Aum ॐ Meu Recanto de Paz

ॐ Amigos, sejam muito BEM VINDOS!! ♥

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Afinal, o que é um Médium?


Médiuns são criaturas de sensibilidade aguçada, que podem registrar a presença de espíritos e podem, também, transportar-se para o Plano Espiritual e descrever cenas e fatos. Podem ouvir espíritos e emprestar seu corpo físico para servir de veículo de manifestação temporária de espíritos desencarnados.

O fato de o indivíduo ser médium não lhe confere, necessariamente, a coroa de santificação. Médium é apenas um trabalhador da verdade que, quanto mais moralizado e evangelizado for, melhor terá condições de servir ao próximo e de ser veículo de espíritos superiores. Médiuns existem no Espiritismo e fora dele. O Espiritismo não inventou os médiuns; a Doutrina Espírita procura educar, orientar, ajudar o médium a cumprir fielmente o preceito cristão de "dar de graça aquilo que de graça recebemos".

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. 


Do site "Paz Espiritual"

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Autoconhecimento e Reforma Ìntima


É muito comum as pessoas falarem sobre a importância da reforma íntima, no movimento espírita. Esse conceito, inclusive, assume fundamental importância quando se fala em evolução espiritual. Outro ponto chave no Espiritismo é a caridade; sem ela, segundo a codificação, não há salvação. Além destes dois conceitos – reforma íntima e caridade – os espíritos que orientaram Allan Kardec em sua obra também ressaltaram a importância do autoconhecimento. Vejamos o que diz a questão 919 de O Livro dos Espíritos:
“Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
Então, penso que temos três fatores que devem ser trabalhados em conjunto, por todo aquele que almeja a renovação espiritual: autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Vamos, agora, analisar um pouco cada um destes aspectos.

Autoconhecimento

Tudo começa por aqui. Não adianta você querer reformar algo que mal conhece. Antes de qualquer reforma, é fundamental conhecer aquilo que se deseja transformar. Isso não significa que precisemos ser sábios para iniciarmos a reforma íntima. Na verdade, penso que a sabedoria vem justamente com a mudança interior. Mas a nossa transformação, que ocorre gradativamente, precisa estar alicerçada em um trabalho de investigação interna. Precisamos aprender a olhar para nossa realidade íntima com sinceridade, com imparcialidade, mas também com acolhimento, com carinho, sem autojulgamento e autopunição desnecessários. Na verdade, é impossível você realmente amar o próximo se não ama e não aceita a si mesmo.
Então, precisamos estar constantemente nos autopercebendo, atentos ao que ocorre em nosso mundo interno. O que nos irrita, o que nos causa medo, nos atrai, nos magoa... e como reagimos às diversas situações que surgem na vida. Ou seja: autoconhecimento é a percepção e compreensão dos nossos pensamentos, emoções, sentimentos e ações físicas. É estarmos conscientes da nossa realidade, cada vez mais.

Mudança interior

Conscientes daquilo que sentimos ser a fonte de sofrimento, precisamos mudar nossos hábitos para cessar o sofrimento. Quando digo hábitos, me refiro aos nossos processos psicoemocionais, e não apenas aos nosso comportamento. Somos viciados em emoção, presos a padrões de pensamentos repetitivos que atrapalham nosso amadurecimento espiritual. Então, é preciso boa vontade para mudar, abandonando de vez aquilo que nos faz sofrer.

Caridade

É mais do que assistência social. No fundo, é estarmos de coração aberto, dispostos a acolher aqueles que vêm ao nosso encontro, no dia a dia. É o espírito de gratidão e a vontade de repartir, com todos, as bênçãos da paz que conquistamos. Isso acontece não porque queremos algo em troca, mas porque nossa “alma” pede. Caridade é ter fome de amar!

Autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Esses são, na minha opinião, os três pontos chaves da evolução. Precisam ser trabalhados em conjunto, constantemente!


