Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Fevereiro 2011

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Ter Não Preenche o Ser


Na maioria das vezes, vivemos insatisfeitos com o que possuímos, com o que somos, sentimos um certo vazio...e na ânsia de preenchê-lo, achamos que a solução está na aquisição de algo material. 
Sentimentos como inveja, insegurança, carência afetiva, medo, raiva, nos invadem sem nos darmos conta. Desprovidos de amor, não relaxamos, não deixamos fluir, queremos controlar tudo à nossa volta como se tivéssemos o poder para isso, como seres onipotentes à custa do que temos. O buraco do amor é preenchido por estes sentimentos, que aos poucos minam a alma, dando espaço às doenças do corpo e da mente. Adoecemos...
Temos medo desse vazio, de uma auto-análise mais profunda e do encontro com si próprio. É difícil perceber que muito desse vazio é criado por nós, por estes sentimentos negativos que não podemos ou não queremos admitir. É difícil mesmo fazer uma auto-análise e sermos imparciais conosco, isso implicaria sair da acomodação. Mas a busca do autoconhecimento só é válida quando há aceitação e transformação....
O desejo de apegar-se às coisas materiais como fonte de felicidade gera uma ansiedade cada vez mais crescente, pois com o tempo, há a frustração, o vazio continua e a ansiedade só aumenta. Então, o ser humano parte em busca de novas aquisições.
Nada contra progredir financeiramente, isso faz parte de nossa evolução neste planeta, mas sem levar em conta a evolução espiritual não haverá felicidade...não deve haver apego. Nem às pessoas e animais queridos que se vão... É preciso muito amor e desprendimento para deixá-los ir quando chegar a sua hora.
O ser humano busca um eterno estado de felicidade, mas mal consegue lidar com as dificuldades do caminho. Aprendi que a felicidade não faz parte de um estado permanente, tal como os momentos difíceis passam, ela também passa.
“Quanto mais coisas você tem, mais terá com o que se preocupar”, segundo Buda. O ser humano, fruto da sociedade consumista, age sem pensar, influenciado pela mídia, pelo meio, pelos outros, pelos modismos...Quanto mais apego, mais sofrimento, frustração e ansiedade.
Falta um olhar para si, para dentro, as respostas estão todas lá, “só a verdade vos libertará”.

Texto extraído do blog "Luz da Alma", autor "Patrícia Melo".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Amar e Renunciar



A conversa informal, durante o café da manhã, foi mais uma oportunidade de aprendizado para os que ouviam aquela senhora de semblante calmo e cabelos embranquecidos pelas muitas primaveras já vividas.
Ela pôs o café e o leite na xícara e alguém lhe ofereceu açúcar. Mas a senhora agradeceu dizendo que não fazia uso de açúcar. Alguém alcançou rapidamente o adoçante, por pensar que deveria estar cumprindo alguma dieta.
Ela agradeceu novamente, dizendo que tomava apenas café com leite, sem açúcar, nem adoçante dietético.
Sua atitude causou admiração, pois raras pessoas dispensam o açúcar. Então ela contou a sua história.
Disse que, logo depois que se casara, havia deixado de usar açúcar. Imediatamente imaginamos que deveria ser para acompanhar o marido que, por certo, não gostava de doce.
Contudo, aquela senhora, que agora lembrava com carinho do marido já falecido há alguns anos, esclareceu que o motivo era outro.
Falou de como o seu jovem esposo gostava de açúcar, e falou também da escassez do produto, durante a Segunda Guerra Mundial.
Disse que, por causa do racionamento, conseguiam apenas alguns quilos por mês e que mal davam para seu companheiro.
Ela, que o amava muito, renunciou ao açúcar para que seu bem amado não ficasse sem.
Declarou que depois que a guerra acabou e a situação se normalizou, já não fazia mais questão de adoçar seu café e que havia perdido completamente o hábito do doce.
Hoje em dia, talvez uma atitude dessas cause espanto naqueles que não conseguem analisar o valor e a grandeza de uma renúncia desse porte.
Somente quem ama, verdadeiramente, é capaz de um gesto nobre em favor da pessoa amada.
Nos dias atuais, em que os casais se separam por questões tão insignificantes, vale a pena lembrar as heroínas e os heróis anônimos que renunciaram ou renunciam a tantas coisas para fazer a felicidade do companheiro ou da companheira.
Nesses dias em que raros cônjuges abrem mão de uma simples opinião em prol da harmonia do lar, vale lembrar que a vida a dois deve ser um exercício constante de renúncia e abnegação.
Não estamos falando de anulação nem de subserviência, de um ou de outro, mas, simplesmente, da necessidade de relevar ou tolerar os defeitos um do outro.
Não é preciso chegar ao ponto de abrir mão de algo que se goste, por mero capricho ou exigência do cônjuge, mas se pudermos renunciar a algo para que nosso amor seja feliz, essa será uma atitude de grande nobreza de nossa parte.
Afinal de contas, o verdadeiro amor é feito de renúncia e abnegação, senão não é amor, é egoísmo.
Se entre aqueles que optaram por dividir o lar, o leito e o carinho a dois, não existir tolerância, de quem podemos esperar tal virtude?
Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.
Pense que, quando se opta por viver as experiências do casamento, decide-se por compartilhar uma vida a dois e isso quer dizer, muitas vezes, abrir mão de alguns caprichos em prol da harmonia do lar.
Se você só se deu conta disso depois que já havia se casado, lembre-se de que a convivência é uma arte e um desafio que merece ser vivido com toda dedicação e carinho. Quando aprendermos a viver em harmonia dentro do lar, estaremos preparados para viver bem em qualquer sociedade.

"Autor desconhecido"

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