Aum ॐ Meu Recanto de Paz: Junho 2010

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Voltar a ser criança


Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança.
Quero acreditar que o mundo é justo, e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo.
Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Estou cansada de dias cheios de papéis inúteis, computador, notícias deprimentes, contas, fofocas, doenças, e a necessidade de atribuir um valor monetário a tudo que existe.
Não quero mais ter que inventar jeitos para ganhar dinheiro para pagar por coisas que verdadeiramente não necessito.
Não quero mais dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida. Elas ficam, a partir de agora, eternamente vivas no meu mundo da imaginação.
Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia. E o que é mais: quero estar convencida de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Aqui estão alguns dos nossos mais profundos, sinceros e ocultos desejos.
A simplicidade do universo de uma criança faz muita falta em nossos dias, em nossos corações.
A ambição e o egoísmo acabam sempre se tornando maiores. Nesse estado, julgamos, criticamos e atacamos. Sofremos.
Na pureza de uma criança somos como O SOL que irradia luz e alegria para todos, indiscriminadamente.
Por isso, de vez em quando, demita-se!
Ou melhor, viva como se estivesse eternamente demitido de tanta complicação. Comece agora a estudar a possibilidade de enxugar a enorme quantidade de gordura que existe nas exigências da sua vida. Celular? Cartões? Empregada? Faxineira? Seguros? Carros?
Afaste-se das complicações criadas pelo mundo dos adultos. Dos sentimentos mesquinhos e pequenos deste mundo.
E fique mais próximo do único sentimento que realmente vale a pena: a PAZ e vontade de desfrutar a vida, ou seja, brincar.
E viva mais feliz!


Autor: "Cláudia Lins"

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados


O Dia dos Namorados é a época em que muitas pessoas param e se lembram: poxa, eu não tenho namorado! Claro que as pessoas que têm estão orgulhosas porque finalmente, neste ano, estarão acompanhadas. Mas o fato é que nos outros anos elas não estavam sozinhas. Estavam só tão longe de si mesmas que achavam que o nome disso era solidão.
Não gosto das propagandas de TV que juram que você só será feliz quando achar o seu amor (como se acha um par de sapatos numa liquidação). O pior é que muitas pessoas aceitam qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para não estarem sozinhas no dia dos namorados. Até mesmo a violência física, verbal, a agressão de todo o tipo e as migalhas afetivas de alguém que não sabe amar. "E daí?", pensam, "Pelo menos eu tenho alguém!"
Gente não é coisa! Não é mesmo! E amor não é essa matéria líquida que as pessoas moldam da maneira que queiram. Amor é um estado, um estado de uma sublimação fantástica, quando todos os seus dias ficam cheios de uma coisa que você nem sabe o que é. É quando você prefere estar em casa, assistindo DVD, a estar na maior e na melhor festa do mundo só porque seu amor precisa acordar cedo no outro dia. É quando tudo o que ele fez você consegue enxergar sem os olhos impiedosos do julgamento. Quando você aceita e não critica. Está tão feliz que nem sabe que dia é hoje, e se é ou não dia dos namorados.
Conheço casais velhinhos que ainda são namorados, assim como conheço casais super jovens que estão como casados há 50 anos. Tudo é um estado de espírito. A gente pode estar apaixonada e namorando o tempo todo. Podemos namorar as vitrines, namorar nossos livros, namorar nossos amigos. Podemos, o melhor de tudo, namorar a nós mesmas.
Amar aquilo que somos sem julgamento. Não se acabar num pote de Haggen Daz só porque está só (está certo que Haggen Daz é bom de qualquer jeito!). Ninguém está só no Universo, assim como ninguém está acompanhado. Existem pessoas casadas, com famílias ditas felizes, e que se sentem super sozinhas!
Precisamos parar de comprar as imagens que a TV vende! Gente... não tem para quem dar o presente? Dê um presente para si mesma, olha que ótima oportunidade! Não tem para quem dizer eu te amo? Diga para si mesma, no espelho, enquanto faz uma escova daquelas para sair com suas amigas e rir muito! A felicidade é todo dia, e cada dia a vida nos dá algo com o que sermos felizes. Um dia é um amor, outro dia é uma mãe, outro dia é um cãozinho, e outro dia é a gente mesmo.
E se você acha que não se ama, que tal se seduzir? Colocar a sua melhor roupa, se levar para fazer um daqueles programas que você adora? Tenho certeza que não haverá espaço para infelicidade de efeméride nesse caso!
Seja feliz, com você! Com ou sem namorado! E, no ano que vem... quem sabe, não é?