Autoria de Victor Rebelo

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A PAZ: SUPRIMIR PRIMEIRO EM SI AS CAUSAS DE GUERRA


Inúmeras pessoas dizem que trabalham para a paz no mundo! Por enquanto, esse trabalho consiste sobretudo em se acusarem umas às outras de serem causadores de guerra. Para uns, os culpados são os ricos; para os outros, são os intelectuais, ou os homens políticos, ou os cientistas. Os crentes acusam os descrentes de conduzirem a humanidade para a sua perda, os descrentes acusam os crentes de fanatismo, e por aí adiante… Observem-se e verão que é sempre suprimindo estas ou aquelas pessoas que os humanos julgam poder instalar a paz. E é nisso que se enganam: mesmo que se suprimissem os exércitos e os canhões, no dia seguinte as pessoas teriam inventado outros meios para se combaterem. A paz, na realidade, é um estado interior e nunca se conseguirá obtê-lo suprimindo alguém ou alguma coisa no exterior. É dentro de nós próprios, em primeiro lugar, que é preciso suprimir as causas da guerra.

A partir do momento em que alimenta em si certos estados interiores, como o descontentamento, a revolta, a inveja, o desejo de possuir sempre mais, o homem não pode estar em paz, faça o que fizer. Pelos seus pensamentos e pelos seus sentimentos, ele não só introduz no seu íntimo os germes da desordem e da guerra, como semeia esses germes por toda a parte à sua volta.

Imaginem alguém que come e bebe o que calha: essa pessoa introduz no seu organismo certos elementos nocivos que a tornarão doente. E que paz se pode ter quando se perturba o funcionamento do seu organismo, do estômago, do fígado, dos rins, dos intestinos?… Pois bem, no plano psíquico existe a mesma lei: não se deve comer o que calha, senão fica-se doente.

A paz é, pois, consequência de um saber profundo sobre a natureza dos elementos de que o homem se alimenta em todos os planos. Ela só pode instalar-se naqueles que decidiram manifestar-se com bondade, generosidade, desapego. Só esses seres podem espalhar a paz ao seu redor.

Com o pretexto de que criam associações ou militam em movimentos pacifistas, muitas pessoas imaginam que trabalham para a paz. Não, porque a sua vida não é uma vida para a paz: elas nunca pensaram que primeiro são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz e da harmonia, a fim de emanarem essa paz para a qual elas pretendem trabalhar. Enquanto falam da paz e escrevem acerca da paz, continuam a alimentar a guerra em si e à sua volta, pois estão incessantemente a lutar contra uma coisa ou outra… A paz, o homem tem primeiro de instalá-la em si mesmo, nos pensamentos, nos sentimentos e nos atos da sua vida quotidiana. Só então é que ele trabalha verdadeiramente para a paz.

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Confiança em Deus - Divaldo Franco


Diante dos aberrantes comportamentos de cidadãos que pareciam irrepreensíveis na conduta moral, seja na administração do país, tanto quanto em grandes empresas comerciais e esportivas, não podemos ocultar os sentimentos de desconfiança e preocupação que a quase todos os brasileiros nos assaltam. A criminalidade atinge índices jamais previstos, fruto espúrio da miséria socioeconômica e moral, pela falta de escolas, de assistência hospitalar, de trabalho, de recreação, com excesso de tempo para os jovens, que é malbarato na violência, causando-nos horror.

O medo de ser a próxima vítima toma conta de cada um de nós, que vive a guerra não declarada dos assaltos e dos homicídios chocantes pela perversidade, fazendo que modifiquemos os hábitos que adquirimos com o direito de ir e vir agora interrompido pelo terrorismo urbano. Nesse quadro de desrespeito total aos valores éticos, o cristão pergunta-se como agiria Jesus se estivesse convivendo conosco neste terrível contexto? E a resposta seria a mesma que Ele deu ao fariseu que o interrogou com desfaçatez, tentando embaraçá-lo, quando Ele se referiu aos nossos deveres para com o próximo, interrogando-o: E quem é o meu próximo?

Com sabedoria exemplar, Ele narrou-lhe a Parábola do bom samaritano, que socorreu um judeu que lhe era inimigo, e fora desprezado por um sacerdote e um levita, auxiliando-o na estrada em que estava abandonado após ser assaltado, oferecendo-lhe socorro imediato e responsabilizando-se pelas despesas na hospedaria para onde o levou. Outra não pode ser a nossa atitude diante dos assaltantes e criminosos que enxameiam na sociedade, fazendo a melhor parte e confiando em Deus, trabalhando pelo retorno da dignidade e da honradez aos arraiais humanos. Apenas comentar o mal não é atitude saudável. Que, nesse báratro aparvalhante, não percamos a confiança em Deus, mantendo-nos honrados apesar dos exemplos degradantes que temos diante de nós.


