a excitação (agitação involuntária e desejos compulsivos) .

O Físico e Psicólogo segue com o exemplo de pessoas que não conseguem sentar sem mexer alguma parte do corpo por 5 minutos, não conseguem ficar sem acessar celular, internet ou outros estímulos por um período curto que seja. A mente não está em paz. É o oposto de meditação.

Mais adiante, segue diferenciando os tipos de felicidade.

Haveria uma felicidade mundana. Está ligada a estímulos sensoriais. Por exemplo, comprar produtos. Ter um bom sonho durante a noite. Ouvir uma música agradável. Ter uma relação afetiva baseada na estética, ganhos sociais e/ou financeiros decorrentes dela. A “felicidade” mundana pode ser obtida também por drogas. Em suma, ela é baseada e dependente do que você consegue obter de fora.

Para muitos a busca de felicidade fica nessa dimensão. É o retorno à fase de nossa civilização chamada de “Caçadores e Coletores”: íamos para florestas, caçamos, estocamos...ou seja, pegamos algo do ambiente. Com o acréscimo da população, isso leva a conflito, pois os recursos não são mais abundantes.

Mais do que isso, todas essas coisas em algum tempo, já perdem seu valor.

Wallace vai além: “...há uma alternativa, conhecida no cristianismo primitivo, no budismo e no hinduísmo. Há uma qualidade de bem estar que não vem do mundo externo, mas aquilo que podemos dar ao mundo externo. Ser generoso, atencioso, gentil, traz ao ser uma sensação de bem estar mais duradoura e que está associada à atenção plena em si mesmo e nos próprios valores. A meditação – essencialmente –trabalha essa questão. Meditar é cultivar os corações e mentes.

O sistema educacional teria como função cultivar as mentes, mas não educamos a serem pessoas melhores e sim a desenvolver habilidades de caçar e coletar mais, ou seja, meios hábeis para adquirir coisas. E pessoas.

Em pesquisas, temos percebido que a aquisição de virtudes estão mais desenvolvidas em pessoas que apresentam uma felicidade genuína e duradoura, que passa pelas adversidades da vida independente dos estímulos externos que ela receba. E há tristeza também nessas pessoas, mas estão menos associadas a frustações egoístas.

Há um deslocamento do Ego para o outro. E o outro tem um valor intrínseco não pelo o que ele agrega ao nosso Ego, mas sim por um sentimento genuíno de compaixão ou mesmo, de amor.

Para obtenção da Felicidade genuína, o Budismo trabalha com o conceito de caminho óctuplo:

Linguagem correta, ação correta, e modo de vida correto - esses estados estão incluídos no agregado da virtude. Esforço correto, atenção plena correta, e concentração correta - esses estados estão incluídos no agregado da concentração. Entendimento correto e pensamento correto - esses estados estão incluídos no agregado da sabedoria.

Emmanuel nos deixou essa mensagem, intitulada de "Felicidade", que creio poder ser um fechamento perfeito para nosso estudo de hoje. Vejam as similaridades com a felicidade genuína abordada anteriormente.

"Sábios existem que asseveram não ser a felicidade deste mundo, mas isso não quer dizer que a felicidade não seja do homem.

E sabendo nós outros que há diversos tipos de contentamento na Terra, não podemos ignorar que há um júbilo cristão, do qual não será lícito esquecer em tempo algum.

A alegria da mente ignorante que se mergulhou nos despenhadeiros do crime, reside na execução do mal, ao passo que a satisfação do homem esclarecido, jaz no dever bem desempenhado, no coração enobrecido e na reta consciência.

Não olvidemos que se o Reino do Senhor ainda não é deste mundo, nossa alma pode, desde agora, ingressar nesse Divino Reino e aí encontrar a aventura sem mácula do amor vitorioso sob a inspiração do Celeste Amigo.

A felicidade do discípulo de Jesus brilha em toda parte, introduzindo-nos à Benção Maior.
É a benção de auxiliar.
A construção da simpatia fraterna.
A oportunidade de sofrer pela própria santificação.
O ensejo de aprender para progredir na Eternidade.
A riqueza do trabalho.
A alegria de servir, não só com o dinheiro farto ou com a autoridade respeitável de Terra, mas também com o sorriso de entendimento, com o pão da boa vontade ou com o agasalho ao doente e à criança.

A felicidade, portanto, se ainda não é deste mundo, já pode residir no espírito que realmente a procura na alegria de dar de si mesmo, de sacrificar-se pelo bem comum e de auxiliar a todos, quando Jesus soube, amando e servindo, subir do madeiro sanguinolento aos esplendores da Eterna Ressurreição.

(Do livro "Servidores no Além", Emmanuel, F.C Xavier)

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