Autor: "Andrea Pavlovitsch"

sábado, 5 de junho de 2010

Desapego


Desapego... que exercício difícil para nós ainda presos ao ego humano... o apego é uma das maiores ilusões da vida terrena... apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro...
O apego é uma das fontes de maior sofrimento... quanta dor, quantas lágrimas por nada.
O apego é o mesmo que querermos segurar o vento, o ar... somente com o desapego é que podemos ter... ter o que é da alma... porque nós não temos... nós simplesmente somos... somos o que somos.
O sofrimento do apego se inicia aqui, na Terra, quando presos no corpo acreditamos ter posse sobre as coisas materiais; a nossa terra, a nossa casa, as nossas roupas, a nossa beleza, o nosso carro, o nosso cargo, a nossa posição social, o nosso talão 5 estrelas, o nosso cartão de crédito internacional, a nossa empresa e assim por diante... Claro que a prosperidade é um direito do ser, é estarmos em sintonia com a energia da abundância cósmica, mas não podemos confundir com posse...
Alguns tem um forte sentimento de apego dentro de um Fusca 64 e outros passarão totalmente desapegados dentro de uma Mercedes 2010... nós aprendemos na Luz e na sombra... temos que perder para darmos valor ao ganhar, temos que passar pela escassez para aprendermos a buscar a abundância; e a vida é uma grande roda, que gira e gira e nós vamos vivenciando todos os desafios, todas as situações para adquirirmos sabedorias... tudo é cíclico... tudo é empréstimo temporário para o nosso aprendizado.
Quanto sofrimento é gerado à alma no momento do seu desencarne, quando, presa aos apegos terrenos... não alcança a Luz porque está olhando as sombras; não atinge um nível maior de consciência porque está presa à inconsciência dos apegos terrenos...
Devemos sim viver os prazeres da terra, com o desapego da alma... vivendo aquilo que a vida está nos proporcionando sem a prisão do medo da perda...
E o que dizermos do apego emocional? Ah... é mais e muito mais dolorido! Criamos inúmeras vezes na nossa mente, no nosso corpo emocional, a ilusão de que o outro nos pertence, que nós temos posse sobre o outro e também vendemos a ilusão que o outro tem posse sobre nós... e neste jogo emocional vivemos anos, vidas inteiras e criamos laços cármicos profundos... Nós confundimos apego profundo com desapego e não conseguimos realmente enxergar nossa confusão e a vida faz a parte dela, ou seja, gera o desapego para percebermos o quanto estávamos apegados.
Desapego? Amor incondicional? Baixa auto-estima? Sim, pode até ser amor mas o amor incondicional é desapego e desapego é amor incondicional... é querer a felicidade e o bem estar do outro e de si mesmo. Mas para amarmos o outro temos também que nos amar e nos respeitar. Será que não é um apego tão forte, tão enraizado, que não permitimos que o outro seja feliz e num grande auto boicote, optamos em sermos infelizes para não nos desapegarmos do outro e não permitirmos que o outro se desapegue de nós.
O que aparenta desapego é um profundo apego; tão forte que preferimos renunciar à própria felicidade do que renunciarmos ao outro.
Desapego nos liberta. Apego nos aprisiona.
Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona.
Libertemo-nos! Sejamos livres no Desapego!


Texto de "Ingrid Dalila Engel"

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