Artigo de Divaldo Franco publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião em 19-06-2015.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Coragem para sermos nós mesmos!

A caminhada neste mundo de aparências e máscaras nos leva, muitas vezes, a pensarmos que somos aquilo que não somos ou que já não somos. Cada situação exige uma postura, cada grupo nos exige assumir um papel, cada vivência nos traz uma nova máscara, e nós, sem nos darmos conta, perdemos o contato conosco mesmo, perdemos a referência de quem realmente somos e para quê estamos aqui.

Onde ficamos nós, os verdadeiros nós, escondidos, em meio a todo este cenário?
Onde fica a nossa verdadeira essência misturada a todas estas personagens que nos são atribuídas ou que nós mesmos assumimos, sem perceber? Onde fica a nossa real história, abafada por tanta ilusão e tanto espetáculo?

Cada um de nós tem, dentro de si, um universo de emoções, sentimentos e ideias, mas falta interesse em conhecer este universo, falta coragem para encará-lo de frente e conhecê-lo de fato, falta coragem para entrarmos em nossos próprios porões para caçar nossos próprios fantasmas.

Aqui e agora somos apenas uma ínfima parte de tudo o que trazemos em nossa essência e não podemos nos basear no que vemos e sentimos nessa situação para calcular tudo o que faz parte da consciência que realmente somos, para muito além da personalidade que assumimos hoje.

O que somos hoje, ou o que vemos e percebemos de nós hoje, representa tão pouco da riqueza que trazemos em nossa essência, que qualquer conclusão, qualquer dedução que façamos, com base apenas em dados presentes, será incompleta, injusta e parcial.

A única verdade de que podemos estar seguros é a de que somos ESPÍRITOS e, como tais, passamos por inúmeras encarnações, tentando resgatar aquilo que realmente somos: seres espirituais.

Somos todos como imensos quebra-cabeças, cujas peças são todas as encarnações que já tivemos a oportunidade de experimentar. E, em cada peça, há um segredo, uma chave que nos permitirá encaixá-la perfeitamente ao conjunto, tornando-o cada vez mais harmônico e compreensível.

Muitas vezes, as peças parecem não se encaixar; em outras, parecem-nos estranhas e alheias, partes de outros quebra-cabeças; e há ocasiões em que sentimos como se todas as peças estivessem com defeito e já não servissem para mais nada.

No entanto, nenhuma delas é inútil, nenhuma se perde. Todas elas são parte do todo e nenhuma pode faltar para que haja coerência e coesão naquilo que verdadeiramente somos.

É fato que vivemos parcialmente alheios a este conjunto imenso e quase que completamente esquecidos do que representa cada peça no contexto maior, mas as peças estão lá, todas, muitas vezes escondidas por outras, ou imperceptíveis à nossa visão mais ampla, e outras vezes também prontas para serem encaixadas, sem que possamos enxergar a posição correta ou o local exato onde devem ser postas.

Aceitando que somos um caleidoscópio de personalidades, podemos compreender melhor nossas tendências e impulsos, percebendo, de forma mais nítida, que não viemos a este mundo completamente livres de qualquer influência ou determinante anterior. Somos, hoje, reflexo e consequência do que fomos ontem. E seremos, amanhã, reflexo e consequência do que estamos sendo hoje.

Não há salto, não há milagre, não há novidade. Tudo se encadeia de tal modo que somos todos herdeiros de nós mesmos. Física, mental e espiritualmente. Herdamos de nós mesmos o que vivenciamos. E, no futuro, continuaremos a herdar aquilo que criamos e guardamos em nós mesmos.

Cada passagem pela vida física, não importa quanto tempo dure, é apenas um trecho da vida espiritual. É preciso compreender que somos espíritos vivendo diversas experiências carnais, que não passam de estágios de aprendizado, aperfeiçoamento e crescimento ESPIRITUAL. Jamais fomos seres carnais tentando alcançar a vida espiritual, pois a vida espiritual é a nossa origem, a nossa essência, de tal modo que nascemos espíritos e, quando encarnamos pela primeira vez neste mundo, já éramos espíritos. E quando desencarnamos neste mundo, continuamos vivendo como espíritos, no mundo espiritual.

Assim, tudo o que precisamos hoje, para sermos melhores e nos sentirmos mais felizes, já está dentro de nós, dentro da nossa essência espiritual, dentro do nosso verdadeiro eu. Não há nada que possamos buscar fora, onde quer que seja, que já não esteja dentro de nós mesmos, ainda que temporariamente esquecido ou ignorado. O que falta é apenas coragem para acessar, encarar e trabalhar este conteúdo de forma consciente e equilibrada, participando ativamente do processo, sem que o conteúdo nos possua e determine as nossas ações por impulso.

A vida é uma só: a espiritual. E nela vivenciamos vários papéis, de forma tão intensa que julgamos ser as personagens que representamos. No entanto, as personagens não passam de pequenas parcelas, de diminutos momentos de algo muito maior, mais amplo e mais profundo. É como se, em nós, coexistissem todas as pessoas que já fomos, mais a que somos hoje, cada uma com seu perfil psicológico, sua história, seus sucessos e fracassos, mas todas se mesclando para "inventar" a pessoa que seremos amanhã.

O ator não é a própria personagem que representa, mas torna-se diferente a cada nova personagem, incorporando, à sua própria vida e atuação, aquilo que experimentou em cada papel.

Assim também o espírito, que não é nenhuma das personalidades que assume aqui na Terra, mas que se torna diferente a cada nova personalidade, acrescentando, à sua própria essência e conduta, aquilo que experimentou em cada encarnação.


- Maísa Intelisano -

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Momento Decisivo

Filhas e filhos da alma!
Abençoe-nos o Senhor com a sua paz.
Estes são dias de turbulência.
A sociedade terrestre, com a inteligência iluminada, traz o coração despedaçado pela angústia do ser existencial. Momento grave na historiografia do processo evolutivo, quando se operam as grandes mudanças para que se alcance a plenitude na Terra, anunciada pelos Espíritos nobres e prometida por Jesus.
Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso modelo e guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período
não muito distante.
Quando Jesus veio ter conosco, a humanidade experimentava a grande crise de sujeição ao Império Romano, às suas paixões totalitárias e aos interesses mesquinhos de governantes arbitrários.
O Espiritismo, a seu turno, instalando-se no planeta, enfrenta clima equivalente em que o totalitarismo do poder arbitrário de políticas perversas esmaga as aspirações de enobrecimento das criaturas humanas e, por consequência, o ser, que se agita na busca da plenitude, aturde-se e, confundindo-se, não sabe como vivenciar as claridades libertadoras do Evangelho.
Com a conquista do conhecimento científico e o vazio existencial, surgem as distrações de vário porte para poder diminuir a ansiedade e o desespero. Naturalmente, essa manifestação de fuga da realidade interfere no comportamento geral dos seareiros da Verdade que, nada obstante, considerando serem servidores da última hora, permitem-se os desvios que lhes diminuem a carga aflitiva.
Tende, porém, bom ânimo, filhas e filhos do coração!
É um momento de siso, de decisões, para a paz no período
do porvir.
Recordai-vos de que o Cristianismo nascente experimentou também inúmeras dificuldades.
A palavra revolucionária do apóstolo Paulo, a ruptura com as tradições judaicas ainda vigentes na igreja de Jerusalém geraram a necessidade do grande encontro, que seria o primeiro debate entre os trabalhadores de Jesus que se espalhavam pelo mundo conhecido de então.
No momento grave, quando uma ruptura se desenhava a prejuízo do Bem, a humildade de Simão Pedro, ajoelhando-se diante da voz que clamava em toda parte a Verdade, pacificou os corações e o posteriormente denominado Concílio de Jerusalém se tornou um marco histórico da união dos discípulos do Evangelho.
Neste momento de desafio e de conflitos de todo porte, é natural que surjam divergências, opiniões variadas, procurando a melhor metodologia para o serviço da Luz. O direito de discordar, de discrepar, é inerente a toda consciência livre. Mas, que tenhamos cuidado para não dissentir, para não dividir, para não gerar fossos profundos ou abismos aparentemente intransponíveis.
Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso.
O amor é o instrumento hábil para todas as decisões. Desarmados os corações, formaremos o grupo dos seres amados do ideal da Era Nova.
Nunca olvideis que o mundo espiritual inferior vigia as nascentes do coração dos trabalhadores do Bem e, ante a impossibilidade de os levar a derrocadas morais, porque vigilantes na oração e no trabalho, pode infiltrar-se, gerando desequilíbrio e inarmonias a benefício das suas sutilezas perversas e a prejuízo da implantação da Era Nova sob o comando do Senhor.
Nunca olvidemos, em nossas preocupações, que a Barca terrestre tem um Nauta que a conduz com segurança ao porto da paz.
Prossegui, lidadores do Bem, com o devotamento que se vos exige de fazerdes o melhor que esteja ao vosso alcance, em perfeita identificação com os benfeitores da humanidade, especialmente no Brasil, sob a égide de Ismael, representando o Mestre inolvidável.
Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do Bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.
Já não existem as fogueiras, nem os empalamentos. Os circos derrubaram as suas muralhas e agora expandem as suas fronteiras por toda a Terra, mas o holocausto ainda se faz necessário.
Sacrificai as próprias imperfeições, particularmente neste sesquicentenário de evocação da chegada do Evangelho à Terra, decodificado pelos Imortais.
Recordai também, almas queridas, que o Espiritismo é, sem qualquer contradita, o Cristianismo que não pôde ser consolidado e que esteve na sua mais bela floração nos trezentos primeiros anos, antes das adulterações nefastas, e que foi Jesus quem o denominou Consolador.
Este Consolador sobreviverá a todas as crises e quando, por alguma circunstância, não formos capazes de dignificá-lo, a irmã morte arrebatará aqueles que não correspondem à expectativa do Senhor da Vinha, substituindo-os por outros melhormente habilitados, mais instrumentalizados para os grandes enfrentamentos que já ocorrem na face do planeta.
Todos sabemos que a transformação moral de cada indivíduo é penosa, de longo curso, por efeito do atavismo ancestral, e que a Lei dispõe do recurso dos exílios coletivos para apressar a chegada da Era Nova.
Abençoados servidores!
Abençoadas servidoras da Causa!
Amai! Amai com abnegação e espírito de serviço a Doutrina de santificação, para que os vossos nomes sejam escritos no livro do reino dos Céus e possais fruir de alegrias, concluindo a etapa como o apóstolo das gentes, após haverdes lutado no bom combate.
Os mentores da brasilidade, neste momento grave por que também passa o nosso país, assim como o planeta, estão vigilantes.
Permiti-vos ser por eles inspirados e saí entoando o hino do otimismo e da esperança, diluindo a treva, não fixando o medo nem a sombra, que por momento domina muitas consciências. Não divulgando o mal, somente expondo o bem, para que a vitória não seja postergada.
E ide de volta, seareiros da luz!
O mundo necessita de Jesus, hoje mais do que ontem, muito mais do que no passado, porque estamos a caminho da intuição, após a conquista da razão, para mantermos sintonia plena com aquele que é o nosso guia de todos os dias e de todas as horas.
Muita paz, filhas e filhos do coração!
São os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos obreiros da seara de todos os tempos, alguns dos quais aqui conosco nesta hora.
Muita paz!...

Bezerra
 
 
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião Ordinária do Conselho Federativo Nacional, em Brasília, DF, na manhã de domingo, em 9 de novembro de 2014.)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Amor...

O AMOR é substancia criadora e mantenedora do Universo, constituído por essênia divina.

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existênia orgânica, o AMOR é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustação.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo, ideal, hamrônio, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reune as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimentando o corpo e dulcificando o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do AMOR pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fulgaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e dever ser vencidos.

Somente o AMOR real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresenem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções - a necessidade de ser amado, caracterizam o estagio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranquila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não posse, a não dependência, não exigênia, são benesses do AMOR pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, se alterem as manifestações da afetitividade do ser amado, o AMOR permanece libertador, confiante, indestrutivel.

Nunca se impõe porque é espontaneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jubilos e paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agradavel, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O AMOR não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre porque vive no intimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.

O AMOR DEVE SER SEMPRE O PONTO DE PARTIDA DE TODAS AS ASPIRAÇÕES E A ETAPA FINAL DE TODOS OS ANELOS HUMANOS.
 
 
Joanna de Ângelis

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Livrando-se das Mágoas

As mágoas são feridas que não cicatrizaram, vivem infeccionando a nossa mente e influenciando o nosso comportamento. Livrar-se delas é possível e não faltam métodos terapêuticos que possam prestar um eficiente auxílio. Entretanto, a pergunta que deveríamos fazer é justamente aquela que não fazemos: por que nos magoamos?
É humanamente impossível passarmos pela vida sem nos mag

oarmos; seja na infância, adolescência ou mesmo na fase adulta, estamos absolutamente vulneráveis a decepções, traições, indignidades e tantas outras coisas indigestas que tratamos de inconscientizar ou mesmo, alimentamos conscientemente.

Resolver pendências emocionais alivia, mas não resolve o problema. É preciso conhecer os pontos vulneráveis que nos tornam magoáveis. Mesmo que tenhamos êxito em nossos tratamentos, mesmo que possamos enfrentar e dissolver todos os conteúdos emocionais que nos envenenam, não significa que estaremos livres de futuros dissabores.

A Vida irá se encarregar de nos conduzir a situações onde estaremos expostos novamente a esse tipo de situação. É claro, meu amigo, não poderia ser diferente! Você já se perguntou o que estamos fazendo aqui? Qual o propósito da aventura humana na Terra? Acha mesmo que estaremos isentos de provas e enfrentamentos? Pensa que uma vez livres de um problema não teríamos que enfrentar outros?

O descanso, a paz, a tranquilidade desejada por todos, só serão conquistados quando alcançarmos a iluminação, enquanto isso, para nos aperfeiçoarmos, estaremos sujeitos aos imperativos do Universo. É importante salientarmos que conduzidos por essa Dinâmica Evolutiva não existe a menor possibilidade de estarmos isentos de experiências constrangedoras, portanto, estejam certos que seremos novamente testados. As provas são mecanismos naturais que são indispensáveis no processo do desenvolvimento humano e a única forma de nos livrarmos dessa ação é nos graduando emocionalmente.

Enquanto você lutar em defesa da própria imagem, orientado pela vaidade e pelo orgulho, preocupado com o verniz social, estará atraindo pessoas e situações que irão magoá-lo, portanto, não adianta procurar culpados para as suas decepções, você é que precisa crescer, deixar de ser tão vulnerável, mudar essa natureza de cristal para avançar.

As pessoas são como são, fugir ou evitar situações desconfortáveis também não resolve, é preciso mais do que isso, é preciso desenvolver os poderes que deverão ser usados em sua defesa. Esses poderes existem em estado de latência no seu interior e dentre eles, há aquele que servirá de escudo contra qualquer investida externa, trata-se da humildade.

Ninguém consegue magoar uma pessoa humilde, só é possível magoar pessoas orgulhosas, vaidosas, arrogantes, enfim, pessoas que desconhecem a própria natureza divina, pessoas presas à ilusão de um personagem impermanente conhecido por ego.

Para lidar com as situações indigestas do cotidiano sem se ferir, será preciso expandir a consciência, olhar o próximo com outros olhos, enxergar além do evento em si, buscar uma compreensão mais profunda dos condicionamentos humanos e aceitar os padrões mentais que levam as pessoas a se comportarem daquela forma que (aos seus olhos) parece tão negativa. Não estamos aqui para julgar, classificar, separar, discriminar, nada disso! Estamos aqui para aprendermos a viver de forma orgânica e sistêmica, pois somos todos "farinha do mesmo saco". Será preciso partir de pressupostos diferentes para não sofrermos tanto com os outros, por exemplo, será necessário rever o entendimento que temos acerca daquilo que consideramos certo e errado, bom e mal etc.. Não se pode continuar julgando as pessoas pelo entendimento que elas têm, cada um está dentro de um patamar de consciência, enxerga o mundo de forma distinta e o mais curioso é que a grande maioria age acreditando que suas ações são as mais coerentes, muitos não fazem o mal por simples opção, agem apenas de acordo com o entendimento que alcançaram, fazem aquilo que acreditam, muitas vezes, ser o correto, por isso é muito difícil julgar.

Não podemos continuar na escravidão de um programa emocional desatualizado, agindo de forma automática, sem questionamentos, conduzidos por emoções e hábitos, precisamos refazer todas a nossas crenças, deixar de se preocupar com avaliações, parar de mendigar afeto, livrar-se de modelos estúpidos de perfeição e parar de buscar a aprovação das pessoas.

Não fique magoado, é hora de acordar!
 
 
Autor: Paulo Tavarez

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O Amor é uma Flor Rara


O amor é uma flor rara. Ele só acontece às vezes. Milhões e milhões de pessoas vivem na falsa atitude de que amam. Elas acreditam que amam, mas isso é só uma crença.

O amor é uma flor rara. Às vezes ele acontece. É raro porque só pode acontecer quando não existe medo, nunca antes disso.

Isso significa que o amor só pode acontecer a uma pessoa profundamente espiritualizada, religiosa.

O sexo é possível para todos. A familiaridade é possível para todos. Não o amor.

Quando você não tem medo, não há o que esconder; então você pode se abrir, pode pôr abaixo todas as fronteiras. E então pode convidar o outro a tocar a sua essência.

E, lembre-se, se você deixa que alguém o toque profundamente, o outro também deixará que você o toque, pois, quando deixa que alguém o toque, você inspira confiança.

Quando você não tem medo, o medo da outra pessoa também desaparece.

No amor de vocês, o medo está sempre presente. O marido teme a mulher, a mulher teme o marido. As pessoas que se amam sempre têm modo uma da outra. Então não é amor. É só um arranjo entre duas pessoas medrosas, que dependem uma da outra, brigam, exploram-se, manipulam, controlam, dominam, possuem uma a outra - mas não é amor.

Se você conseguir deixar que o amor aconteça, não precisará de prece, não precisará de meditação, não precisará de igreja nenhuma, de templo nenhum.

Se amar, você pode se esquecer completamente de Deus - porque, por meio do amor, tudo terá acontecido a você: meditação, prece, Deus, tudo terá acontecido a você.

É isso que Jesus quis dizer quando falou que Deus é amor.

Mas o amor é difícil. O medo tem que ser superado. E é isto que é estranho, vocês têm tanto medo e, ao mesmo tempo, não têm nada a perder.
 

Osho, em "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Fraternidade

Nunca o mundo esteve tão necessitado de fraternidade como agora... e nunca nós estivemos tão alheios a ela como hoje...

Cruzamos com ela, todos os dias, nas ruas e praças onde se abriga algum deserdado da vida e não lhe damos atenção...

Ouvimos seu apelo frequente nas notícias que nos chegam através do rádio e da televisão e não lhe atendemos o chamado...

Lemos sua história triste contada em páginas e páginas de jornais a todo instante e não apreendemos seu sentido mais profundo...

Passeamos ao lado dela quando percorremos rapidamente alguma favela nos trajetos do nosso dia a dia e nem sequer lhe dirigimos um olhar...

Convivemos com a sua súplica, minuto a minuto, nos atos impensados do filho ainda inexperiente que nos magoa e não a socorremos...

Percorremos anos a fio amparados em seus braços, vendo a displicência do cônjuge mais perturbado que nos atinge, e não lhe aceitamos o convite...

E quando, enfim, a tormenta de nossa existência se torna mais forte e ela, sempre presente e atenta, nos traz o sorriso doce e a mão suave de um amigo bondoso, choramos emocionados e reconhecidos por, apesar de tudo, não termos sido esquecidos por ela nessa imensa ciranda que é a Vida...

Somos irmãos na imortalidade e, desse modo, somos eternos e iguais diante de nosso Pai que não abandona ninguém e a todos agasalha com seu Amor infinito.

Sejamos, pois, realmente unidos para podermos nos considerar verdadeiros irmãos, pois se não tivermos irmãos para amar, como chegaremos a ser verdadeiramente eternos e imortais como Deus deseja?

Maísa Intelisano

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